Descobrindo o Tarot

abril 24, 2012

PODCAST # 12 – EVENTOS DE 2012 + PERGUNTAS & RESPOSTAS

Filed under: Audio — Tags:, , , , , , , — Leonardo Dias @ 4:43 AM

Ainda que o sol não esteja mais em Aries, aí está meu podcast especial pra entrada do sol no líder do zodíaco. O podcast conta com um resumo sobre alguns dos principais eventos reservados para 2012 girando em torno do tarot, bem como com algumas respostas minhas a perguntas feitas pelos leitores.

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PODCAST #12

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Links

Mystic Fair Rio

Mystic Fair Sampa

Espaço Faces da Lua – espaço da Confraria do Tarot

Tarô, Simbologia e Ocultismo – info sobre a reedição da trilogia de Nei Naiff

Espaço de Luz – site da Patrícia Burnay e do Jorge Pedro

Agenda Pagã – blog voltado para eventos relacionados a paganismo e misticismo em geral

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Line-up musical

Lady Gaga – Yoü and I

Billie Holiday – God Bless the Child

Aretha Franklin – Respect

Marissa Nadler – Mexican Summer

Xuxa – Doce Mel

Jordy – Dur Dur d’Être Bébé

Mariah Carey – Boy (I Need You)

Elton John – Nikita

Norah Jones – Turn Me On

Sophie-Ellis Bextor – Murder on the Dancefloor

Celine Dion – A New Day Has Come

The Supremes – Baby Love

Bessie Smith – Careless Love blues

Lady Gaga – Disco Heaven

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maio 25, 2011

WORLD TAROT DAY/DIA MUNDIAL DO TAROT – videos

Filed under: Videos — Tags:, , — Leonardo Dias @ 7:01 PM

Aí estão os videos que eu fiz pro Dia Mundial do Tarot – o primeiro em português, o segundo em inglês. Feliz Dia do Tarot pra todo mundo!

maio 18, 2011

DIA MUNDIAL DO TAROT – saiba como participar!

Filed under: Lembretes, Videos — Tags:, , , , , — Leonardo Dias @ 10:29 PM


Agora no próximo dia 25/05 é comemorado o World Tarot Day, ou Dia Mundial do Tarot. A comemoração oficial desse ano, presidida pela Tarot Professionals, será um evento interativo mundial, e você também vai poder participar – inclusive concorrendo a vários prêmios!

Aqui no Brasil, as meninas do blog Divinnare participam do evento divulgando a comemoração por aqui, e também concedendo prêmios às melhores participações!

Saiba como assistindo ao video.




LINKS

World Tarot Day – Página oficial do Evento

Blog Divinnare (info em português)

Tarot Professionals

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APOIO

Além do DOT, outros blogs e eventos suportam a causa – não deixe de visitá-los – –

Conversas Cartomânticas, do Emanuel.

Tarot: Leitura e Escrita, da Pietra di Chiaro Luna.

Tarotteando, da Lu Onofre.

Confraria de Tarot, evento de Tarot a acontecer em São Paulo, nos dias 09-10/Jul.

dezembro 25, 2010

UPDATES DE SIGNIFICADO 9 – Cinco de Copas + ‘Bridge Over Troubled Water’

Novas visões sobre uma carta em particular podem vir de qualquer direção. As que aparecem espontaneamente costumam ser as melhores.

Durante umas boas horas antes de começar a escrever esse texto, fiquei com uma música na cabeça, tocando sem parar. Eu estava fora de casa, e assim que cheguei, logo baixei a tal música. Ao ler as letras, a identificação foi imediata – bam!, Cinco de Copas.

Na primeira vez que eu decidi analisar um pouco mais a fundo o Cinco de Copas, nunca imaginei que seria uma canção que me elucidaria de forma tão especial o que essa carta representa.

