Descobrindo o Tarot

novembro 25, 2010

Desdobramentos de significados para o Pajem de Espadas + impopularidade do Crowley-Harris-Thoth

Recentemente, Henrique levantou duas questões que eu achei interessante postar aqui pro público, por serem dois assuntos que dão um pano pra manga legal. Sem mais enrolação por hoje, vamos direto ao ponto. Primeiro, os assuntos mais simples.

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Crowley-Harris-Thoth……………………………………………Henrique já começa mexendo na polêmica e deixando a ideia no ar –

Porque existem tão poucas informações sobre o tarot de Thot? Existe muito preconceito sobre esse tarot, mas penso que a simbologia dele é bastante rica e que ele tem uma incrível força com relação a intuição do leitor. Mas algumas cartas parecem ser bem confusas, principalmente se comparadas aos outros sistemas. Uma dessas cartas que me intrigam é o 7 de Pentáculos entre outros que tem significação bem diversa. O que você tem a dizer sobre esse baralho e seus “mistérios”?

Eu já percebi que faltam mais divulgadores do CHT em português, e eu acho que isso se deve largamente à predileção da mentalidade brasileira pelas visões mais tradicionais do Tarot. Eu percebo que a mentalidade predominante do Tarot no Brasil valoriza mais o que é tido como clássico, e o CHT, com suas diversas modificações e inovações, meio que vai de encontro com todos esses valores. A personalidade de Crowley – ou, melhor dizendo, a imagem construída ao seu redor, e a caricatura daí decorrente – também parece contribuir para essa torceção de nariz. Pessoas não falam muito sobre o CHT, logo, pessoas não ouvem muito sobre ele – e então você tem uma reação em cadeia, e um processo que se retro-alimenta.

Eu não sei muito sobre o CHT, mas o que eu percebo é que ele é geralmente pouco compreendido – em parte por requerer do praticante que se propõe a esgotar suas possibilidades (ou, ao menos, usá-lo levando em consideração suas proposições originais) um conhecimento grande sobre outras áreas da doutrina esotérica. Quem não está afim de estudar já sai fora nesse primeiro item. Mas, de novo, nem todo mundo acredita que precisa saber disso para fazer uso do Thoth (ou de qualquer outro baralho), e eles não estão certos – nem errados, rs. Waite critica a cartomancia popular, mas deslavadamente a reproduz em seu trabalho; Crowley parece ter levado o Tarot completamente para o âmbito da Magia, do ocultismo, e de todas essas coisas pouco acessíveis, nem tanto por serem ocultas, mas muito por serem complexas, e exigirem bastante do aspirante a praticante.

A impressão que eu tenho do Thoth é que, com ele, o babado é sério. Crowley não estava de brincadeira ali. Nem ele, nem Lady Frieda Harris, que demorou cinco anos para finalizar o projeto, que incluiu, muitas vezes, diversas versões para uma mesma carta, até que se chegasse à mais próxima do ideal. Cinco anos, contra os nove meses em quem o Rider-Waite-Smith foi pintado (não que o RWS seja inferior, mas o trabalho foi maior no Thoth). Seu simbolismo é intrincado. Sua arte é elaborada. As propostas que lhe subjazem, arrojadas. A ideia por trás do Thoth é que ele não é só uma ferramenta de análise passiva da realidade, mas de influência ativa sobre a mesma. Crowley levou a sério a ideia de que as ‘cartas são alguéns’. Eu já disse isso aqui – no Thoth, Tarot e Alta Magia alcançam um patamar de união. Nesse sentido, eu acredito que o Thoth representa um novo salto no Tarot – um salto mais além. Waite tornou o Tarot acessível; Crowley consolidou sua relação com a Magia.

No entanto, mais uma vez, nada de julgamentos de valor. A coisa toda não é uma linha reta, e eu penso mesmo que essa mentalidade linear é prejudicial. Alexander Lepletier disse uma coisa em sua palestra da Mystic Fair que eu achei muito legal – tradições devem suprir as necessidades de seus praticantes.

