Logo ao chegar ao trabalho hoje, notei certa dificuldade ao tentar ler as palavras da tela. Mais tarde, já em casa, percebi desconforto semelhante ao ler um livro. A suspeita de que poderia estar com algum tipo de desgaste visual motivou-me a consultar o tarot sobre uma ameaça mais séria à minha visão.
O Oito de Ouros foi a primeira das duas cartas que eu virei, imediatamente me evocando ideias relacionadas a estudo, trabalho e concentração. Dando perfeito eco à primeira carta, na segunda posição, o tarot colocou o Três de Ouros. O desconforto visual decorre de muito esforço, e talvez fosse legal consultar um profissional a respeito. A resposta me pareceu bastante clara.
Recorrente nas duas cenas do baralho Waite-Smith, a figura do trabalhador com cinzel e martelo é o elemento visual que nos sugere logo de cara uma relação entre as duas cartas. Tal relação, visualmente perceptível em ambas as cenas, é atestada por Waite, autor do baralho, em seu livro. Tanto o personagem do Oito quanto o do Três, arduamente focados em suas tarefas, de imediato inspiram-nos ideias relacionadas a trabalho e prática.
Todo esse excesso de trabalho facilmente me leva à pensar em esforço em demasia, sobrecarga e trabalho demais. A sutil progressão nos motivos das duas cartas na ordem da minha tirada, com o aprendiz do Oito metamorfoseando-se no mestre do Três, posteriormente me inspirou a pensar no contraste entre noções pouco experientes (as minhas) e conhecimento fundamentado (do profissional). Sutil sugestão de que seria bom procurar um oftalmo.
Tudo isso para mostrar que ler cartas não precisa ser complicado e que não precisamos nos perder em listas enormes de significados para obter uma mensagem consistente das cartas. É claro que eu já suspeitava de que estava esforçando demais minha vista; entretanto, a clara resposta do tarot, facilmente verificável quando analisamos objetivamente as imagens das cartas, serviu tanto para confirmar minha suspeita como para mostrar que meu desconforto provavelmente não sinaliza nada mais sério que isso – esforço demais.
A resposta direta à minha pergunta, então, é essa – “não é nada sério, você está sobrecarregando seus olhos”.
Simples assim

O tarô, como sempre, muito certeiro em suas respostas. Certa ocasião retirei só uma cartinha pra uma resposta que eu queria. O tarô me voltou uma resposta tão clara que quase não acreditei naquilo. Pessoalmente, creio que, usado de forma correta,o tarô sempre é muito certeiro.
Comentário por Flávio — janeiro 18, 2012 @ 3:59 PM
Sim, ele sempre nos surpreende
Comentário por Leonardo Dias — janeiro 22, 2012 @ 6:27 PM
Simples e PERFEITO!
Gostei Leo…
Comentário por Euclydes Cardoso Junior — janeiro 26, 2012 @ 4:13 PM
Léo, tudo bom?
Estava lendo esses dias sobre tarô e percebi que muitos tarólogos americanos falam e usam muito o tal do “SIGNIFICATOR” em sus tiradas. pelo que entendi, isso refere-se ao consulente, né isso? É a carta que mostra a condição do consulente durante o jogo? Bom, não sei se aqui no Brasil agente usa muito o significator. Bom, vc. pode falar mais um pouco disso?
Vlw.
Comentário por Flávio — janeiro 30, 2012 @ 8:30 AM
Oi Léo. Mais dúvidas… Vc. poderia explicar as cartas da corte com exemplos? Tenho muito dúvida quando elas saem, na verdade fico torcendo que nem apareceçam.rsrsrs.
Vlw.
Comentário por Flávio — fevereiro 15, 2012 @ 1:06 PM