Descobrindo o Tarot

junho 21, 2011

Somente o que você vê

Filed under: Diversos, Uncategorized, Videos — Tags:, , , , — Leonardo Dias @ 4:24 AM

Você já parou pra pensar mais ou menos que tipo de contato você deseja travar com as suas cartas? Hoje, enquanto eu escutava música, fiquei pensando em que tipo de contato com as cartas do Tarot seria o ideal pra mim – e em como isso pode ser comparável com a minha experiência de escutar música, em particular – e de experimentar a vida, em geral. O resultado é a viajação desse video. Espero ter conseguido fazer ao menos uma sombra de ponto…

 

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14 Comentários »

  1. Leo,
    Perfeito! Entendo exatamente o que vc quer dizer…
    Há anos venho afirmando que ao invés da razão ou da emoção, a percepção é a melhor forma de sentir o mundo. Chamo de percepção exatamente isso que vc fala: o corpo sente, o corpo percebe. Isso foi meio que perdido em nossa sociedade dita civilizada porque é muito mais sofisticado e bacana a gente desenvolver a mente, “intelectualizar” cada minuto da nossa vida e, por isso mesmo, torná-la seca, torná-la numa hipnótica repetição do sistema binário na nossa cabeça.
    Essa é a explicação aprofundada de quando eu vivo repetindo que o tarot que eu jogo é o tarot da Cláudia, o tarot da Cacau… O meu tarot! Porque eu só posso sentir o tarot através de minhas próprias percepções. E é por isso que quando dou aula de tarot, a primeira coisa que afirmo é que eu vou ensinar o meu tarot, depois cada aluno terá que desconstruir estes ensinamentos para depois reconstruir seu próprio tarot. Creio nesse processo de aprendizado. E ele vem dando um ótimo resultado.
    Adoro seus vídeos! Vc está me dando coragem para criar os meus tb e deixar de ser esta estranha leonina que evita aparecer 😉
    beijooo!

    Comentário por Cacau Gonçalves (ou Cláudia Mello ;-) — junho 21, 2011 @ 10:02 AM

    • É bem por aí mesmo, Cacau.

      Claro, considerando que as cartas (ou as músicas) são produções artificiais feitas com o intuito de expressar determinadas ideias, algum cálculo racional sempre vai se fazer necessário. O que muda é a importância que damos a ele, versus a importância que damos à nossa percepção em si. É então que perceber passa a ser respeitar mais a coisa percebida, e menos nossas ideias a seu respeito. É um exercício de desapego, é um afrouxamento da nossa própria mentalidade egoica.

      Eu gostei muito do seu jeito de dar aula, é semelhante à minha ideia a esse respeito, quando eu penso em ensinar alguém a ler Tarot. Se algum dia eu for fazer isso, eu vou gostar de primeiro trazer a consciência do aluno ao seu próprio corpo, através da percepção física das imagens. A gente se esqueceu das nossas raízes, e relembrar isso nos torna mais integrais.

      E que bom saber que meus videos te incentivam! É legal saber que eu incentivo alguém a dedicar-se mais à sua paixão, é o tipo de coisa que me faz feliz.

      Abraço, e muito obrigado pela participação!

      Comentário por Leonardo Dias — junho 22, 2011 @ 4:39 AM

  2. “Studying the TAROT is not a matter of memorising a collection of meanings (…)” – Naomi Ozaniec (The Watkins Tarot Handbook – The Practical System of Self-Discovery).
    Leo, concordo plenamente com tudo o que vc. disse no vídeo.
    Pessoalmente, também vejo (e leio) o TAROT através desse ponto de vista.
    Um abraço.

    AQUIM

    Comentário por aquim78M — junho 21, 2011 @ 4:57 PM

    • Wow, muito legal essa citação.

      Quando e comecei a estudar Tarot, eu via as coisas bem nesses termos mesmo, memorização e tals. Demorou um bom tempo pra eu perceber que isso era uma visão equivocada, mas daí eu já tava no meio do caminho, já tinha com efeito memorizado um monte de coisas, e agora reveter esse processo é, vamos por assim, uma aventura a mais, rs.

      Também, a gente é condicionado a abstrair, através de respostas emocionais ou mentais, então esse trabalho se mostra, na verdade, bem mais profundo e abrangente que a princípio parece.

      Brigado pelo comentário – e pelas ideias, Aquim!

      Abraço

      Comentário por Leonardo Dias — junho 21, 2011 @ 7:26 PM

  3. Amei!!! COncordo com vc, com a Cacau e com quem mais compartilha dessa idéia de Tarot. Lembro que quando eu fazia o curso – apenas para pegar os significados das cartas na visão de todos, pq eu já tinha a minha – muitas vezes eu deparava com conflitos, porque me era passada uma idéia da qual eu não compartilhava. Minha idéia era outra. Minha concepção, bem diferente.
    Seria isso um “dom” de quem quem vive com música na vida?? Pq sou cantora e ouço música desde pequena o dia inteiro e tb já fiz muitas associações de m´suicas às minhas cartas. Enfim..~… Se vc viajou, viajamos todos. Pouco importa. Muito bom. Gostei!
    bjks

    Comentário por Aninha Valerio — junho 22, 2011 @ 1:20 PM

    • A coisa que eu mais tenho aprendido com a música é me focar somente no presente. Também, a permitir que algo se mostre a mim, em vez de me apressar em definí-lo. Não demorou muito pra eu perceber que eu poderia aplicar isso na minha relação com as cartas.

      Brigado pelo comentário e pela participação, Ana!

      Abraço

      Comentário por Leonardo Dias — junho 22, 2011 @ 8:00 PM

  4. /?Opa..Léo…tudo bem????