Sobre os significados das cartas, oque eu sei é que Crowley levou bem a sério os preceitos da Golden Dawn sobre o Tarot, e o sistema que ela desenvolveu, fazendo mudancinhas aqui e ali no que ele julgava necessário. Os significados das cartas no CHT, bem mais que no RWS, baseiam-se bastante em Astrologia e Cabala, e nas correspondências desses sistemas com o Tarot, segundo a GD. Eu acredito que qualquer diferença pode ser verificada quando levamos esses fatores em consideração. Não é que suas cartas não fazem sentido, ou ‘estão erradas’ – é só que elas se distanciam dos outros sistemas em vários pontos.

Como eu disse, eu não sei muito sobre o CHT, meu foco é o RWS. Adash, do Pergaminho das Eras, é o especialista em Thoth que eu mais conheço. Se você lê em inglês, o Paul Hughes-Barlow do Supertarot.co.uk também é expert em Thoth.

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Deespadaempunho(s)………………….Em um post antigo sobre o Pajem de Espadas, Henrique levantou a seguinte questão –

Esta carta pode ser entendida também como pessoa de comportamento ansioso ou situação causadora de ansiedade? Falo isso porque penso nela desta forma em alguns jogos…………………………………………………..

“Ansiedade” é uma palavra muito usada hoje em dia. Geralmente, eu vejo pessoas usando essa palavra para identificarem uma situação ou um sentimento caracterizado por um forte desejo de que algo se realize – como quando você fica ansioso para que seu namorado chegue logo; ou para que venha logo o prato delicioso que você pediu no restaurante. Pelo que eu percebo, no discurso cotidiano, “ansiedade” identifica a aflição inquieta motivada por um desejo intenso por algo que ainda não se têm, mas sobre o qual há certa perspectiva de se ter em breve. Aquela sensação de eu-não-posso-mais-esperar, de quero-isso-muito-agora. Por outro lado, eu também vejo as pessoas usarem muito essa palavra como sinônimo de preocupação, aflição e sofrimento – “Calma, você tá muito ansiosa”.

A origem da palavra é anxius, adjetivo latino que quer dizer algo como “apreensivo, preocupado, atormentado”. Interessantemente, a origem do anxius latino é uma raiz que centraliza ideias de sufocamento, constrição e aperto. “Ansiedade” não se focaliza no desejo, e muito menos no objeto desejado, mas sim no desconforto que esse desejo não-satisfeito provoca. É essa entidade abstrata que ela parece pretender nomear.

Ainda assim, no dia-a-dia, “ansiedade” tem muito uma conotação de “desejo”, de “anseio“, desejo intenso e impaciente.

ansiedade

sf (lat anxietate) 1 Aflição, angústia, ânsia. (…) 3 Desejo ardente ou veemente. 4 Impaciência, insofrimento, sofreguidão.

Quando eu penso sobre “ansiedade”, me vem logo de cara outra palavrinha na cabeça – cupidez.


Sim, o nome do deus romano do amor, Cupido, está relacionado a essa palavra. Cupidu quer dizer “desejoso”. Desejo-insatisfação-sofrimento, essa é a constelação que eu proponho para “ansiedade”. Estaria o Pajem de Espadas, portanto, cúpido? Se sim, cúpido de que?

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Eu não costumo ver o Pajem de Espadas como nada disso.

Não diretamente, ao menos.

Entretanto, essa relação entre o Pajem de Espadas e o conceito da inquietação ou do desassossego não é nova, e parece ser popular, até. Muitas pessoas associam esse Pajem a inquietação, algumas mesmo levando essa noção de inquietação para caminhos mais pesados, transformando o Pajem de Espadas em um mensageiro de preocupações, insegurança, desconforto e problemas. É interessante notar essa evolução no processo de significação de uma carta. Uma perninha vai puxando a outra. Gera-se uma reação em cadeia de associações.