Todo mundo conhece Bridge Over Troubled Water, de Paul Simon & Art Garfunkel; bem, ao menos todo mundo dos vinte e muitos pra cima. Single epônimo do album que acabou sendo o último da carreira dos dois cantores como dupla, Bridge Over Troubled Water permaneceu por nada menos que seis semanas no primeiro lugar das top cem da Billboard, assim que o album em questão foi lançado, nos primeiros meses de 1970. A canção fala sobre amor e companheirismo em momentos difíceis e tem a típica sonoridade melosa dos anos setenta, com boas doses de eco, solos de piano e final grandioso orquestrado sugerindo sentimentos transcendentes.

A imagem central da canção é o que me remete ao Cinco de Copas. No refrão, Garfunkel, com sua voz de falsete, canta –

I’ll take your part
When darkness comes
And pain is all around
Like a bridge over troubled water
I will lay me down
Like a bridge over troubled water
I will lay me down

Eu ficarei ao seu lado
Quando a escuridão vier
E a dor estiver em todo lugar
Como uma ponte sobre águas agitadas
Eu me dedicarei a você
Como uma ponte sobre águas agitadas
Eu me dedicarei a você

Com a figura da ponte, Simon cria uma bonita imagem de cumplicidade e solidariedade, suporte emocional. Nas águas agitadas das emoções de seu interlocutor, Simon oferece-se como a ponte, pela qual ele poderá passar incólume, sem ser levado pelas águas.

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Ao fundo da cena do Cinco de Copas, há uma ponte.

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

(‘…uma ponte está ao fundo, levando a uma pequena fortaleza ou propriedade.’)

Arthur E. Waite, The Pictorial Key to the Tarot.

O papel da ponte no background do Cinco de Copas é difícil de precisar com certeza. Seja qual for, certamente não é eventual, visto que Waite faz questão de mencioná-la em sua curta descrição para essa carta.

Capa do album "Bridge Over Troubled Waters", de Simon and Garfunkel, 1970

A recorrência desse motivo da ponte, me ocorre, poderia explicar sua presença condensada em imagem no Cinco de Copas – não obstante o gap temporal entre a carta e as duas canções. Talvez essa figura de linguagem seja comum à língua inglesa, talvez seja algum tipo de expressão.

Na carta, temos às margens do primeiro plano o retrato de um estado emocional pesado, de desamparo e solidão; às margens do fundo, uma construção. No universo pictórico do RWS, construções e casas têm sugerida essa implicação de segurança, paz e proteção. Ligando os dois estados, a ponte.

Estaria tal ponte, portanto, destinada a transportar o personagem para um lugar mais seguro? Outra carta que carrega essa conotação de transporte para uma margem mais tranquila é o Seis de Espadas. No entanto, nesse Seis, a mudança (e não o estado ruim, como no Cinco) recebe o foco, e resume-se em ação. No Cinco, o foco está no estado,
enquanto a mudança, representada pela ponte ao fundo, recebe um papel secundário, e parece representar mais uma possibilidade de transição que uma transição de fato. A ponte está ali, porém cabe ao personagem triste decidir cruzá-la. Então, como a ponte de Bridge Over Troubled Waters, ele poderá passar por esse momento difícil sem ser carregado por ele.

Na próxima vez que você vir o Cinco de Copas, não entre na noia do personagem central, mas procure a mensagem das entrelinhas. Não veja somente tristeza – veja também possibilidade de recuperação e transição. Está na carta.

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Som. . . Prá quem quiser escutar a música na íntegra, só clicar aqui. Para baixar o arquivo a partir desse link, clique com o botão direito e escolha a opção ‘salvar link como’.

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Biblio. . . info sobre a música foi tirada da Wikipedia.

dezembro 17, 2010

ARTE – Jason Pitzl-Waters

Filed under: Diversos — Tags:, , — Leonardo Dias @ 12:42 AM

Gostou da arte do último post, sobre o Dez de Bastões? O autor é Jason Pitzl-Waters. Encontrei seu trabalho ao acaso, buscando por versões legais para essa carta.

Além de artista, Jason também é escritor, blogger e, como ele mesmo salienta, marido. Para conhecer mais os trabalhos de Jason, visite seu blog, Wildhunt.org.

Abaixo, dois outros trabalhos do artista, também baseados no Tarot – sua versão para a décima terceira carta, e a incrível Nossa Senhora do Três de Espadas, ambos baseados nas imagens de Pamela Smith para o Rider-Waite. Os trabalhos de pintura de Jason podem ser conferidos em seu site especialmente dedicado a isso, o EpimetheusStudio.

