Descobrindo o Tarot

abril 24, 2012

PODCAST # 12 – EVENTOS DE 2012 + PERGUNTAS & RESPOSTAS

Filed under: Audio — Tags:, , , , , , , — Leonardo Dias @ 4:43 AM

Ainda que o sol não esteja mais em Aries, aí está meu podcast especial pra entrada do sol no líder do zodíaco. O podcast conta com um resumo sobre alguns dos principais eventos reservados para 2012 girando em torno do tarot, bem como com algumas respostas minhas a perguntas feitas pelos leitores.

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PODCAST #12

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Links

Mystic Fair Rio

Mystic Fair Sampa

Espaço Faces da Lua – espaço da Confraria do Tarot

Tarô, Simbologia e Ocultismo – info sobre a reedição da trilogia de Nei Naiff

Espaço de Luz – site da Patrícia Burnay e do Jorge Pedro

Agenda Pagã – blog voltado para eventos relacionados a paganismo e misticismo em geral

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Line-up musical

Lady Gaga – Yoü and I

Billie Holiday – God Bless the Child

Aretha Franklin – Respect

Marissa Nadler – Mexican Summer

Xuxa – Doce Mel

Jordy – Dur Dur d’Être Bébé

Mariah Carey – Boy (I Need You)

Elton John – Nikita

Norah Jones – Turn Me On

Sophie-Ellis Bextor – Murder on the Dancefloor

Celine Dion – A New Day Has Come

The Supremes – Baby Love

Bessie Smith – Careless Love blues

Lady Gaga – Disco Heaven

novembro 7, 2010

A INCRÍVEL LISTA NEGRA DAS CARTAS MENOS QUERIDAS DO LEO

PODCAST aqui

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Todo mundo que estuda Tarot tem aquelas cartas que detesta, certo? Pois, eu não fujo à regra. Todo mundo já teve, ao menos uma vez na vida, uma ideia super legal em um desses momentos íntimos no banheiro, certo (banho, escovando os dentes, fazendo xixi… vocês sabem)? Pois é, também não fujo a essa regra, rs. Junte as duas coisas e temos o momento em que eu tive a mirabolante ideia de expor, aqui no blog, as cartas de que eu não gosto.

Uma regra geral sobre cartas malquistas (essa palavra existe?) é que, bastante como o resto de coisas na vida, elas nos são malquistas quase sempre porque não conseguimos entendê-las bem o suficiente, o que as torna responsáveis por aqueles antológicos momentos de embaraço, titubeio e gaguejo nas leituras. E então temos o lado B da minha ideia mirabolante – já que eu vou falar quais cartas são, por que não também estudá-las mais, para assim entendê-las melhor? É o que vamos fazer aqui!

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Primeiro, farei uma lista, na ordem, das cartas que mais me incomodam com breves comentários. Procurarei me ater às cartas mais confusas pra mim – caso contrário, metade do baralho estaria aqui. Vale dizer que, por cartas que eu não entendo, leiam-se aquelas com as quais eu não tenho uma ligação íntima que vá além dos conceitos-chave bobos. Elas são minhas ‘conhecidas’, em comparação com outras cartas ‘amigas’, e ainda outras ‘amantes’. E pra quem quiser saber, eu tenho um relacionamento estável de longa data com os Enamorados – é basicamente um ménage-à-trois.

Então, mãos à obra!

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A INCRÍVEL LISTA NEGRA DAS CARTAS MENOS QUERIDAS DO LEO


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Arcanos Maiores


A Grande Sacerdotisa – Tudo bem, ela é uma sacerdotisa, e ela é Grande. Tudo bem ainda, ela é a própria Lua, e o princípio feminino em si. Mas eu tenho que confessar, eu não gosto muito dela – talvez porque eu não gosto de mulher? (haha). A verdade é que a Grande Sacerdotisa quase sempre cala minha boca quando aparece numa leitura. Pra mim, na maioria das vezes, ela não diz muito além de segredos, mistérios, coisas ocultas, e a tal da ‘voz interior’ que, se eu mencionar em mais alguma consulta, eu apanho. Além desses clichés jaz um mar plácido de silêncio bem parecido, aliás, com o que existe às costas da nossa honrada dama. Assim, a Grande Sacerdotisa inaugura minha lista negra. Começamos bem.

O Imperador – essa é uma carta tão… tão… tão… que não me diz quase nada. Poder. Autoridade. Ordem. Regra. Rigidez. Tabom, mas e aí? Cartas grandiloquentes demais sempre me incomodam…

O Eremita esse é outro. Solidão. Exílio. Bla bla bla… Essa é uma das cartas mais estranhas pra mim.

 

A Roda da Fortuna – logo em seguida, temos a grande roda. Essa tem os símbolos mais confusos, enigmáticos e estranhos, e sempre me dá uma certa cinuca de bico na leitura, não tanto porque eu não a entendo, mas muito porque essa coisa de mudança é muito, muito (e eu vou por mais um) muito batida. “Eu vejo uma mudança na sua vida…” Uhun… O que mais podemos fazer de você, rodinha?

Temperança – eu, e toda a torcida do Corinthians (eu não acredito que eu acabei de mencionar um time de futebol no meu blog…) não gostam dessa carta. Gente, que carta mais confusa. E a sua correspondência com Sagitário então? Nonsense aparente – e, por favor, me poupem do papo batido de isso-de-correspondência-não-funciona. Claro que funciona. A Temperança é uma carta linda, mas tente lê-la em diversas situações, e sua cabeça dá um nó. Dentríssima da lista.

Julgamento – sem comentários sobre essa aqui. Simplesmente sem comentários. Nem sei o que dizer, dado meu nível de profunda compreensão dessa carta. Tem lugar de honra na lista negra.

O Mundo – êxito. Sucesso. Felicidade. Alegria. Plenitude. A tal da porra da Compleição. E não nos esqueçamos da Realização também. Além disso, o que temos? Vento. “Eu vejo um momento de intensa realização na sua vida” – e lá se vão 50 reais da mão do consulente pra mão do leitor. Sim…

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Naipe de Bastões


Oito de Bastõeseu tenho certeza que uma pessoa que olha o Rider-Waite-Smith pela primeira vez, ao passar os olhos sobre essa carta, vai pensar algo como “que porra é essa?”. É o que eu ainda sinto – embora não diga com tanta freqüência, especialmente durante leituras – por essa carta. Tabom, dardos, lanças me fazem sempre lembrar daquele esporte olímpico que nunca passa na TV aqui (porque quem mesmo se importa com outros esportes quando temos nosso incrível e mirabolante e maravilhoso futebol pra se preocupar, né? Falei de futebol denovo), chamado lançamento de dardos, ou algo assim. Coisas rápidas. Súbitas. OK… e daí? Uma vez essa carta caiu quando eu perguntei se ia ficar com um cara – e eu fiquei com ele no dia seguinte 😛

 

Mas ela vai pra listinha mesmo assim, vai ser divertido pesquisar sobre essa aqui.

Nove de Bastões – essa eu entendo, mas não entendo, então ela entra.

 

Rei de Bastões – o Rei de Bastões é esquisito. O Rei de Paus do Marseille era o personagem mais bonito (ou melhor, o menos feio) do baralho, então eu sempre dizia que ele era meu marido – porque eu sou megalomaníaco. Todas as figuras da corte são esquisitas – mas esse recebeu uma dose extra de estranhice. Lugar cativo na lista de Leondler (Leo + Schindler, gostou?)

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Naipe de Copas

 


Oito de Copasiniciamos o naipe de Copas com a incrível carta Oito de Copas. Saturno em Peixes. Certo. Só esse eclipse já é digno de colocá-la aqui. Eu entendo ela, mas não entendo também, e o eclipse me deixou sem outras alternativas, rsrs.