    Então você faz tiragnes ou atendimentos ouvindo música? Gosto de estudar tarô ou fazer tiragend ouvindo jazz ou blues…não que eu seja muito requitado, mas esses sons, especificamente fazem com que minha percpeção seja aguçada.

    Comentário por Flávio — junho 23, 2011 @ 6:51 PM

    • Oes!

      Antes eu gostava de jogar escutando Chopin, pra dar o clima. Mas agora normalmente eu não toco nada, não, gosto do silêncio, seja em leituras online, seja em presenciais. Às vezes, online, eu jogo escutando alguma coisinha, mas nada a ver com a leitura. É interessante que com você isso aguça a percepção. Comigo atrapalha, porque tira minha concentração.

      Abç, Flávio!

      Comentário por Leonardo Dias — junho 23, 2011 @ 9:04 PM

  5. LéoD: um ser taromanticamente musical, ou musicalmente tarológico!

    Comentário por Arierom — junho 24, 2011 @ 1:28 AM

    • Hahaha, brigado, Arierom!

      abraço!

      Comentário por Leonardo Dias — junho 24, 2011 @ 3:58 AM

  6. Sim… Instinto, é percepção, é intuição… Instinto é comunicação direta. Sem intermediários, sem cortes, sem filtros… O Thoth é foda pq ele é tão complexo, mas tão complexo q não rola essa critica, essa racionalização da carta, a gente olha e sente. Mr. Crowley é danado! rs

    Comentário por Cristiane — junho 28, 2011 @ 11:33 PM

    • É, exatamente isso mesmo, comunicação direta. E, olha, eu tenho me focado nisso nas minhas leituras ultimamente, e tenho obtido resultados nesse sentido. Isso tem me mostrado que é bem uma questão de se abri, de se prontificar a usar as imagens como trampolim para esse mergulho.

      O Thoth tem tantas camadas… Eu me dedicaria mais a estudá-lo, mas eu já to me focando no RWS, não ia dar certo estudar outra coisa. Mas, sim, reconheço que ele é poder, rs.

      Brigado pela participação, Cristiane!

      Abç

      Comentário por Leonardo Dias — junho 29, 2011 @ 11:00 AM

  7. Olá Leo! Eu também começei a ler tarot indo buscar à minha memória os significados que decorei sobre cada carta!!!

    Mas ao mesmo tempo desenvolvi sozinha uma percepção visual das cartas… Em que elas falam comigo. Mais concretamente, na carta há um ou vários objectos/símbolos que me chamam atenção, como se de repente eeles adquirissem relevo em relação às restantes cartas.

    Vou dar um exemplo concreto…

    Há pouco tempo eu tava a falar de tarot a um amigo e quis lhe dar um exemplo de como eu gosto de ler as cartas e aconteceu uma coisa curiosa. A carta falou comigo…

    Tarot de Rider Waite.

    Escolhi deliberadamente a carta Sol (terá sido mesmo deliberadamente ou meu insconsciente a querer passar mensagem?).

    Começei a explicar para o meu amigo como costumo fazer e então a carta começou a falar comigo e percebi que ela tinha uma mensagem para mim nesse exacto momento!

    E começei a reparar que o cavalo estava de cabeça baixa triste. (atenção, numa outra leitura o cavalo podia não sobressair) Notei também que o cavalo era da cor do muro. O cavalo encontrava-se desanimado enquanto o menino estava feliz.

    Os símbolos iam falando comigo como um filme animado onde cada um se ia destacando conforme eu olhava mais para carta.

    O cavalo pareceu-me ser a minha parte adulta e o menino a minha inocência, reparem que ele está nú mas não sente vergonha disso. Inocência.

    A bandeira surgiu-me como um objectivo do menino.

    O Sol olhava para mim. Os girassóis olhavam para mim. Os girassóis SEMPRE estão virados para o Sol e não estavam. Aliás, tirando o cavalo todos me encaravam em tom de desafio.

    Então eu percebi. Parte de mim tinha medo (cavalo) do desafio, mas parte de mim (menino) queria ir à luta. saltar o muro, ver o que há para além do muro. Será um campo de girassóis? O Sol brilha lá… O Sol é gigantesco nesta carta.

    E aqui está, um exemplo de como as cartas falam comigo. Basta colocar uma questão, olhar para a carta e esperar que se mostre. Que ponha em relevo a resposta!

    Comentário por Sandra Andrade — julho 16, 2011 @ 8:20 PM

  8. Olá Leo.

    Muito bom este post. Estou envolvido com tarot há quase um ano, e agora sou um compulsivo que sai comprando tudo quanto é cartas, rsrsrs. Gostei muito desta perspectiva de vivenciar a carta. Vivenciar o ambiente, as cores, o clima, o som. Abriu um novo horizonte aqui. Tirei inclusive uma carta para esta nova informação e saiu o nove de paus (Waite), uma carta que gosto muito. Esta carta me traz a ideia de Atenção, coragem e cautela. Alguém que já percebeu uma situação, e não se manifestou, está esperando o momento certo. A minha sensação de imediato ao ver a carta foi justamente vivenciar o ambiente, algum tipo de ruido lhe chamou a atenção, ou foi algum tipo de percepção, ou visualmente ele observou as sombras que surgiam, o sincronismo de vários sentidos. Bacana.

    Sandra Andrade, uma vez tive uma sensação de desafio, olhando para a roda da fortuna. A Esfinge derrepente sobressaltou e parecia querer me atrair, foi uma conexão forte. Algo do tipo “Vc não vai tentar? tente.. vc sabe o caminho, está dentro de vc e não é tão difícil, basta estar bem relaxado e atento”

    Um grande abraço a vc e a todos os apaixonados por tarot.

    Comentário por Mateus — agosto 30, 2012 @ 5:35 PM


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