Descobrindo o Tarot

novembro 11, 2010

UPDATES DE SIGNIFICADOS 5 – O Mundo + Seis de Copas

Hey hey!

Os dois updates de significados de hoje são fruto de – vejam só – comentários de leitores! Abaixo, os dois pequenos insights que eu tive a respeito de duas cartas mencionadas em comentários que recebi ontem (sendo que uma delas figura na lista negra) – O Mundo e o Seis de Copas.

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TUDO (e mais um pouco) “O Mundo”… Alguém já parou pra pensar em o que significa esse nome? Tipo, no significado profundo desse ato de intitular uma carta de O Mundo? (tudo nessa vida, nesse mundo, tem sempre um significado mais profundo que a nossa mente cotidiana gosta de perceber). O Mundo é tudo. O que pede agora uma resposta é justamente o que é tudo?

Eu posso imaginar na mentalidade renascentista (de onde o Tarot suposta/provavelmente veio) o que isso deveria significar. Assim, sem pesquisar muito, eu tenho a ideia de que a ideia de mundo era a ideia de totalidade, do planeta, de tudo mesmo. Nessa mentalidade, a ideia de mundo está diretamente relacionada à ideia de tudo.
As pessoas daquela época não deviam ter a noção de todo que a gente tem hoje. Acho que, pra eles, o todo era o mundo, com suas terras, seus mares, o céu, as estrelas lá encima, etc. Hoje, seiscentos anos depois, nossa consciência de todo se expandiu para incluir o universo infinito. Nossas fronteiras se ampliaram. Não é de se espantar, portanto, que muitos baralhos mais modernos tenham substituído o nome do último arcano maior por O Universo.

O Mundo é a Criação. Você já deve ter ouvido pessoas se referindo ao universo ou à totalidade das coisas como a Criação. A ideia por trás disso é deixar subentendido que todas as coisas que existem foram geradas por um Criador (se é uma criação, deve haver um Criador, certo?). É legal pensar um pouco nisso. O ato de criar se resume a trazer algo ao mundo, fazer algo real, tangível. É o que todos os deuses primordiais de todos os mitos fazem – eles dão existência ao mundo – do Nada eles fazem o Tudo.

criar
cri.ar
(lat creare) vtd 1 Dar existência a, tirar do nada: “No princípio criou Deus o céu e a terra” (Bíblia, tradução do Padre Figueiredo). vtd 2 Dar origem a; formar, gerar: O medo cria fantasmas. vtd 3 Imaginar, inventar, produzir, suscitar: Criar uma religião. “Deus criou as boas coisas só para os parvos?” (Camilo Castelo Branco). (…)

Dicionário Michaelis

A carta d’O Mundo do Tarot é justamente isso – a Criação, a totalidade das coisas. Em outras palavras (talvez pra colocar as coisas num jargão mais esotérico) o Mundo é a Manifestação. É o resultado final do processo de criação. É nesse sentido que ela é a compleição, a realização – a compleição da obra, a realização do trabalho. Como se a obra de Deus fosse gerar o plano material, e a carta d’O Mundo representasse justamente o resultado final dessa tarefa. A coroa de louros é um famoso símbolo de vitória. Talvez a gente possa ver a guirlanda de louros que frequentemente aparece nessa carta como um sinal de dever cumprido, de trabalho completo, arrematado, ‘concluído com louvor’. Perfeição.

perfect (adj.)

Early 13c., from Old French parfit (11c.), from Latin perfectuscompleted,” past participle of perficere “accomplish, finish, complete,” from per- “completely” + facere “to perform”.

Online Etymology Dictionary [bold meu]

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‘Perfeição’ significa ‘compleição’.

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¹ Assim foi concluída a criação do céu, e da terra, e de tudo o que há neles.

² No sétimo dia Deus acabou de fazer todas as coisas e descansou de todo o trabalho que havia feito.

³ Então abençoou o sétimo dia e o separou como um dia sagrado, pois nesse dia ele acabou de fazer todas as coisas e descansou.