 

Rei de Copas eu acho que eu tenho um problema com reis…

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Naipe de Espadas


Ás de Espadasases são cartas esquisitas. Mas eu até dou conta dos dois ases anteriores. Agora, esse aqui… não dá. Já teve vezes que eu lindamente fingi que ele não estava na leitura. Mas não faz mal, eu sei que as consciências do Tarot sabiam que eu ia ignorar a carta, então… (desculpa esfarrapada).

Três de Espadassem comentários. Essa aqui, se eu pudesse, acidentalmente queimava.

 

Cinco de Espadasessa aqui quase não entra, porque trouxe uma mega confusão pra minha vida a última vez que tentei estudá-la. Mas vamos colocar ela aqui com muito cuidado e respeito, bem devagarinho, só pra constar, tá? Não fica brava comigo não, ok?

Seis de Espadasjá tentei umas três vezes entender essa carta mais a fundo. Como vocês podem perceber, não deu muito certo…

Sete de EspadasWTF? Essa é outra que traz momentos que-porra-é-essa.

Rei de Espadaseu e meu problema com reis. Sempre gostei mais dos Cavaleiros – porque eu tenho alma de princesa 😛

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Naipe de Pentáculos

 


Ás de Pentáculoso que? Não entendi… Fala denovo. Ahn?? Ah, sim, força material. Dinheiro. Assuntos materiais. “Cuz we are living in a material world, and I am a material girl…”

Sete de PentáculosOlhando, olhando… olhando mais um pouquinho. Mmhmm….Deixa eu olhar mais um pouquinho. Pamela, querida, dá pra fazer essa aqui denovo?

Rei de Pentáculossó pra não perder o costume. Ele ia ficar bravo se eu deixasse ele de fora…

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Pois, é isso. Futuramente, no blog, estarei tratando (vamos incluir o gerundismo na língua portuguesa – ‘não pode vencê-los, junte-se a eles’) dessas cartas aí. Talvez eu inclua tais posts na categoria Updates de Significado, talvez não – eu poderia mesmo criar uma categoria específica pra cartas que eu detesto, não?? Como é um número considerável de cartas – vinte e uma – talvez eu fale de mais de uma ao mesmo tempo em posts, especialmente aquelas pertencentes a um mesmo naipe.

novembro 4, 2010

BACKGROUND – OU NÃO

Filed under: Audio, Notas — Tags:, , , , , — Leonardo Dias @ 3:48 AM

Antes de tudo! PODCAST AQUI!

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Desde que comecei a dar leituras de cartas para outras pessoas, eu costumo pedir ao consulente que, antes que comecemos a abrir as cartas, ele fale um pouco sobre o que o trouxe ali, quais questões ele gostaria de abordar, e quais exatamente são suas dúvidas. Ainda que alguns consulentes resistam a entrar em muitos detalhes sobre suas dúvidas – isso quando eles se dispõem a sequer fazer perguntas específicas – eu sempre procurei reforçar a importância dessa atitude de conscientização e vocalização dos anseios, por vários motivos. Primeiro, o simples ato de explicar um dilema obriga o consulente a racionalizá-lo para poder passar a informação, e isso em si o faz ter outra perspectiva de sua questão; segundo, é mais fácil para mim, como leitor, saber do que se trata a questão, para poder ler com mais exatidão a mensagem das cartas; terceiro, isso teoricamente minimizaria as chances de erro, já que parte da informação já está disponível. Os consulentes, por outro lado, podem ter uma série de motivos para evitarem tratar objetivamente de suas questões – há aqueles que são – ou encontram-se – incapazes de racionalizar suas dúvidas de forma satisfatória, e buscam no Tarot justamente uma luz nesse sentido; há ainda os que sentem necessidade de testar a ‘vidência’ do leitor, vendo se, mesmo sem questões, ele vai ser capaz de identificar do que se trata a consulta (sim, porque todo leitor de cartas tem poderes sobrenaturais ¬¬…); há também aqueles que têm vergonha…

De qualquer forma, a questão sempre girou em torno da necessidade e da importância de um background, de uma informação de base que sirva de ponto de partida para a leitura.

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Isso tudo está mudando.

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Eu nunca parei muito pra pensar sobre esse assunto, até recentemente. A coisa meio que surgiu aos poucos. Primeiro, eu percebi que vários leitores de cartas costumam traçar mapas numerológicos ou astrológicos antes da leitura, para terem uma visão mais ampla do momento em que vive o consulente, as questões que ele enfrenta, etc.. Comecei então a considerar se isso não seria legal, e logo passei a pensar em estudar algum desses sistemas para incrementar minhas leituras. Entretanto, um amigo meu, tarólogo experiente, me ofereceu um ponto de vista completamente oposto a esse que valoriza o background de uma leitura – ou ao meu, que valoriza o papel da pergunta. No início da leitura, esse meu amigo pede aos seus consulentes que não lhe digam nada – ele apenas abre as cartas e lê o que dizem. Num segundo momento, o consulente pode então fazer suas perguntas.

Essa diferença de estilos me deixou pensando. Várias perguntas pipocando – Qual o papel da pergunta na leitura? Qual a importância de uma informação de base? Que influência essas coisas têm no processo de ler cartas em si?

Primeiro, quando a gente lê cartas, vários filtros entram em ação em nossa mente. Filtros que dizem o que é cabível e o que não é, o que é socialmente aceito, e o que não é, o que é bom e o que não é. E não tem como fugir desses condicionamentos, eles são uma consequência natural da nossa educação, da cultura em que vivemos, etc.. Entram em ação a todo momento, e fazem parte da função de julgamento da nossa mente. O fato é que pensar sobre a importância do background me fez perceber que ele oferece um risco – o de justamente perder-se em condicionamentos, em formalismos. Se um leitor tem uma informação de base para leitura, seja ela advinda de mapas ou perguntas do consulente, ele corre o risco de abrir as cartas e ficar simplesmente procurando por indícios que confirmem o que foi verificado anteriormente por meio dos mapas; ou, no caso das perguntas, ele pode ater-se a apenas responder as perguntas do consulente, olhando para as cartas em busca somente dessas respostas. Filtros, lentes são postas entre os olhos mentais do leitor e as cartas – objeto de oráculo. E isso pode levá-lo a perder parte da leitura no processo.

Perguntas, em particular – e mapas, de certa forma – são meios de se especificar. “Especificar” é afunilar, reduzir um todo a certos aspectos seus, que recebem ocasional proeminência em dada situação. Especificar implica, naturalmente, em perda. Claro, a perda é necessária – só assim se limita, se define limites, e todos sabemos que são os limites que definem a forma, e é a forma que demarca a distinção de cada conteúdo. Entretanto, temos então a pergunta – qual deve ser o limite de uma leitura? Qual exatamente deve ser o peso das limitações em uma leitura?

Eu tenho pra mim que os limites de uma leitura de cartas são os limites do olhar do leitor. (eu até já falei sobre isso aqui faz pouco tempo). Sem ofensas aqui – há diferentes alcances para diferentes leitores, diferentes consulentes, com diferentes necessidades. Nada de julgamentos de valor – menos mediocridade, por favor.