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"Death", Jason Pitzl-Waters.

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"Our Lady of the 3 of Swords", Jason Pitzl-Waters

dezembro 5, 2010

QUALQUER SEMELHANÇA É MERA COINCIDÊNCIA (?)

Filed under: Diversos — Tags:, , , , — Leonardo Dias @ 2:24 AM

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Ilustração de capa do livro Diferente como Chanel (Different like Coco, 2007), de Eliabeth Mattews versus versão para a carta O Louco do baralho Rider-Waite-Smith, por Pamela Smith (1909). Impossível não comparar. Total sugerindo que a primeira é inspirada na segunda. E até que faz muito sentido – prá quem não sabe, a francesa Coco Chanel trouxe o espírito revolucionário e quebra-paradigmas do Louco para o mundo da moda, em plenos anos 10-20. Como o título do livro sugere, ela fez a diferença.

E, sim, ela é a fundadora da griffe Chanel.

novembro 7, 2010

A INCRÍVEL LISTA NEGRA DAS CARTAS MENOS QUERIDAS DO LEO

PODCAST aqui

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Todo mundo que estuda Tarot tem aquelas cartas que detesta, certo? Pois, eu não fujo à regra. Todo mundo já teve, ao menos uma vez na vida, uma ideia super legal em um desses momentos íntimos no banheiro, certo (banho, escovando os dentes, fazendo xixi… vocês sabem)? Pois é, também não fujo a essa regra, rs. Junte as duas coisas e temos o momento em que eu tive a mirabolante ideia de expor, aqui no blog, as cartas de que eu não gosto.

Uma regra geral sobre cartas malquistas (essa palavra existe?) é que, bastante como o resto de coisas na vida, elas nos são malquistas quase sempre porque não conseguimos entendê-las bem o suficiente, o que as torna responsáveis por aqueles antológicos momentos de embaraço, titubeio e gaguejo nas leituras. E então temos o lado B da minha ideia mirabolante – já que eu vou falar quais cartas são, por que não também estudá-las mais, para assim entendê-las melhor? É o que vamos fazer aqui!

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Primeiro, farei uma lista, na ordem, das cartas que mais me incomodam com breves comentários. Procurarei me ater às cartas mais confusas pra mim – caso contrário, metade do baralho estaria aqui. Vale dizer que, por cartas que eu não entendo, leiam-se aquelas com as quais eu não tenho uma ligação íntima que vá além dos conceitos-chave bobos. Elas são minhas ‘conhecidas’, em comparação com outras cartas ‘amigas’, e ainda outras ‘amantes’. E pra quem quiser saber, eu tenho um relacionamento estável de longa data com os Enamorados – é basicamente um ménage-à-trois.

Então, mãos à obra!

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A INCRÍVEL LISTA NEGRA DAS CARTAS MENOS QUERIDAS DO LEO


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Arcanos Maiores


A Grande Sacerdotisa – Tudo bem, ela é uma sacerdotisa, e ela é Grande. Tudo bem ainda, ela é a própria Lua, e o princípio feminino em si. Mas eu tenho que confessar, eu não gosto muito dela – talvez porque eu não gosto de mulher? (haha). A verdade é que a Grande Sacerdotisa quase sempre cala minha boca quando aparece numa leitura. Pra mim, na maioria das vezes, ela não diz muito além de segredos, mistérios, coisas ocultas, e a tal da ‘voz interior’ que, se eu mencionar em mais alguma consulta, eu apanho. Além desses clichés jaz um mar plácido de silêncio bem parecido, aliás, com o que existe às costas da nossa honrada dama. Assim, a Grande Sacerdotisa inaugura minha lista negra. Começamos bem.

O Imperador – essa é uma carta tão… tão… tão… que não me diz quase nada. Poder. Autoridade. Ordem. Regra. Rigidez. Tabom, mas e aí? Cartas grandiloquentes demais sempre me incomodam…

O Eremita esse é outro. Solidão. Exílio. Bla bla bla… Essa é uma das cartas mais estranhas pra mim.

