Descobrindo o Tarot

novembro 13, 2010

UPDATES DE SIGNIFICADO 6 – IDEIAS RELÂMPAGO

Só pra não ir dormir em branco, algumas coisas que têm permanecido na minha cabeça – insights que tive nas últimas leituras que fiz.

Cavaleiros são heróis – ampliação de horizontes. O Cavaleiro como a figura que vai além das fronteiras de seu reino, aventura-se, amplia sua visão. Força conquistadora, impulso desbravador, predominância do instinto. Também, liberdade – essa é uma palavra bem Cavaleiros que eu nunca levo em consideração. A figura do Cavaleiro também é a figura do herói, aquele que se aventura por terrenos desconhecidos – um desbravador. Os terrenos desconhecidos podem ser dentro de si mesmo – enfrentar medos, dominar impulsos. A gente vive nossas vidas num eterno processo composto de inúmeras repetições de padrão, e nos tornamos reféns disso – A Roda da Fortuna. O Cavaleiro vem justamente pra quebrar esse paradigma e trazer o novo – a novidade, a notícia, o pedaço de informação que vai criar novos paradigmas.

Quando lhe cair um cavaleiro, tenha coragem. Enfrente o dragão. Coloque-se em risco, arrisque tudo, ande na corda bamba, exponha-se, siga seu coração. Numa palavra só – viva, de verdade.

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Essa coisa de cavaleiros e terrenos desconhecidos me fez lembrar daquela faixa batidésima da Alanis Morissette, Uninvited, onde, num trecho da letra, ela diz, “Like any uncharted territory I must seem greatly intriguing” (‘como qualquer território não mapeado, eu devo parecer muito intrigante’). O cavaleiro corre atrás desse mistério, desse tesão.

O Cavaleiro de Bastões busca sua liberdade e corre atrás do novo, do estrangeiro, ele é responsável pela inovação;

O Cavaleiro de Copas vai em busca dos seus sonhos, da sua imaginação, ele mergulha fundo dentro de si mesmo, intensamente;

O Cavaleiro de Espadas luta pelos seus ideais, pelas suas verdades, inflama-se pelo que acredita;

O Cavaleiro de Pentáculos vai em busca da realização, ele trabalha para trazer ao mundo algo que ainda não existe – mas que vai existir com o seu fazer.

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Como Yod, os Cavaleiros são a força da Vida, o impulso que puxa os seus naipes como Áries encabeça e puxa o Zodíaco todo. Eles estão relacionados diretamente aos Dois, porque ambos relacionam-se a Chokmah na Árvore da Vida – –

Cavaleiro de Bastões + Dois de Bastões – Domínio, auto-afirmação, poder, ousadia, autoridade.

Cavaleiro de Copas + Dois de Copas – amor, união, harmonia, transpessoalidade, romance.

Cavaleiro de Espadas + Dois de Espadas – equilíbrio, justiça, frieza, trégua, diplomacia.

Cavaleiro de Pentáculos + Dois de Pentáculos – fluência, alternância, dinamismo, versatilidade, sensibilidade. O Dois de Pentáculos é o malabarista, aquele que eleva o sentido do tato, do físico, à sua mais alta potência – é preciso grande habilidade para fazer o malabarismo. É o contato com a matéria em sua forma mais sofisticada.

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RODA DA FORTUNA – recentemente, alguns dias após eu ter publicado meu post com a Lista Negra, a Roda da Fortuna me caiu encabeçando uma consulta, na carta que eu tiro para inaugurar a consulta inteira. Isso me obrigou a olhar para essa carta, como também meu deu a oportunidade de mergulhar dentro dela. E, lá no fundo, o que eu encontrei foi eterno movimento. O movimento da Roda da Fortuna é rápido o suficiente para te manter preso a ele, na força centrífuga que ele gera.

A Roda da Fortuna é velocidade, é constante movimentação, e intensa força. Ela é a força da vida que gira e se move constantemente, flui.

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O EREMITA – Outra carta que me apareceu recentemente em leituras. O Eremita não passa por privações porque ele não tem condições, mas porque ele quer. Então, seu estado não é de sofrimento, mas de contentamento. Um contentamento que advém justamente da ausência, da falta. É como se, na ausência, ele encontrasse a verdadeira presença; no nada, é como se ele encontrasse o tudo escondido, finalmente, onde ninguém jamais suspeitaria que ele estava.

O Eremita me faz pensar nos padres e freis antigos que faziam voto de pobreza. É privação em nome de uma causa, por um motivo específico, por uma crença. Que nem quando você deixa de comprar mais uma calça pra poder pagar um curso que você quer fazer.

O Eremita também me faz pensar em solidão voluntária – o que passa a ser solitude. Solitude é legal – você encontra uma liberdade que tem a ver com a ausência de cobranças, você passa a ser seu único chefe, e dessa liberdade vêm a responsabilidade. Ficar sozinho te faz conhecer-se melhor, muito melhor, porque seu foco externo murcha, e você tem a oportunidade de conscientemente olhar mais para si mesmo, sem pedras na mão.

Acho que o Eremita fala dessa descoberta de uma segunda instância do si, do eu. Daí a luz na mão dele. A relação do Eremita com o signo de Virgem é papo pra pesquisa e outro post.

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Hypnos e Morpheu pra mim agora J


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