No caso do meu amigo, toda essa coisa de background cai por terra. Ele tem, em sua frente, a mensagem pura das cartas. Sem nenhum fato consumado, nenhuma ‘verdade’ pré-estabelecida com a qual ter que conformar-se, ele se vê livre para ler as cartas pelo que elas são. Acaba o medo de fazer sentido com o que disse o consulente – que, muitas vezes, não passa de sua impressão bastante truncada da situação. Acaba a insegurança, e a pressão pra encaixar a mensagem das cartas numa resposta lógica à pergunta feita, ou ao que foi verificado nos mapas. Em outras palavras, a resposta das cartas não precisa ser posteriormente moldada para encaixar em nenhum vidro. Se ler cartas é pintar, basear-se em perguntas é pintar com um daqueles kits de paint by number – enquanto que meu amigo tem diante de si uma tela em branco. Pode ser mais trabalhoso, porém o resultado pode também ser mais vivo – e autêntico. E, nunca se esqueçam, pessoal, autenticidade é o que acrescenta. Ler cartas é fácil – o difícil é ser oráculo, dar corpo à Palavra.

Ler sem perguntas pode nos pôr em um contato mais inteiro com as cartas – sem temas ou questões com as quais se comprometer. Você tem as cartas por elas mesmas – o que elas dizem é o que é. Em vez de simplesmente completar enunciados ou resolver dilemas, as cartas criam, trazem o novo, inovam.

Claro, minha intenção aqui não é criticar ou condenar quem adota métodos que envolvem diagnósticos prévios ou perguntas – quem sou eu pra condenar alguém? Eu percebo que tem muita, muita gente que gosta bastante de pensar em termos de certo e errado – deve ser mais fácil, sei lá. Eu não gosto de pensar assim. “Different drums for different drummers”… Estou só lançando a questão no ar.

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Então, o que você leitor acha disso? O que lhe parece mais interessante? Perguntas são realmente importantes no primeiro momento da leitura?

outubro 19, 2010

LER CARTAS É UMA ARTE II – papo com Sandra Andrade

Filed under: Audio, Diversos — Tags:, , , , , — Leonardo Dias @ 10:20 PM

Meu último post recebeu um comentário muito legal, feito pela leitora Sandra Andrade. Decidi publicar partes de seu comentário aqui, adicionando os meus takes às ideias que Sandra lançou. O resultado é um ‘papo’ a respeito de acertos, verdades, prática e simplicidade, com direito a Matrix, Picasso, e até a Björk, rs.

Podcast AQUI.

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Tenho uma amiga que me diz: Tu acertas sempre tudo! Acertar? Mas trata-se de uma lotaria? Como se conseguisse o milagre de acertar todas as semanas nos números todos? Probabilidades de 1 para 100 000 000 000? Porque é que as pessoas veem assim o Tarot? As que não trabalham com ele.

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Exato, na mosca. Você disse tudo, rs. É como se fosse uma loteria. As pessoas se focam muito nessa ideia de acerto, provavelmente porque uma leitura que reafirma a verdade deixa mais fácil a impressão de que o Tarot é algo legítimo. Essa forma de pensar é horrível, porque já parte da pressuposição de que o Tarot não é algo verdadeiro, caso contrário, “acertos” não seriam vistos como coisas tão especiais. Como se acertar com as cartas fosse justamente ganhar na loteria – o consulente se sente premiado, presenciando um milagre. Pior que isso, nós mesmos, leitores, tendemos a ver as coisas dessa forma. Isso é o tipo de coisa que, com certeza, pede mais discussão e questionamento.

Quando a gente pensa – um pouquinho que seja – percebe logo que “acertar” é um conceito arbitrário. Em geral, consideramos “certo” aquilo que reafirma a verdade. Mas de que verdade estamos falando? Da verdade do consulente? A do leitor? Daí, o que a gente logo percebe é que, na maioria das vezes, consulente e leitor consideram “verdadeiro” aquilo que confirma os pontos de vista deles sobre algo. E, nesse caso, não adianta incriminar o consulente – ambos consulente e leitor são cúmplices nisso que podemos chamar de uma falta.

Eu acredito que, mais que “acertar”, uma leitura deve acrescentar.

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Quanto a (…) querer dar todos os significados que lemos nos livrinhos, penso que isso vai depender da forma como a pessoa começou a estudar Tarot. É como a educação. Inconscientemente agimos de determinadas formas em determinadas situações porque fomos educados para tal e está de tal forma entranhado em nós, que não conseguimos contrariar essa tendência conscientemente. Penso que o mesmo acontece com o Tarot. Se começarmos a aprender Tarot pensando que aprender Tarot é atribuir um ou vários significados fixos, vamos chegar ao dilema que estás a propor, Leo.

 

“Educação” me faz pensar no Hierofante (carta 5), o responsável pela perpetuação do conhecimento, através de sua divulgação. Não sou nenhum especialista em educação, mas eu tenho a impressão de que a forma de aprendizado preconizada nas escolas se baseia muito na decoreba, e em uma espécie de aprendizado mecânico, pouco consistente. O sujeito não aprende a pensar nas escolas; isso ele talvez vai aprender na universidade (caso ele chegue tão longe). Não é pra se espantar que a gente vai buscar aprender o Tarot assim, visto ser essa a única forma que nos ensinaram a aprender. E é como você mesma disso, é algo introjetado, não vai sair com uma simples conscientização de tal.

Eu adoro listas, porque elas sintetizam e facilitam o acesso à conceitualização da carta. No entanto, é preciso saber usá-las, do contrário o feitiço vira contra o feiticeiro. É importante para o estudante de Tarot construir uma base sólida no seu entendimento das funções semânticas de cada carta, e isso não se consegue só com listas.

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Precisamos fazer, como alguns dizem: Reprogramação! Obrigar-mo-nos a fazer as coisas de outra forma não sistemática, rígida, com regras. O meu conselho muito leigo – absorver todos os conceitos possíveis sobre as cartas de Tarot, ler sobre outras opiniões, teorias, conceitos; fazer uma sopinha muito nutritiva na nossa cabeça.

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Nosso mundo é sistemático, e isso é parte cabal do problema, acredito. Nada contra o sistema, ele é uma coisa legal. Porém, mais uma vez, a gente aperta a tecla do Hierofante, do Imperador. Sempre há o perigo de perder-se na sistematização excessiva. A cantora Björk tem um video que fala sobre isso, chamado Bachelorette. Nele, o Sistema toma proporções surreais, com uma mesma narrativa se replicando dentro de si mesma à exaustão, cada vez mais perdendo o sentido. Me faz pensar na palavra do Hierofante virando dogma e se espelhando no telefone-sem-fio do povo, que acaba transformando-a em outra coisa. Então, no final do videoclip, a natureza selvagem toma conta de tudo – a Imperatriz. Essa temática de volta às origens, de um resgate do corporal, tribal, natural, é um motivo recorrente no trabalho da Björk, e cabe particularmente bem aqui. Não podemos nos esquecer das origens, dos motivos originais pelos quais fazemos o que fazemos. São nossa Estrela – nossa verdade. A consciência constante das origens, do natural, acredito, é uma ótima forma de impor um limite a essa tendência ao sistema, muito própria da nossa cultura contemporânea. A gente não deve se esquecer de que o sistema é basicamente artificial, o que significa que ele é um artifício – um meio para se conseguir algo. O sistema é nosso, nós devemos ter controle sobre ele – não o contrário, como acontece hoje.


Você também toca num ponto importante – a ampliação dos horizontes. Todos nós precisamos nos atualizar constantemente. Sempre vai ter alguém para acrescentar um ponto de vista mais fresco, e absorver isso vai deixando nossa visão mais esférica. O meu conselho leigo é simples – prática. Eu recebo mensagens de muitos leitores no blog dizendo que adoram Tarot, mas não praticam, leem só pra amigos, ou algo do tipo. Acho que eles poderiam sim fazer melhor que isso. Prática é importante, é o que lubrifica. Quanto mais o Tarot é praticado, mais tarot ele fica, rsrs.