Bíblia, Genesis, cap. 2, 1-3

No sétimo dia Deus acabou de fazer todas as coisas e descansou de todo o trabalho que havia feito.”
Esotericamente, essa afirmação tem um significado todo especial, que tem a ver com o processo de Manifestação em si. No sétimo dia, Deus descansou, repousou (no âmago da matéria?), pois o mundo estava feito – completo, per-feito. Disso a gente tira que a Manifestação, o processo de criação que origina o Tudo, se deu em sete estágios.

A carta O Mundo corresponde a Saturno. Saturno é justamente o sétimo planeta – sétimo e último estágio. Uma vez, um amigo salientou um ponto importante a respeito dessa correspondência – Saturno foi, por muito tempo, considerado o último planeta, guardião portanto dos limites, das fronteiras do universo. Aquele que abarca tudo, dono da totalidade, senhor do próprio tempo. Nesse sentido, existe uma interessante semelhança entre essa relação da carta do Mundo com Saturno e a ideia da carta do Mundo como retratando a Eternidade posterior ao Dia do Juízo Final (nada mais lógico, considerando que o Julgamento, ou Juízo, é a carta que antecede o Mundo). Ainda, se o Mundo é a totalidade da Criação, isso envolve não somente todos os lugares, mas também todos os momentos – em uma palavra, a totalidade do espaço-tempo, ou seja, a eternidade.

É por isso que eu não gosto de arcanos maiores – eles são muito GRANDES, eles são esmagadores, pesados, não podem ser totalmente percebidos numa só olhada. Arcanos maiores não têm só três dimensões, mas quatro, rs.

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Pois bem, e o que todo esse blá-blá-blá filosófico quer dizer? O Mundo é uma carta material, não se enganem. Super material, tangível, físico. Ele é a própria existência em si, a Realidade enquanto o que é percebido, sentido. Ele é, sim, o final, a direção de todos os sentidos.

O Mundo é/está pronto. Prontinho. É a fruta madura no galho da árvore, o trabalho completo e perfeito. Maturidade, essa é uma palavra legal para essa carta.

Em leituras, o Mundo pode sair para indicar justamente essa compleição, essa realização, no sentido de trazer algo dos planos mais sutis para o plano tangível. O livro pronto nas prateleiras, em relação à ideia de fazê-lo e o processo de execução; a cerimônia de casamento, em relação ao amor que a motivou e os planejamentos para sua realização. Nesse sentido, essa carta completa e complementa o sentido do Ás de Pentáculos enquanto a matéria-prima para a compleição da Obra; o Ás de Pentáculos é a matéria-prima, o Mundo é a obra completa.

E,sim,praDeus,oNadaématéria-primasuficienteparasefazerumTudo.

O Mundo pode ser comparado, em diversos aspectos, ao Dez de Pentáculos, Malkuth de Assiah, a sephirah mais densa do mundo mais denso, o resultado final. A compleição da Obra. A diferença, acredito, é que o Dez de Pentáculos se refere mais especificamente às coisas materiais, ou especificamente ao aspecto corpóreo, material da realidade, enquanto que O Mundo é isso e mais todo o resto, rs.

No Mundo, os objetivos são alcançados, e as coisas se tornam reais – elas agora existem de verdade. Eu não vejo essa carta como potencial de realização – eu a vejo como Realização em si. É por isso que O Mundo é visto popularmente como a carta da Vitória. Nesse sentido, ela se aproxima do Seis de Bastões, mas mais uma vez seu sentido abarca uma temática mais ampla, enquanto o Seis se relaciona mais a auto-asserção, e coisas do tipo.

O Mundo é uma carta grandiosa, talvez a maior do baralho todo, justamente porque ele fala de Tudo. O Mundo coloca o Tudo em um só ponto, ele pontua a totalidade, transformando-a propriamente em uma única dimensão em si mesma. Ele é tudo. Ponto.