 

A Roda da Fortuna – logo em seguida, temos a grande roda. Essa tem os símbolos mais confusos, enigmáticos e estranhos, e sempre me dá uma certa cinuca de bico na leitura, não tanto porque eu não a entendo, mas muito porque essa coisa de mudança é muito, muito (e eu vou por mais um) muito batida. “Eu vejo uma mudança na sua vida…” Uhun… O que mais podemos fazer de você, rodinha?

Temperança – eu, e toda a torcida do Corinthians (eu não acredito que eu acabei de mencionar um time de futebol no meu blog…) não gostam dessa carta. Gente, que carta mais confusa. E a sua correspondência com Sagitário então? Nonsense aparente – e, por favor, me poupem do papo batido de isso-de-correspondência-não-funciona. Claro que funciona. A Temperança é uma carta linda, mas tente lê-la em diversas situações, e sua cabeça dá um nó. Dentríssima da lista.

Julgamento – sem comentários sobre essa aqui. Simplesmente sem comentários. Nem sei o que dizer, dado meu nível de profunda compreensão dessa carta. Tem lugar de honra na lista negra.

O Mundo – êxito. Sucesso. Felicidade. Alegria. Plenitude. A tal da porra da Compleição. E não nos esqueçamos da Realização também. Além disso, o que temos? Vento. “Eu vejo um momento de intensa realização na sua vida” – e lá se vão 50 reais da mão do consulente pra mão do leitor. Sim…

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Naipe de Bastões


Oito de Bastõeseu tenho certeza que uma pessoa que olha o Rider-Waite-Smith pela primeira vez, ao passar os olhos sobre essa carta, vai pensar algo como “que porra é essa?”. É o que eu ainda sinto – embora não diga com tanta freqüência, especialmente durante leituras – por essa carta. Tabom, dardos, lanças me fazem sempre lembrar daquele esporte olímpico que nunca passa na TV aqui (porque quem mesmo se importa com outros esportes quando temos nosso incrível e mirabolante e maravilhoso futebol pra se preocupar, né? Falei de futebol denovo), chamado lançamento de dardos, ou algo assim. Coisas rápidas. Súbitas. OK… e daí? Uma vez essa carta caiu quando eu perguntei se ia ficar com um cara – e eu fiquei com ele no dia seguinte 😛

 

Mas ela vai pra listinha mesmo assim, vai ser divertido pesquisar sobre essa aqui.

Nove de Bastões – essa eu entendo, mas não entendo, então ela entra.

 

Rei de Bastões – o Rei de Bastões é esquisito. O Rei de Paus do Marseille era o personagem mais bonito (ou melhor, o menos feio) do baralho, então eu sempre dizia que ele era meu marido – porque eu sou megalomaníaco. Todas as figuras da corte são esquisitas – mas esse recebeu uma dose extra de estranhice. Lugar cativo na lista de Leondler (Leo + Schindler, gostou?)

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Naipe de Copas

 


Oito de Copasiniciamos o naipe de Copas com a incrível carta Oito de Copas. Saturno em Peixes. Certo. Só esse eclipse já é digno de colocá-la aqui. Eu entendo ela, mas não entendo também, e o eclipse me deixou sem outras alternativas, rsrs.

 

Rei de Copas eu acho que eu tenho um problema com reis…

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Naipe de Espadas


Ás de Espadasases são cartas esquisitas. Mas eu até dou conta dos dois ases anteriores. Agora, esse aqui… não dá. Já teve vezes que eu lindamente fingi que ele não estava na leitura. Mas não faz mal, eu sei que as consciências do Tarot sabiam que eu ia ignorar a carta, então… (desculpa esfarrapada).

Três de Espadassem comentários. Essa aqui, se eu pudesse, acidentalmente queimava.

 

Cinco de Espadasessa aqui quase não entra, porque trouxe uma mega confusão pra minha vida a última vez que tentei estudá-la. Mas vamos colocar ela aqui com muito cuidado e respeito, bem devagarinho, só pra constar, tá? Não fica brava comigo não, ok?