Essa visão mais pesada do Pajem de Espadas é curiosamente sugerida em seu retrato no Rider-Waite-Smith, sobre o qual Waite comenta:

“(…) Atravessa um terreno acidentado, e sobre o seu caminho as nuvens dispõem-se turbulentamente. Ele é alerta e ágil, olhando para todos os lados, como se um esperado inimigo pudesse surgir a qualquer momento.”

(‘(…) He is passing over rugged land, and about his way the clouds are collocated wildly. He is alert and lithe, looking this way and that, as if an expected enemy might appear at any moment.‘)

“Terreno acidentado”. “Nuvens dispostas desordenadamente”. Nem tem como negar. Confusão e problemas, sim. Já ouvi gente comentando que as nuvens ali sugerem confusão mental, pensamentos enuviados – ainda mais com uma boa porção das nuvens bem perto do rosto do personagem.

Mas, também, atenção – “(…) he is alert and lithe, looking this way and that, (…)”

Eu vejo o Pajem de Espadas mais como curiosidade, observação, descoberta, novas ideias, vivacidade, agilidade, flexibilidade, animação; e também como certa presunção, uma certa atitude de sabe-tudo, ou problemas de mal-entendido, dependendo das cartas ao redor. Eu gosto muito da descrição de Waite quando ele descreve esse pajem como “uma figura esbelta, viva, (…), caminhando com passos rápidos” (‘A lithe, active figure (…), in the act of swift walking‘). Silfídico (o que, convenhamos, é bem próprio de um personagem do elemento Ar). A descrição retrata um personagem todo atividade, meio inconstante, leve, fugidio e mutável – como as nuvens ao fundo, no céu, e o chão onde ele pisa. Outra coisa que me chama a atenção nesse pajem (e que já ouvi comentários antes) é a forma que ele segura a espada – com as duas mãos (detalhe que Waite também salienta quando diz ‘holds a sword upright in both hands’), como se não soubesse direito como portar uma espada. Ele é o único de sua corte a fazer isso.

Parece que, com o tempo, esse pajem parece ter incorporado bastante do aspecto mais conflituoso e problemático do naipe de Espadas. As pessoas parecem ter-lhe atribuído tal papel. No entanto, nem sempre foi assim. As primeiras tentativas de significar essa carta não foram tão contundentes com a coisa das intrigas, ou confusão. Etteilla não fala nada sobre isso. Em seu sistema, o Pajem de Espadas é muito relacionado a observação cuidadosa, espionagem e pesquisa – constelação de significado que Waite carregou à sua versão do Tarot, deixando-a parcialmente impressa na imagem de um jovem ativo sempre alerta, e com uma postura de desconfiança e certa tensão. De Mathers, Waite parece ter pegado os significados relativos a autoridade e poder. Indo por outra corrente, mais ligada à Cabala, a Golden Dawn caracteriza a sua Princesa de Espadas como graciosa, ágil, destra e meticulosa, e traça paralelos entre sua figura e as figuras de duas deusas romanas, quando diz que ‘(…) she is a mixture of Minerva and Diana – Minerva (a Athena grega) e Diana (Ártemis), justamente as duas deusas sempre virgens, alheias aos homens, imagens do feminino auto-suficiente, questionador do poderio masculino. Crowley endossa essa visão, e acrescenta que, quando mal-aspectada, sua inteligência e agilidade dispersam-se, tornam-se incoerentes, e criam um caráter baixo, voltado a fins vis.

O meu take sobre esse pajem é que ele representa as ideias em seu processo de formação, quando elas ainda estão pouco definidas, inconstantes e mutáveis. Sua imagem no RWS salienta seus aspectos de observação, atenção e agilidade – bem como, em certa medida, a rebeldia e irreverência mencionadas pela GD. O Pajem de Espadas pode tropeçar (claro, num chão desses…) – mas não perde o rebolado.