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E, pra quem se interessar, as etimologias da palavra “Mundo”, conforme o Online Etymology Dictionary


mundane
late 15c., from M.Fr. mondain (12c.), from L. mundanus “belonging to the world” (as distinct from the Church), from mundus “universe, world,” lit. “clean, elegant”; used as a transl. of Gk. khosmos (see cosmos) in its Pythagorean sense of “the physical universe” (the original sense of the Gk. word was “orderly arrangement”). L. mundusalso was used of a woman’s “ornaments, dress,” and is related to the adj. mundus “clean, elegant” (used of women’s dress, etc.)


cosmos
c.1200 (but not popular until 1848, as a translation of Humboldt’s Kosmos), from Gk. kosmos “order, good order, orderly arrangement,” a word with several main senses rooted in those notions: The verb kosmein meant generally “to dispose, prepare,” but especially “to order and arrange (troops for battle), to set (an army) in array;” also “to establish (a government or regime);” “to deck, adorn, equip, dress” (especially of women). Thus kosmos had an important secondary sense of “ornaments of a woman’s dress, decoration” (cf. kosmokomes “dressing the hair”) as well as “the universe, the world.” Pythagoras is said to have been the first to apply this word to “the universe,” perhaps originally meaning “the starry firmament,” but later it was extended to the whole physical world, including the earth. For specific reference to “the world of people,” the classical phrase was he oikoumene (ge) “the inhabited (earth).” Septuagint uses both kosmos and oikoumeneKosmos also was used in Christian religious writing with a sense of “worldly life, this world (as opposed to the afterlife),” but the more frequent word for this was aion, lit. “lifetime, age.”
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As decorrentes elocubrações eu deixo pra cada um que leu, rs.
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PrazerPassadoNostalgiaSaudades

InfânciaInocênciaNovidadesLiberdade

CarefreePartilhar sentimentos ————————————— Seis de Copas

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O Seis de Copas é uma boa evidência de como se deu o processo de criação dos desenhos de cada carta menor do Rider-Waite-Smith, e de como tais desenhos relacionam-se com os significados atribuídos para tais cartas. É evidente que Waite buscou inspiração para seus arcanos menores na literatura de que dispunha na época, e que incluía, além da doutrina da Golden Dawn, o trabalho de Éliphas Levi e Etteilla (se você não sabe quem são esses dois, pesquise – qualquer pessoa que estuda Tarot deve ao menos ter uma vaga ideia de quem foram essas duas figuras, e de seu trabalho no Tarot).

Crianças em um velho jardim, suas taças cheias de flores.

Significações divinatórias – Uma carta do passado e de lembranças, olhando para trás, como – por exemplo – para a infância; felicidade, prazer, porém mais vindo do passado; coisas que desapareceram. Outra leitura inverte isso, apresentando novas relações, novos conhecimentos, novos ambientes, e nesse caso as crianças estão brincando em um recinto que não lhes é familiar.

Essa é a descrição de Waite para o Seis de Copas. Compare com a descrição de Eteilla para a mesma carta –

O Passado, Tempos passados, Apagados, Anteriores, Previamente, Há muito tempo atrás, Nos velhos dias. Velhice, Decrepitude, Antiguidade.

Tradução minha da transcrição de Etteilla do SuperTarot.co.uk

O texto de Etteilla é do final do século 18; o de Waite é do começo do século 20. A influência é clara. Waite cita outra fonte que registra uma atribuição de significados para essa carta que vai na direção completamente oposta à proposta por Etteilla, relacionando o Seis de Copas a novidades. Finalmente, temos a interpretação da Golden Dawn que, baseando-se nas correspondências cabalísticas dessa carta (Tiphareth de Briah), intitulou-a “Senhor do Prazer” (‘The Lord of Pleasure’), descrevendo-a como “o início de um estável crescimento, ganho e prazer”.

É interessante notar como todos esses significados, ainda que muitas vezes díspares, estão sumarizados na imagem, que ao mesmo tempo evoca todo um ar nostálgico de infância, lazer e relaxamento, e mesmo a novidade, que pode ser vista incorporada na imagem das tenras crianças. O próprio Waite parece nos chamar a atenção para essa ambivalência na imagem, ao dizer que, no caso da carta ser lida como ‘novidades’, “as crianças estão brincando em um recinto que não lhes é familiar’. Waite ainda parece tentar conciliar o significado de ‘prazer’ dado pela GD com as ideias gerais de ‘passado’ atribuídas ao Seis de Copas, dizendo “felicidade, prazer, porém mais vindo do passado“.