Seis de Espadasjá tentei umas três vezes entender essa carta mais a fundo. Como vocês podem perceber, não deu muito certo…

Sete de EspadasWTF? Essa é outra que traz momentos que-porra-é-essa.

Rei de Espadaseu e meu problema com reis. Sempre gostei mais dos Cavaleiros – porque eu tenho alma de princesa 😛

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Naipe de Pentáculos

 


Ás de Pentáculoso que? Não entendi… Fala denovo. Ahn?? Ah, sim, força material. Dinheiro. Assuntos materiais. “Cuz we are living in a material world, and I am a material girl…”

Sete de PentáculosOlhando, olhando… olhando mais um pouquinho. Mmhmm….Deixa eu olhar mais um pouquinho. Pamela, querida, dá pra fazer essa aqui denovo?

Rei de Pentáculossó pra não perder o costume. Ele ia ficar bravo se eu deixasse ele de fora…

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Pois, é isso. Futuramente, no blog, estarei tratando (vamos incluir o gerundismo na língua portuguesa – ‘não pode vencê-los, junte-se a eles’) dessas cartas aí. Talvez eu inclua tais posts na categoria Updates de Significado, talvez não – eu poderia mesmo criar uma categoria específica pra cartas que eu detesto, não?? Como é um número considerável de cartas – vinte e uma – talvez eu fale de mais de uma ao mesmo tempo em posts, especialmente aquelas pertencentes a um mesmo naipe.

novembro 6, 2010

CASTELO DE CARTAS

Filed under: Lembretes, Notas — Tags:, , , , — Leonardo Dias @ 5:27 AM

Imagem alternativa para a Torre – House of Cards. Se desfazendo. No ar. Existe certa beleza nisso. Como a beleza dos filmes de catástrofe (mais sobre isso logo abaixo).

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“Cortem-lhe a cabeça!” gritou a Rainha com o máximo de sua voz. Ninguém se moveu.“Quem se importa com você?” disse Alice (ela acabara de crescer até o seu tamanho normal).”Vocês não passam de um maço de cartas!”Naquele momento, todo o baralho voou pelos ares e começou a cair em sua direção (…)

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Tive um sonho com a Torre hoje. Uma voz me disse que ela é originalmente um símbolo fálico, mas que as pessoas com o tempo passaram a associar ela aos significados corriqueiros de hoje. No sonho, uma torre como que num filme de animação com papéis aparecia, com raios e chuva.

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Alguémparouprapensarque,setemumraionaTorre,éporquetavachovendo?

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Acordei com House of Cards do Radiohead, album In Raibows (2007), tocando na minha cabeça, e assim ficou por boa parte do dia.

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ATorrecorrespondeaMarte. Marte rege acidentes, catástrofes, violência – e também tem a ver com o falo, aliás (vide seu símbolo K). Pênis. (eu pessoalmente acho que essa palavra não dá muito bem o feeling do membro e si, mas tudo bem)

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Cinco segundos.

Quatro.

Três.

Talvez, um.

É o tempo pra que algo

passe de ser de tudo,

a ser nada.

É o tempo pra que algo

venha abaixo.

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Cinco segundos.

Um.

Meio.

É o tempo que dura

um orgasmo.

Ou o clímax de uma música.

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Imagem (demasiadamente) alternativa da Torre. O foguete sobe. Tem fogo, tem explosão, tem barulho, tem toda uma estrutura que se desfaz. O foguete é um falo. E ele sobre pros céus – pras estrelas.

Foguetes e exploração espacial são regidos pro Urano. Urano é visto por alguns como a ‘oitava superior’ de Marte. Talvez o foguete seja a versão hyper-moderna da Torre 😛

Como eu disse faz um tempo, eu gosto de filmes de catástrofe, tipo aqueles de fim de mundo. Abaixo, uma seleção de cenas desse estilo.


setembro 30, 2010

NOTAS / UPDATES – – significados concretos + ouros nomes + card counting + lady gaga! + cortando + leitura relâmpago + espírito?

Alguns updates dignos de notas – ou algumas notas dignas de update – depende de como você vê, rs.