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Respondendo diretamente a sua pergunta, Henrique, eu não sei de onde exatamente você tirou de associar o Pajem de Espadas a ansiedade, mas nós dois pudemos ver que essa noção não é infundada. Existe sim uma visão desse pajem que o associa a complicações e problemas. Se você pratica com o RWS, é possível que você tenha sentido isso na imagem – os desenhos de Pamela são bastante eloquentes. Assim, se o que você procura é respaldo, não lhe falta.

Eu tenho percebido que esse desejo nosso (não sei se seu, mas muitas vezes meu, e eu admito sem vergonha) de confirmar significados tende a calcar-se em uma vontade de justificar, legitimar, normatizar uma intuição ou insight que temos a respeito dessa ou daquela carta. Eu também tenho percebido que isso pode estar relacionado à nossa própria insegurança, ao nosso medo de errar, dizer besteira, ser incoerente, etc. Sempre a pressão de acertar, de ser correto, de ser perfeito – os fantasmas velhos dos praticantes de Tarot. Sobre isso, só digo uma coisa – vamos começar a exercitar nossa libertação disso. Ao menos em parte.

Eu acho legal pesquisar os significados de vários autores – particularmente os que estabeleceram as bases da conceitualização do Tarot de hoje. Quase sempre nossas ideias revelam-se ecos – mais ou menos fiéis – de algum desses pensadores. Quase sempre, a gente acaba percebendo que nossas ideias não são novas, que já teve gente que trilhou nosso caminho (e foi além) e, pra mim, isso é o legal de estudar o trabalho desse povo.

Significados são coisas pessoais – especialmente os das cartas menores. Minha descrição aqui pode ter parecido confusa, porém minha intenção foi justamente ilustrar como existe mais de um sistema de atribuição de significado às cartas – e como que, num certo nível, tais significados dependem de cada leitor. Como eu sempre digo, não existe um cânone – o que existem são diversas vozes, diversos expoentes de uma mesma carta, e diversas formas de abordá-la. O legal de estudar essa diversidade é tanto o fato de nos possibilitar contato com uma profusão de significados diferentes, quanto a consciência de que, em matéria de Tarot, nada é tão determinado – e determinista – quanto a gente gostaria que fosse.

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É isso, Henrique. Obrigado por participar do blog, e eu espero ter respondido suficientemente bem às questões que você levantou. Eu sempre complico, mas pelo menos um pouquinho eu tenho que explicar, rs.

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REFS

Minha referência para o post de hoje foi principalmente o site do Paul Hughes-Barlow, Supertarot.co.uk, que conta com uma ótima seleção de significados para todas as cartas, por diversos autores. Também, o Book T, de Mcgregor Mathers. Principal documento sobre Tarot da Golden Dawn.

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7 Comentários »

  1. Muito obrigado pela sua atenção. Quando faço uma pergunta não procuro respostas definitivas, mas sim trocar idéias e informações acerca de um determinado assunto que pode estar me intrigando de alguma forma, acredito que não pensamos isolados e quando compartilhamos ampliamos nossa visão. Você está mesmo de parabéns pelo blog e pela atenção aos seus leitores. Com certeza foi satisfatório o seu texto e suas considerações. Um abraço!

    Comentário por Henrique — novembro 25, 2010 @ 4:39 PM

    • Hey!

      Que bom que eu pude acrescentar. E, sim, eu to com você que essa é a forma mais legal de fazer perguntas, rs. De uma forma ou de outra, a gente nunca é o mesmo depois de uma resposta.

      Mais uma vez, brigado pela participação, Henrique. Como você mesmo diz, meus próprios estudos se enriquecem com a interação dos leitores.

      Abç!

      Comentário por Leonardo Dias — novembro 25, 2010 @ 8:15 PM

      • Henrique: como eu concordo consigo!!! Trocar ideias sem pretender uma resposta definitiva caso ela não apareça!