Podemos então identificar três conceitos-base para a imagem do Seis de Copas do RWS – Passado, Novidades e Prazer. Combinando livremente essas três ideias, temos coisas como – nostalgia, boas memórias, inocência, começos… Existe também essa ideia de começo no Seis de Copas. Robert Wang diz que a ideia de começo de prazer dada pela GD ao Seis de Copas está relacionada à sua ligação com o segundo decanato de Escorpião, regido pelo Sol (Sol em Escorpião, portanto): “O Escorpião pode ferroar onde a Vontade determine. Assim, quando o Sol ativa as energias de Escorpião, a melhoria ou prazer tem início”.

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Em minhas próprias leituras, eu dificilmente vejo o Seis de Copas como ‘passado’, ou ‘memórias’. Não sei bem por que, mas esse significado nunca me pareceu muito praticável. ‘Nostalgia’, talvez, às vezes. O Seis de Copas é um dos casos em que eu estabeleço um contato mais com a imagem que com as ideias. A cena me fala de prazer, relaxamento, diversão descompromissada, brincadeira. Também as flores brancas e as crianças me fazem pensar em pureza de sentimentos e inocência. O ato de dar destacado nessa carta me chama particularmente a atenção, e na minha cabeça acende a luzinha – compartilhar emoções. Também, por ser um seis, eu logo penso nos Enamorados.

Pra quem à essa altura já está se perguntando como conciliar esse monte de significados diferentes, uma dica – Pamela já nos poupou desse trabalho, imprimindo na imagem elementos e ideias que nos evocam justamente todos esses significados ao mesmo tempo. Além disso, uma mesma carta pode ser vista como uma chave que abre várias portas de ideias simultaneamente, então, não deixe sua mente racional exigir definição demais, quando todas as coisas estão aí à sua disposição para serem usadas.

mundane
late 15c., from M.Fr. mondain (12c.), from L. mundanus “belonging to the world” (as distinct from the Church), from mundus “universe, world,” lit. “clean, elegant”; used as a transl. of Gk. khosmos (see cosmos) in its Pythagorean sense of “the physical universe” (the original sense of the Gk. word was “orderly arrangement”). L. mundus also was used of a woman’s “ornaments, dress,” and is related to the adj. mundus “clean, elegant” (used of women’s dress, etc.). Related: Mundanity.
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8 Comentários »

  1. E ai Leonardo!!! Tudo em paz?

    Então…Da pra perceber que você tem um conhecimento do “oculto” bastante vasto,o que realmente é bastante raro e por tanto você deve se orgulhar disso,ok?

    Então…Não pude deixar de perceber que o post sofreu uma certa “influência” dos leitores,com isso não resisti e estou vindo aqui pra te perguntar uma coisa que me deixa sempre bastante intrigado…Qual é a sua opinião com relação a interpretação das cartas com naipe?Isso de um modo geral,saca? Quero dizer… Existe uma diferença entre alguns baralhos,o egípcio por exemplo,tem os 78 Arcanos figurativos,tipo,a interpretação está quase toda na simbologia da carta,lógico que a nomenclatura da carta é importante(de extrema importância até),mas sempre ouço comentários de que nesses baralhos em que se pode juntar a interpretação da figura,com a nome dado aquela cena,são inclusive baralhos com uma interpretação mais fácil,já no caso dos Marcelha,a interpretação dos arcanos menores me parece bastante difícil,já que não existe a possibilidade de fazer esse link de nome-figura.
    Nesse caso a interpretação é toda instintiva? Existe uma técnica que transforme a interpretação numa “receita de bolo”,tipo,mecânica?
    Em fim…Está ai uma duvida constante que não consigo esclarecer,caso consiga lhe serei grato.

    Um abraço!

    Comentário por Franklin — novembro 11, 2010 @ 3:03 AM

    • Hey! Achei seu comentário legal o suficiente pra virar um post, então tá aqui.

      Brigado pela participação!