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Deitar as cartas, olhar para elas, olhar para as imagens. Ver na carta uma história diferente a cada dia, ou a cada situação. E deixar a carta falar. Deixar a personagem falar! Onde vais hoje? Ou porque estás sentado? O que seguras? O que vais fazer com esses objectos hoje? Para onde olhas? O que estás a pensar? Por vezes é tão simples que não conseguimos fazer. Sabes, Leo, aquela sensação de ‘eu sei fazer tantas coisas elaboradas, que quando chego às simples bloqueio’?

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Total. Você toca em mais um punhado de pontos riquíssimos aqui. Primeiro, a importância de ser capaz de ver uma carta de diversos ângulos diferentes – há muitas Grandes Sacerdotisas na Grande Sacerdotisa. É o que eu quero dizer quando eu evoco o valor da tridimensionalidade das cartas. Geralmente, vemos cada carta como algo bidimensional, chapado. Deixar a carta falar é deixá-la sair do papel, vencer a barreira da bidimensionalidade e mostrar-se inteira, com comprimento, largura e espessura, na sua frente. É falar com ela de igual pra igual, e não limitar-se à relação observador-observado, sujeito-objeto, mas quebrá-la, transcendê-la. Isso que você disse vai muito de encontro com a minha ideia das cartas como entidades; mais que isso, a completa de uma maneira muito legal!

Isso me faz pensar em uma das cenas mais legais de Matrix, onde Neo visita a mulher que é o Oráculo, e lá encontra várias crianças paranormais. Com uma delas – um menininho que entorta colheres com a mente – Neo trava um breve diálogo:

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Menino – Não tente entortar a colher – isso é impossível. Em vez disso, tente apenas se dar conta da verdade.

Neo – que verdade?

Menino – não existe colher nenhuma.

Neo – não existe colher nenhuma?

Menino – …então, você vê que não é a colher que entorta; é apenas você mesmo.

 


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A mudança ocorre em nós, e ver uma carta de forma diferente requer, com efeito, uma mudança de posição.

Outra coisa de que você fala que é digna de menção é a simplicidade. É realmente muito difícil ser simples. Me lembro de uma citação de Picasso, onde ele diz que “com quinze anos, eu pintava como Velazquez, e demorei oitenta anos para pintar como uma criança.” É muito por aí. E então a gente tem sistemas mega complexos, como o da Golden Dawn. Sobre isso, Douglas Gibb, do blog TarotEon.com, diz algo muito legal em seu post Why Using Rationality to Access Intuiton Works. Segundo Douglas, o sistema da Golden Dawn, intricado e complexo, exigindo demais da mente racional, acaba por quebrá-la, o que dá espaço para a intuição. Entretendo a sua mente com um bombardeio de informações, você acaba por enganá-la, no sentido de entender algo que não pode ser entendido. O resultado é exatamente a transcendência do sistema. É o irracional sendo acessado através da racionalidade. Meio paradoxal, mas faz sentido. Mas, voltando, simplicidade é algo que se alcança com o tempo, como no caso de Picasso. Eu acredito que isso se deva ao fato de que o simples é o sintético, o natural, que de simples não tem nada. É justamente por ser tão bem feito que parece simples. E então a gente volta pra coisa da prática. Quem já viu um desenhista experiente desenhar, por exemplo, sabe do que eu to falando. Parece que o desenho sai do papel, emerge. E como é legal a ideia de uma leitura inteirinha saindo de um punhado de cartas, né? Simplicidade…

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E tentar dar todos os significados possíveis a uma carta é como dizer: “queres que te ofereça uma laranja citrino, ácida, cor de laranja, com gomos, etc?”. Toda a gente sabe o que é uma laranja. Se vais oferecer uma laranja, a pessoa já sabe o que é (…), sabe que tem gomos, que é ácida, tem casca… Portanto, é uma laranja. “Olha queres que te ofereça uma laranja para prevenir a gripe?” já se sabe que, se é para prevenir a gripe, é porque tem vitamina C, logo não precisas dizer que tem gomos, é ácida (…), porque só a tás a oferecer porque tem Vitamina C. Outro dia, dizes: “tenho umas laranjas muito doces!”, e ofereces à pessoa porque a laranja é doce. Mas não lhe vais dizer “e, olha, tem vitamina C!”. É um exemplo um bocado idiota. Logo, a carta que tu está a querer ler, hoje é um significado. Para quê dizer todos os outros??? Apenas um interessa ao consultante. Todos os outros só vão trazer demasiados pormenores à questão. O consultante quer uma resposta simples e clara. Curta.

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Excelente. Essa analogia não tem nada de idiota, absolutamente – é perfeita. Uma laranja é uma laranja, e esse ou aquele aspecto seu é ressaltado quando necessário. Isso vai de encontro à história de ver as cartas em 3D. De acordo com sua posição, você vê um aspecto diferente de cada carta. Você entendeu perfeitamente o que eu quis dizer, e a ideia toda é tão simples que a gente fica mesmo bobo, rs. Assim como uma laranja é uma laranja, a Grande Sacerdotisa é a Grande Sacerdotisa – os vários significados que atribuímos a ela são diferentes partes do todo que ela é. E eu acredito que uma carta de Tarot não pode ser compreendida à exaustão, mas vivenciada. A gente não deve buscar uma apreciação racional, desengajada das cartas – acredito que a coisa seja mais física, hands-on, no sentido de trazer a própria carta para si mesmo, ou “entrar” nela. Gente, o Tarot é essencialmente místico. Suas raízes conceituais são místicas, o cenário cultural do período histórico em que ele supostamente surgiu exaltava o misticismo e o antropocentrismo. O misticismo se caracteriza justamente pelo contato direto com o divino, pela união com o sagrado, por vivenciar mais que contemplar. Misticismo é super hands-on. A gente pode ver isso na última carta do Tarot, O Mundo, que nada mais é que a união completa com o Divino, a re-ligião.

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Acho que é isso, muita viajação tarológica com a Sandra, rs. Quero agradecer a Sandra pela inspiração incrível, e pela participação, e aos leitores do blog em geral, que, mais que meramente acertar, acrescentam 😉

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Abraço!

outubro 13, 2010

UPDATES DE SIGNIFICADO 3 – Três de Pentáculos, Quatro de Copas, Quick Cut Exemplos

Duas cartas que me chamaram a atenção em leituras recentes, e cujo significado tomou cores novas, em consequência de seu papel em tais leituras. Já digo logo no começo – podcast AQUI.

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QUATRO DE COPAS………………..No RWS, essa carta fala basicamente de enfado, enjoo de uma coisa. Olhe para a imagem – o rapaz senta-se recostado na árvore, braços cruzados, expressão de descontentamento. Ele claramente não está satisfeito. Sua aparente falta de satisfação contrasta com a profusão de copas enormes logo em sua frente. Ainda que tem muito, ele não tem nada, pois é a insatisfação em pessoa. Observe também a mão mágica saindo de uma nuvenzinha, oferecendo-lhe um novo tipo de bebida – que ele, no entanto, mal parece perceber. Sobre essa carta, Waite diz –

Cansaço, desgosto, aversão, aborrecimentos imaginários, como se o vinho desse mundo só tivesse causado saciedade; outro vinho, como um presente mágico, é agora oferecido ao perdulário, mas ele vê aí consolo algum. Esta é também uma carta de prazer atenuado.

A ideia central da descrição de Waite parece ser a de repulsa por excesso – é o que ele sugere com a comparação do vinho do mundo causando saciedade. É interessante a gente checar os significados atribuídos a essa mesma carta por Etteilla – –

Cansaço, desgosto, descontentamento, repulsa, aversão, inimizade, ódio, horror, angústia, sofrimento mental, desânimo brando, aborrecimento doloroso, irritante, desagradável, desaventurado, incômodo.