        É muito bom poder pensar alto com outras pessoas sem imposição de ideias, cada um a falar aquilo que vai na cabeça na hora, falar com a intuição…sem barreiras, censuras…

        Há pessoas que tem dificuldade em ter estes tipos de diálogos, que condenam quem os tens e considera pouco inteligentes estes diálogo.

        Medo de pensar talvez, não sei…

        Mas adoro estes diálogos e espero que continuem!

        Parabéns Leo!

        Comentário por San — novembro 26, 2010 @ 9:30 AM

  2. Sobre o tarot de Toth… Pessoalmente não me cativa. Não posso dizer que tenha explorado com cuidado as imagens deste tarot, mas começando logo pelo Louco e pelo Mago, eu não senti empatia.

    Assim à primeira para mim estas cartas são frias. Demasiado futuristas. Não me dizem nada. Fazem-me sentir que teria de fazer um esforço enorme para as ver como cartas de tarot. Parecem quadros futuristas!

    Acredito que a simbologia esteja lá… e que seja um bom baralho. Mas contudo, acredito que nem toda a gente se reveja nele.

    Eu não me revejo. Talvez seja preconceito… aquela ideia de que tarot como deve ser seja o Marselha, o Rider-waite com os seus desenhinhos muito “antigos”…

    Como o tarot é tido como muito antigo se calhar a maioria das pessoas o encara também como um oráculo que tem de ter uma imagem antiga!

    E o Toth sendo “futurista” como a mim me parece…já não tem essa ideia de antigo, misterioso…

    Têm mais o ar de tarot extraterrestre!

    😀

    Aguardo coments.

    Comentário por San — novembro 26, 2010 @ 9:36 AM

    • Hahaha, “Tarot extraterrestre”, “Tarot do futuro”, foi ótimo, rsrs. A arte do baralho do Thoth é um bom exemplo de cubismo – que era vanguarda na época. Até nisso ele foi inovador.

      E, sim, eu já percebi que existe mesmo essa ideia de que Tarot tem que ter imagens mais antigas, e isso não é de hoje – as próprias imagens do Rider-Waite-Smith pertencem a um imaginário que remete à Idade Média, mas de maneira mais sentimental e livre. As imagens ali com certeza não refletem a moda do início do século, a não ser na regência das formas.

      Muitas pessoas devem compartilhar essa estranheza que o Thoth te causa, Sandra, essa carência de vínculos fáceis (o que faz desse baralho, nesse quesito, o oposto do RWS). Eu acredito que isso seja uma das razões para a resistência existente com esse baralho. Boa parte de quemestuda Tarot vê dificuldades em travar vínculos com as imagens. Já outras pessoas, identificam-se imediamatemnte. O Thoth tem essa magia.

      Abraço, e brigado pela participação, Sandra!

      Comentário por Leonardo Dias — novembro 28, 2010 @ 1:20 PM

  3. Leo,

    Gosto muito dos seus textos e esse do Pajem de Espadas tá repleto de situações que levam a pensar, não descartando “conceitos” e nem tampouco conceituando isso ou aquilo. Mas fazendo valer isso e aquilo sem complicação alguma.
    Parabéns! Sempre seu fã.
    Antônio.

    Comentário por Antônio O — novembro 27, 2010 @ 2:48 PM

    • Oi, Antônio!!

      Muito obrigado pelo comentário e a participação. Eu não gosto muito de tomar partido, porque acho isso meio medíocre, prefiro expor os pontos de vista e deixar o leitor tirar seu próprio proveito, sem hidden agendas. Eu to aqui pra compartilhar e levantar questões, e não pra impor, porque eu não sou dono de verdade alguma, e o Tarot não me pertence – eu pertenço a ele, em vez.

      Abç!!

      Comentário por Leonardo Dias — novembro 28, 2010 @ 12:06 AM


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