      Abç

      Comentário por Leonardo Dias — novembro 13, 2010 @ 5:18 PM

  2. Ah, já me ajudou um pouco a entender o Mundo, mas ainda não gosto muito dessa carta. Acho legal que a tag seja “updates de significados” porque os significanos nunca terminam de aparecer. Lembrei ainda da carta O Julgamento. Ela não fazia muito sentido pra mim. Ouvia falar que significava o Chamado… hein? Chamado de quê? Aí um dia estava muito chateada com a ex do meu namorado pelos motivos mais idiotas. Fui tirar as cartas pra saber o que eu deveria fazer pra parar de me importar com tanta coisa boba. A primeira carta (que descrevia a situação) foi o Julgamento. (e acho que meu comentário não significa que essa interpretação funcionará para todos, mas na hora foi a primeira ideia que pulou na minha mente e eu levei em consideraçaõ). Olhei para a cena e pensei: “Caramba, o tarô está me dizendo que eu estou desenterrando os mortos, estou mexendo em algo que devia ficar bem enterrado no passado e não faz mais sentido hoje.” Então eu ligo o Julgamento também à ideia de “trazer à tona algo do passado”, sendo algo bom (um insight) ou ruim (enterra de novo antes que comece a feder!). Marx disse que os mortos governam os vivos, e eu concordo. Mas eles nos governam porque nós deixamos, e não porque possuem algum poder coercivo sobre nós (não vão voltar pra puxar o nosso pé).
    Eu não uso esse significado pra toda leitura, mas nessa leitura específica essa interpretação me veio tão rápido que nem lembrei dos outros significados confusos.

    Comentário por Jamile — novembro 11, 2010 @ 9:52 AM

  3. Olha que legal você falar dessas duas cartas… O Personare dá uma outra versão pro Mundo: diz que a origem da palavra mundus é limpo. Interessante, não? Realmente, algo muito sujo é i-mundo… então liga a idéia de completude à inteireza ética. De ter a perspectiva do todo pra tomar a atitude correta. Obrigada por contar do seis de copas. Menos uma na lista das cartas enigmáticas!

    Comentário por Luciana D — novembro 11, 2010 @ 6:31 PM

    • BTW, obrigada por falar do seis…

      Comentário por Luciana D — novembro 12, 2010 @ 7:18 PM

    • Sim, eu ia falar da etimologia da palavra no post, mas achei que seria fazer digressão demais pra só um update. O ‘mundus’ latino é uma tradução do ‘khosmos’ grego – eles faziam isso muito, traduziam expressões filosóficas. “Khosmos” em grego – a origem da nossa palavra “cosmo” de hoje, significa originalmente ‘ordenado, organizado, limpo’, e o uso dessa palavra pra se referir ao universo se calca numa perspectiva essencialmente organizadora, que não se foca no aparente caos, mas na ordem inerente das coisas. Muito legal isso. Interessantemente, essa raiz ‘khosm-‘ grega também deu origem a nossa palvra moderna ‘cosmético’, fazendo de ‘cosmo’ e ‘cosmético’ palavras parentes. A ideia por trás de ‘cosmético’ é clara – a ordenação, o arranjo da beleza, dos ornamentos, e tal tal. Dá pra perceber que, aparentemente, no pensamento grego, ordem e beleza eram conceitos próximos. Típico, rs.

      Acredita-se que foi o próprio Pitágoras o primeiro a usar ‘khosmos’ pra referir-se ao universo.

      Acho que eu vou postar lá no finalzinho do post, você me deu uma ideia legal.

      Abç!

      Comentário por Leonardo Dias — novembro 12, 2010 @ 7:51 PM

      • Olha, acho que é uma opção bem pensada não querer se estender demais no que talvez seja informação “lateral” e afinal de contas o blog é seu e você manda soberano, mas eu particularmente amo essas viagens etimológicas, me dão entendimento das coisas…

        Comentário por Luciana D — novembro 13, 2010 @ 7:49 AM

      • Eu também! Vou tentar por mais essas coisas nos posts – também tem que tomar cuidado pra não viajar demais e começar a falar merda, rs.

        Abç!

        Comentário por Leonardo Dias — novembro 13, 2010 @ 1:15 PM


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