Ainda que mais dramática, a ideia de Etteilla é a mesma – e fica claro aqui como que Waite se baseou em Etteilla na conceitualização dessa carta. Mesmo assim, eu não iria tão longe quanto Etteilla ao considerar os significados. A visão de Waite sobre ela parece ter girado mais em torno do enfastio e do desânimo brando. A última sentença da descrição de Waite, aliás, repete a definição da Golden Dawn, que chama essa carta de “Senhor do Prazer Atenuado” (‘Lord of the Blended Pleasure’).

Em uma leitura recente, essa carta apareceu para indicar justamente que a consulente estava cansada, enjoada de certa situação com uma pessoa, e que, por mais que ela gostasse dessa determinada pessoa, o aborrecimento geral da situação já não mais lhe palpitava. O sentimento estava já enchendo o saco.

O Quatro de Copas é basicamente a carta do saco cheio. Irritação, descontentamento e aversão – ou mesmo repulsa, dependendo da dignidade.

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“O Vinho do Mundo”…………………Uma coisa em particular me chamou a atenção na descrição de Waite para o Quatro de Copas – a metáfora do vinho desse mundo versus outro vinho (wine of this world, another wine). Sabemos que Waite era um profundo conhecedor do simbolismo cristão – de fato, Waite nunca deixou de considerar-se católico. O vinho é um símbolo muito usado no texto bíblico, e recebe uma série de significados ao longo dos livros da Bíblia. Essa expressão em particular, “o vinho do mundo”, é usada até hoje.

“E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissipação, mas enchei-vos do Espírito” (Efésios 5:18)

A Bíblia fala de dois tipos de vinho – o vinho do mundo, e o vinho do Espírito. O primeiro pode ser lido como uma metáfora para as coisas do mundo, que nos “embriagam” e nos conduzem à perdição – os desejos da carne, cuja satisfação traz falsa saciedade. O segundo é a fonte da verdadeira satisfação, o vinho que nos “embriaga” com a Graça divina – o próprio sangue de Cristo, de certa forma. Assim, podemos ler o trecho acima como uma admoestação para que não nos entreguemos aos prazeres falsos da carne, mas à real satisfação da Graça do Espírito.

Na imagem, as três taças diante do personagem são uma referência a esse “vinho do mundo”, o qual ele já bebeu, pois as taças encontram-se vazias. Com efeito, na carta anterior, o Três de Copas, vemos a própria embriaguez com os prazeres da vida, em uma celebração dionisíaca. A quarta taça, saída das nuvens como que por pura mágica (muito semelhante ao próprio Ás de Copas, a propósito), pode ser vista como o vinho do Espírito, a verdadeira saciedade, a felicidade real. Essa semelhança da quarta taça com o Ás de Copas é interessante, pois esse ás exibe a pomba e a hóstia em sua carta, de modo que podemos compará-lo à própria Graça do Espírito Santo. Após ter bebido do vinho do mundo e se saciado, o personagem do Quatro de Copas não consegue ver consolo no vinho do Espíritoa fairy gift como o chama Waite, fairy, que também significa “fada”, dando assim ideia de encanto sobrenatural, divino. Perceba aqui a semelhança da temática do Quatro de Copas, à luz dessa breve análise pictórica, às temáticas do Sete e do Oito de Copas, que também tratam dessa relação do indivíduo com os prazeres da carne, e os assim chamados reais prazeres do espírito.

A imagem do Quatro de Copas parece, portanto, brincar com esse simbolismo do vinho como a saciedade, ou como o preenchimento, a satisfação que nos embriaga. Mais uma vez, o teor primariamente mnemônico do simbolismo, intenção inicial do emprego de imagens nas cartas menores do RWS, parece ter sido excedido por um caráter mais profundo nesse simbolismo, onde vemos sendo posta em discussão a própria temática da real felicidade. Trocando em miúdos – temos aí mais uma evidência de que, embora a ideia inicial fosse apenas incluir desenhos nas imagens das cartas menores para facilitar a lembrança de seu significado, Pamela parece ter inserido um simbolismo mais complexo e rico nas imagens.

Agora, compare esses dois tipos de saciedade - a do Quatro de Copas e o do Nove de Copas. Em que elas são diferentes? A postura das duas figuras é até semelhante. Interessante - para tornar-se 9, o 4 precisa do 5 😉

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TRÊS DE PENTÁCULOS…………………Embora isso não seja muito mencionado por aí, a julgar pelo livro The Pictorial Key to the Tarot, a sequência dos Arcanos Menores do RWS não conta de forma crescente (Ás – Rei), mas decrescente (Rei-Ás). Isso significa que, se é verdade que cada naipe incorpora uma narrativa, tal narrativa é verificada quando olhamos o Dez como primeiro capítulo, e o Dois como o último (ases são outra história). Isso passa a fazer mais sentido quando consideramos as relações do RWS com a Cabala – todos os quatro Dez são relacionados à décima sephirah, Malkuth. Essa sephirah representa o nosso mundo manifestado, a nossa existência física, que na Cabala é vista como meramente o último estágio no processo de manifestação. Se Malkuth é o último estágio para Deus, é o primeiro para os homens – nossa existência material é o ponto de partida para nossa ascensão rumo justamente a Deus. Logo, a ideia por trás da sequência decrescente dos naipes seja talvez a de expressar a ascensão da consciência em cada plano. Sobre isso é interessante notar que o próprio sistema de graus da Golden Dawn consistia em uma alusão à sequência das sephirot da Árvore da Vida cabalística, de forma decrescente – o estudante iniciava sua trajetória na ordem como 0=0, depois partia para 1=10 (Malkuth), 2=9 (Yesod), e assim por diante, até atingir o grau mais alto, 10=1, Kether. Nesse sentido, no naipe de Espadas, por exemplo, o indivíduo passaria da total ruína do Dez de Espadas, para a conciliação do Dois de Espadas. O sol nascente do Dez então passa até a fazer mais sentido.

Enfim, eu começo falando de tudo isso porque a descrição de Waite para o Três de Pentáculos é uma boa evidência dessa ordem, que aliás é a ordem que as cartas são apresentadas no livro. Abaixo, um trecho da descrição – –

(…) Compare-se com o desenho que ilustra o Oito de Pentáculos. O aprendiz ou amador de lá recebeu sua recompensa e agora trabalha com empenho.

Tal afirmação é o suficiente para ligarmos essa carta ao Oito de Pentáculos, que realmente retrata o aprendiz, que agora se tornou um profissional célebre. Observe que, exceto pelas cores, as roupas dos dois personagens é idêntica – ele até aparece com a mesma mesa nas duas cartas, sentado em uma e de pé na outra. Seus discos, que antes se pareciam com objetos feitos em série para treinamento, no Três são vistos esculpidos em pedra na própria parede, parte da decoração – seu trabalho se condensou, tomou corpo definido e definitivo. Também, seu trabalho não é feito sozinho agora, mas é parte do contexto de um trabalho maior, feito em equipe, como a presença dos outros dois tipos de profissionais atesta.

Vista sob o contexto dessa narrativa, a imagem do Três de Pentáculos parece dar corpo também ao significado menos conhecido para essa carta – além de habilidade profissional e competência, essa carta também indica glória e sucesso em uma determinada atividade. Waite faz questão de salientar isso, quando menciona que, apesar de o Três de Pentáculos ser visto como “profissão e trabalho especializado“, ele é, contudo, “comumente visto como uma carta de nobreza, aristocracia, renome e glória“. Com essa ressalva, Waite mais uma vez veladamente se refere a Etteilla, que enche a folha para essa carta com elogios da mais alta categoria, tais como fama, esplendor, celebridade e magnificência.

Prá resumir – Três de Pentáculos = sucesso profissional. Dependendo das cartas, pode falar de reconhecimento, grande habilidade, destreza em nível profissonal, renome e fama decorrentes dessa habilidade.

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EXEMPLOS DE QUICK CUTS………………..Faz alguns dias falei sobre esse método de tiragem muito legal que condensa, num só movimento, o corte e a disposição das cartas. Andei colocando-o em prática, e aqui vão alguns exemplos de quick cuts que fiz ultimamente – –

Tá se perguntando o que essa imagem tem a ver com o texto? NADA, nada a ver, rsrsrs.


Quick cut sobre a vida amorosa de consulente que se encontra entre uma pessoa de quem ela gosta muito, mas com quem tem um relacionamento frustrado, e outra pessoa que a aprecia muito, mas de quem ela não gosta tanto (caso clássico, rs).

Nove de Espadas + Dois de Pentáculos – apesar do estado interno de angústia e desespero, a consulente busca agir e lidar com o conflito de uma forma prática. O Dois de Pentáculos nos oferece uma ótima ilustração das duas opções, sendo equilibradas com habilidade pelo malabarista.

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Consulente deseja saber se vai obter sucesso em sua corrente atividade.

Três de Pentáculos + Três de Copas – duas vezes o número três deve significar algo. O 3 é um número de muita abundância e sucesso, então isso em si já é um primeiro sinal de que o consulente terá seus esforços reconhecidos. A primeira carta da a resposta, a segunda fornece um complemento. O Três de Pentáculos, como eu já disse, fala justamente de reconhecimento profissional e sucesso; o Três de Copas só reforça essa ideia, e a tempera com cores alegres e leves. Em ambas as cartas temos também o elemento externo nas outras pessoas – esse sucesso não vem sem a participação de amigos e auxiliares.

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Consulente deseja saber como foi, para a outra pessoa, a conversa que tiveram recentemente.

Nove de Espadas + Diabo – a outra pessoa não se sentiu nem um pouco confortável. A conversa foi um terror, e deixou a pessoa arrasada por dentro. Ainda assim, por fora ela manteve as aparências. O Diabo como carta externa indica uma postura de domínio, autoridade e poder. Resumindo – a pessoa se gabou até dizer chega, puxou sardinha pra si o tempo todo, se manteve soberba, mas isso tudo foi só um expediente para esconder seu total desespero e vulnerabilidade emocional.

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SOM

O som pro podcast de hoje, mais uma vez, girou em torno do house e disco. Confira abaixo o set em detalhe – –

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O podcast já abre no clima com CLEO & PATRA, badalando com Marcus Antonius on the Run, do EP On the Nile.

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Em sequência, Untitled Love, de STILL GOING, mais uma de um EP, Spaghetti Circus/Untitled Love.

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You’ve Got Me Runnin’ é cantada por LENNY WILLIAMS, e integra o set do album Spark of Love, de 1978. Essa faixa é a base pro remix de Marcus Antonius on the Run, que abriu o podcast.

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A gente segue com HOT TODDY, Flotation Tank, do album super legal Late Night Boogie.

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Finalizando com They Call It Edit (LTJ Rework Edit), faixa composta por, IT’S A SMALL WORLD DISCO.

outubro 5, 2010

UPDATES DE SIGNIFICADO 2 – O Mago

Filed under: Audio, Notas, Updates de Significados — Tags:, , , , — Leonardo Dias @ 1:39 AM

podcast #7 aqui!

Trocar ideias com a Cintia me fez pensar um pouco sobre o Mago. Trazendo o invisível para o visível, o Mago de fato cria o que é real, se por real temos o que existe materialmente em nossa realidade. Trazer o invisível para o visível é criar o processo de manifestação. O Mago cria. Bem, quem quiser saber mais, dá uma escutada no audio que eu subi AQUI. É curtinho, e é mais o registro de um insight, portanto não espere um tratado sobre o Mago, hehe.

O Mago é a força nas suas próprias mãos, a força de criar que todo ser humano carrega dentro de si.

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SOM

Quatro canções figuraram a gravação de hoje – –

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The xx com a incrível Shelter, num remix por Tiga.

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Paris, da israelense Yaël Naim, direto de seu album homônimo, de 2007.

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Yulia Savicheva, com Это Судьба (E’to Sud’ba), uma das faixas de Origami, 2008.

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Zero 7 + Sia, com Destiny, uma das faixas mais proeminentes do primeiro album do duo inglês, Simple Things.

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BLOG

Se você gosta de música – eletrônica, principalmente – não deixe de checar o A Track a Day Keeps the Therapist Away. É uma música por dia, seguida de comentários – excelente blog, foi lá que eu achei o som do The xx remixado pelo Tiga.

outubro 2, 2010

UPDATES DE SIGNIFICADO 1 – Cinco de Bastões, Cinco de Pentagramas, Nove e Dez de Espadas

podcast #6 aqui!

Significados! Quem é que estuda Tarot e não se preocupa com eles, certo? Ultimamente, eu conscientemente me desviei um pouco desse tema no meu blog, primeiro porque eu acredito que conferir significados às cartas é uma questão muito pessoal, e segundo porque já tem um monte de outros blogs por aí fazendo isso. No entanto, só agora me ocorreu isso (exatamente nesse momento, enquanto eu lia as cartas pra eu mesmo) que seria legal voltar a tratar disso no blog, porque é um aspecto fundamental do estudo do Tarot, afinal.

Os significados que atribuímos a cada carta naturalmente permanecem em processo de constante mudança, porque eles refletem nossa experiência crescente, e também porque nossa visão das cartas vai mudando com o tempo. Eu estou em um momento particular de meio que re-significação das minhas cartas, porque meus estudos estão mudando de rumo (ou melhor, estou vendo com mais clareza o rumo que eu quero seguir), e também porque eu acho que a minha concepção do Tarot se torna mais concreta. Então, tive a ideia de criar essa categoria de posts. Nela, eu vou publicar atualizações de coisas que eu descobri sobre os significados das cartas cada vez que eu tiver um insight que contribua para uma concepção mais ampla de uma certa carta.

O formato é bem livre, os tópicos poderão ser de uma linha, ou de trezentas, rs – prometo me esforçar pra ser sintético. A única coisa que eu vou fazer sempre é criar uma parte especial para significados concretos das cartas – eu como leitor preciso me tunar mais nisso, e vocês como público adoram isso que eu sei 😉 Uma ideia que também acabei de ter foi a de incluir gravações de audios junto com cada post, para aqueles que preferem escutar a ler. O podcast para esse update está disponível para audição AQUI.

Mas, conversa vai, conversa vem, vamos começar logo com isso…

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CINCO DE BASTÕES. . . . . . . . . . . . . . . Muita energia, muita atividade, geralmente sendo gastas com coisas que não requerem tanto, ou bobeiras. Foi sempre mais ou menos assim que eu via essa carta, até realmente ir atrás de mais algum significado. Aqui, Waite tenta bem combinar duas de suas principais fontes para significados – a GD e Etteilla (talvez por intermédio dos trabalhos publicados de Mathers, que baseiam-se largamente no último). A GD significa essa carta por basicamente dor e luta, conflito; Etteilla e Mathers vão mais pela linha de riqueza, fortuna e esplendor, citando mesmo o próprio Sol. Waite parece querer conciliar essas duas visões quando diz que essa carta representa “…encarniçada competição e luta em busca de riquezas e fortuna (…), a batalha da vida.” Legal, eu gostei dessa ideia de “batalha da vida”, porque traz a conotação de luta, esforço e desgaste, próprios do belicoso naipe de Paus.

Meu cálculo pictórico com a imagem é mais ou menos assim – –

  • Meninos/jovens = força juvenil, pueril, portanto embrutecida e intensa, mas pouco educada – – jovialidade, infantilidade, inconseqüência, falta de tato;
  • Eles bagunçando = desordem, bagunça, anarquia, falta de organização, folguedo, coisas efêmeras, explosivas;
  • A aparente falta de propósito = falta de foco, de objetivos concretos, não chega em lugar nenhum direito;
  • Eles podem estar só brincando, então = diversão, no sentido de treino lúdico pra agir, esquentar os motores, prática de esportes.

Eles aparentemente estão só brincando, se divertindo, então dá essa ideia de força juvenil sendo aplicada com pouco foco, mas também a ideia de gastar energia por ter em excesso.

Faz uns dias, essa carta caiu para uma cliente em uma pergunta sobre seu relacionamento com um ficante, e, junto com outras cartas de fogo, o que eu vi foi que ela tinha tanto tesão nele que, na hora de transar, metia os pés pelas mãos e perdia o controle, por ir com muita sede ao pote.

A aparente prática de esportes me faz pensar nos antigos Jogos Olímpicos – competitividade saudável, esportividade, jogos, competição no trabalho. Cada menino quer mostrar que ele é o mais forte, o mais esperto, o mais capaz…

Muitos conferem a essa carta o significado de pequenas coisas que, juntas, trazem complicaçõezinhas de pouca importância, mas que tiram tempo e energia.

O significado de Waite, embora não muito evidente na imagem, é interessante, porque traz uma dimensão nova à carta que meio que concilia esse significado de probleminhas a luta intensa da vida, do dia a dia – problemas, tribulações, complicações que exigem nosso cuidado, afazeres.

Então, a gente fica com mais ou menos esses dois núcleos de significado – intensa atividade e luta, complicações. Acho que o importante sobre essa carta é saber que nada aqui é sério, é tudo meio simulado, lúdico. Tipo briga de menino, sabe? A fronteira entre a brincadeira e a agressão é muito tênue, e é o que eu vejo nessa carta.

Essa carta pode até representar discórdia e briguinhas, mas é mais a busca da desestabilização como uma forma de “usar as ferraduras novas” do que o genuíno desejo de agredir e injuriar do Cinco de Espadas, por exemplo.

A desordem que reina aqui recebe um fim na carta seguinte, onde a gente pode ver o nobre cavaleiro que chegou e colocou ordem no pedaço. Os cinco meninos agora tem alguém a quem obedecer, e o seguem. A energia deles é canalizada a um fim específico. Esse é o êxito do Seis de Paus.

Astrologicamente, essa carta é Saturno em Leão, então a gente pode facilmente ver as associações de dificuldades e lutas da vida (Saturno) com as riquezas e glória (Leão).

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Significados concretos – –

  • Muita energia
  • Atividade constante
  • Esportes, atividade física
  • Treinamento físico
  • Brincadeira, diversão
  • Problemas, complicações
  • Luta cotidiana

Tá se perguntando como decidir-se entre os significados? Intuição + cartas vizinhas + contexto da leitura + dignidades (se você as usa). Mistério nenhum…

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CINCO DE PENTAGRAMAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Continuando na vibe dos Cincos, outra carta desse número, do naipe de Pentagramas. Faz tempo que eu tive esse insight, mas vou aproveitar o espaço. Foi durante uma conversa com uma leitora do blog, no chat – adoro essas conversas casuais, insights costumam vir quando a gente menos espera por eles.

No Cinco de Pentagramas, vemos sutilmente uma mensagem de cunho social, e profundamente filosófica também. Num nível imediato, a imagem dessa carta denuncia as mazelas da nossa sociedade, com seus contrastes; em um nível mais profundo, contempla a própria condição humana.

Essa carta mostra uma condição marginal – do lado de fora, os mendigos, leprosos, sem rumo na neve do inverno – são os danados, a “sobra” da sociedade. Do outro lado, do qual só podemos ter uma vaga sugestão pelo vitral, o interior quente, confortável e ricamente ornado da catedral – o mainstream social, a Igreja, dona da mentalidade vigente, do establishment. Na carta, temos, muito levemente, esse contraste delineado.

Tradicionalmente, os dois naipes “masculinos” – Bastões e Espadas – tratam da busca individual, ao passo que os dois naipes “femininos” – Copas e Pentagramas – tratam do convívio social, da família, e da vida em comum. O naipe de Pentagramas é tematizado no trabalho, na atividade que dá frutos e se converte em valor corrente, no funcionamento da sociedade como um organismo. Se você não participa da sociedade, você está fora dela, automaticamente destinado a vagar sem rumo, sem teto, com uma identidade fraturada pela ausência de um lugar próprio.

Pensando um pouco mais, essa carta traz também uma interessante mensagem espiritual. Tudo se centra na janela. A janela é também um símbolo de passagem, e marca o contato limitado entre dois mundos, entre dois estados de ser. Aqui, ela é uma ligação entre a realidade hostil do mundo humano, e a graça e glória do mundo espiritual, do qual só temos um mero vislumbre através das cores do vitral. Os dois mendigos retratam a condição humana, e poderiam mesmo ser comparados às duas personagens (um homem e uma mulher, a propósito) acorrentadas no Diabo e lançadas da Torre. Somos nós. E a mensagem da carta é bem simples – longe do Espírito, nós, como eles, não somos nada além de carne ambulante e perecível às intempéries.

Eu tive esse insight durante uma leitura destinada a responder a uma pergunta simples da leitora com quem eu conversava – será que a gente manipula ou falseia a leitura? Pra mim, a resposta foi clara – qualquer falsidade é decorrente da nossa própria miséria, e da nossa dificuldade em ver a realidade do Espírito através das cartas. O Tarot é mesmo uma janela para outra percepção de realidade, mais ampla.

A interpretação de Waite é tão direta como a imagem – essencialmente, “percalços materiais” mesmo. Talvez não tão dramáticos como na carta, mas ela passa a ideia. Waite também menciona um significado alternativo de amor, união e afinidades, que é o significado mais antigo atribuído a essa carta (o que trata de problemas com dinheiro é da GD). Embora Waite se queixe sobre a dificuldade em conciliar ambos significados, Pamela parece ter empregado seu talento aqui com maestria ao retratar um casal miserável – mesmo sob a miséria total, eles não se separam. Em leituras sobre amor, eu às vezes leio essa carta como o casal passando por dificuldades que testam sua união.

A ilustração do vitral sempre me intrigou… ela mostra os cinco pentagramas dispostos em uma árvore. O que será que isso quer indicar? A Árvore da Vida? Crescimento? A Árvore do Mundo, tipo Yggdrasil, de onde tudo provém (a Árvore como fonte espiritual)?

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FATOS SIMPLES

  • No Rider-Waite-Smith, os Cincos são todos associados à quinta sephirah, Gevurah, que corresponde a Marte, e é por isso que todos eles são cartas difíceis.
  • Preste a atenção à figura da esquerda. Ela carrega um sino no pescoço. Esse é um antigo sinal de lepra – leprosos costumavam ter sinos no pescoço para que as pessoas soubessem facilmente quando eles se aproximavam e, assim, saíssem de perto. Os curativos na cabeça e no pé direito do homem confirmam isso. Mais uma vez, a temática da intensa exclusão social.
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"Silent morning...."

"Silent morning...."

 

NOVE DE ESPADAS – – – – – é noite, a pessoa está em agonia sobre a cama;

DEZ DE ESPADAS – – – – – a noite acabou, o dia amanhece, a luz da manhã exibe a cena lúgubre.

😉

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É, achei essa ideia de comentários breves até melhor do que passar semanas me dedicando unicamente a uma carta, num post mega longo que poucas pessoas vão acabar lendo. Comentários são bem vindos. Ideias, idem.

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SOM

A trilha sonora de hoje foi mais electro pop, e quem marcou presença foi – –

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NEW YOUNG PONY CLUB, com F.A.N., penúltima faixa do primeiro album da banda, Fantastic Playroom, de 2007.

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DRAGONETTE, marcando presença com My Things, diretamente do último album da banda, Mixin to Thrill, na verdade uma compilação de mixes lançada esse ano..

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LADYTRON, arrasando com Playgirl, do primeiro album da banda, 604, de 2001.

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PORTISHEAD, num remix de Machine Gun feito pelo NOISE FLOOR CREW. A faixa vem originalmente do tão esperado Third, de 2008.

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PONY PONY RUN RUN, com hit Walking On a Line, do album You Need Pony Pony Run Run, de 2009.

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THE TING TINGS, contribuindo com Shut Up and Let Me Go, um dos hits do album debut deles We Started Nothing, também de 2008.

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CHUNGKING, com a eletrizante Slow It Down, parte de Stay Up Forever, de 2007..

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BRITNEY SPEARS, com Break the Ice, uma das melhores faixas do seu quinto album de estúdio, Blackout, lançado em 2007..

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APPARAT, marcando presença com Arcadia, de seu album Walls, 2007..

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ANNELI DRECKER, fechando o set com louvor com Stop This, uma das faixas mais legais de Frolic, de 2005.

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LINK

JAMES RIOUX é um dos melhores escritores de Tarot que eu conheço, e um dos que estão nas minhas bases de estudo. Você pode checar muitos artigos dele aqui. O site está meio mal cuidado, mas não se engane – conteúdo excelente. James também é o autor dos significados para as cartas que constam no site da ATA – American Tarot Association, a associação de Tarot dos Estados Unidos – textos excelentes, foram por muito tempo minha fonte primária de consulta – – aqui. Vale total à pena.

setembro 23, 2010

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR – O TAROT SE BASTA?

Filed under: Audio — Tags:, , — Leonardo Dias @ 3:18 AM

podcast #5 aqui!

O Tarot se basta? Ele deve ser suficiente para se realizar uma leitura. Luci, outra participante da comunidade de Orkut da Rainha de Ouros, levantou recentemente essa questão para mim. Esse é um assunto que eu vejo com freqüência em grupos de discussão sobre Tarot, e vi no ensejo dado pela Luci uma ótima oportunidade para expor a posição do Descobrindo o Tarot a respeito. O resultado vocês podem conferir AQUI.

No geral, eu poderia responder que o Tarot pode se bastar, mas ele não precisa se bastar sempre. O Tarot é um sistema simbólico que admite e comporta bem associações e interações com outros sistemas. A autonomia do Tarot como ferramenta divinatória não exclui suas outras possibilidades, e fica a cargo de cada praticante estabelecer tais parâmetros, optanto por essa ou aquela abordagem, de acordo com o que sua personalidade requer para que se realize uma conexão com essa ferramenta que é o Tarot.

A citação da Cynthia Giles que eu leio no audio é a seguinte –

“Na verdade, o Tarot não é só uma ferramenta. Ele é uma caixa de ferramentas inteira. A prática do Tarot pode ser realizada em diversos níveis diferentes, variando do equivalente a fritar um ovo, ao equivalente a cozinhar uma refeição completa, quatro estrelas. E essa caixa de ferramentas expande-se para encontrar suas necessidades tão longe quanto seu progresso for capaz de ir.”


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A set list do audio de hoje gira mais em torno do disco e vintage house. Confira abaixo os nomes – –

 

 

Candi Staton, com o super hit Young Hearts Run Free, lançado em 1976;

 

Hercules & Love Affair, arrasando no disco contemporâneo com Athene, de 2008;

 

George Michael, criticando o governo Bush com estilo nessa faixa super funky, Shoot the Dog, de 2002;

 

Michael Jackson, com Don’t Stop ‘til You Get Enough, um de seus grandes sucessos, lançada em 1979;

 

Sister Sledge, dando muito close com Lost in Music, também de 1979;

 

Lipps, Inc., com um dos hits epitômicos da era disco,  Funkytown, de 1980;

 

 

Scissor Sisters, fechando o set com um remix de Filthy/Gorgeous, de 2005.

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Agradeço especialmente à Luci, por levantar a questão e me dar a oportunidade de falar disso um pouco!

setembro 14, 2010

LEITURA DE CARTAS TEMATIZADA NA DICOTOMIA DE IMAGEM X CONCEITO

podcast #3 aqui!

Como conciliar os conceitos que motivaram a criação das imagens de cada carta, com as imagens em si? Dando uma lida no blog do John Ballantrae, me deparei mais uma vez com essa questão. Dessa vez, fiz diferente, e decidi perguntar ao próprio Tarot como eu deveria proceder. Enquanto eu lia as cartas, achei que seria boa ideia gravar e postar como áudio, pra compartilhar com os leitores do blog. Procurei usar a leitura também como uma forma de ilustrar um pouco dos dois processos de leitura – o que se baseia nos significados, e o que se inspira diretamente nas imagens. A ideia central foi a de, com efeito, combinar ambas formas de ler. O resultado você pode conferir AQUI! Eu ainda não consegui incluir meus audios no player do WordPress, então, ao menos por enquanto, quem quiser escutar as gravações vai ter que acessar o Too Files, que é onde eu armazeno meus arquivos de audio.

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A trilha sonora para o áudio de hoje orbita em torno do pop negro americano do período musical que vai dos anos 50 aos 70, com blues, jazz e disco. Confira o set –

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.Etta James – At Last! e Stormy Weather

 

.Ray Charles – I Can’t Stop Loving You

 

.Stevie Wonder – My Cherie Amour

 

.Thelma Houston – Don’t Leave Me this Way…

 

.Marvin Gaye – Got to Give It Up

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Ilustração Blaze, op art por Bridget Riley, 1963. Peguei aqui (ótimo site de arte).

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Links

Minha jogada de três cartas, aqui – é o primeiro item.

Post do Descobrindo o Tarot sobre dignidades elementais, aqui e aqui.

Blog e site do John Ballantrae.

Post com a temática de imagem e conceito, aqui.

Tarô, a Sorte Pelas Cartas, tradução do The Pictorial Key to the Tarot, de Arthur E. Waite, lançado no Brasil pela Ediouro. Link para 4shared, aqui.

setembro 7, 2010

TAROT E VIDÊNCIA

Filed under: Audio — Tags:, , , , , , — Leonardo Dias @ 10:54 PM

podcast #2 aqui!

“É preciso ser vidente pra jogar Tarot?” Essa parece ser uma das perguntas de um milhão de dólares de quem começa a estudar as cartas. Diante do número de leitores levantando essa questão, decidi fazer esse audio pra abordar o assunto. Clique aqui para acessar o arquivo de audio.

O som do audio de hoje fica por conta de Gorillaz, album Plastic Beach (2010),  faixa homônima – ultra mega bem produzido, muito bom pra quem curte hip hop alternativo e sons eletrônicos em geral.

Blogs/sites mencionados no audio – 78notes.blogspot.com, da Ginny Hunt; TheTarot.ca, de John Ballantrae. Eu descobri o trabalho do John pelo canal que ele tem no YouTube, com videos muito legais sobre Tarot. John também oferece um curso de Tarot – são cerca de 24 horas, dispostas em 94 videos em 3 dvds, mais arquivos de audio. Não fiz o curso, mas parece ser muito bom.

Agradecimentos especiais pra Aluara, que me inspirou a pensar nesse assunto e, por tabela, a tratar dele aqui no blog. A Aluara faz um trabalho muito legal com Reiki, Reprogramação Mental e Tarot, e você pode saber mais sobre isso em seu blog – www.aluara.wordpress.com.

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