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Leituras não-posicionais + Significados concretos. . . . .Esses dias, coincidentemente ou não, eu tenho visto por aí muito essa questão de significados mais concretos para as cartas. O fato é que eu já vi mais de uma vez pessoas dizendo que as leituras podem ficar mais fáceis quando cada carta significa menos coisas – ou quando você não flexiona os significados das cartas demais. Tipo, Dois de Ouros = comércio, troca – e só. Mas eu flexiono. Bastante. Em geral, eu costumo atribuir certo conceito raiz para uma carta, que é o que eu identifico como sendo a ideia central dela, através da imagem e do que se estabeleceu como seu significado, como também através de coisas como seu lugar no sistema de correspondências da Golden Dawn. E eu trabalho com isso. Desse ponto de vista mais conceitualizador, as coisas se definem pouco. O Dois de Ouros pode indicar coisas como flexibilidade, troca, alternação, brincadeira, jogo, diversão, mobilidade, sutileza, agilidade, trocas, mensagens, etc etc. Na prática, isso pode confundir, admito. Mas, eu sempre penso isso, e quando a pessoa pergunta sobre, sei lá, amor, e cai o Dois de Ouros? Se a gente não flexiona os significados, a resposta vai ser algo como comércio, ou viagens? Agora, isso sim confunde. Eu nunca gostei muito da ideia de trabalhar com uma gama de significados reduzida por achar isso empobrecedor, porém, praticando mais com leituras não-posicionais, tenho visto que chega a ser uma necessidade. A coisa muda de figura.

Quando a gente joga com a estrutura pronta das leituras posicionais, é mais fácil flexionar os significados, fazer abstrações encima deles, porque você tem a estrutura das posições na espinha dorsal do processo, e você não se perde. Você tem um ponto de referência concreto à disposição. Assim, um Dois de Ouros pode ser mais que simplesmente transações financeiras e comércio – pode falar de flexibilidade e versatilidade, por exemplo. Isso fica mais difícil quando você não tem nada mais que as cartas para ler. Sem posições, e mesmo sem temas. Assim, de certa forma, eu to meio que descobrindo o valor de ver o naipe de Ouros só falando de dinheiro, e o de Copas só de relacionamentos. No Pictorial Key to the Tarot, Waite segue mais essa linha de pensamento, dando a cada carta significados bem concretos e simples, geralmente muito bem retratados e sumarizados em sua respectiva imagem. Mas, claro, nada deve ser gravado em pedra também. Se a gente pensar nas cartas como forças, a gente percebe que elas podem se manifestar de várias formas diferentes. Uma leitura, e especialmente uma leitura sem posições, se torna meio que um mapa das forças atuantes naquele momento. Já falei isso por aqui

De qualquer forma, fica a ideia. Significados concretos tornam a leitura mais tangível, tanto para o leitor como para o consulente. E isso não pode ser nada senão proveitoso – afinal de contas, estamos em Assiah, o mundo da ação, em não em Yetzirah, ou Briah 😉

Talvez chegou a hora de buscar um pouco mais de concretude nas minhas leituras. Mmm…

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O nome do Naipe de Terra . . . . .Eu tenho pra mim que, concernente ao nome e à identificação, o naipe do elemento Terra é o mais variado dos quatro. Tradicionalmente chamado de Moedas (Coins), ele passou a ser chamado de Pentáculos (Pentacles, em inglês, Pantacle, em francês) no século 18/19 e, posteriormente, Discos (Disks). Seu símbolo também mudou um pouco, com as moedas sendo substituídas por discos com pentagramas gravados neles. Pra quem não sabe, pentagramas são aquelas estrelas de cinco pontas que a gente encontra nos discos do naipe de Ouros do RWS, por exemplo. E, eventualmente, no pescoço desse ou daquele wiccano, no metro, na padaria, na balada…

O que eu tenho pensado é, já que eu uso o RWS, talvez eu devesse usar aqui no blog uma nomenclatura mais fiel à terminologia empregada nesse baralho para denominar cada naipe. Na prática, Ouros passaria a ser Pentáculos ou Pentagramas, e Paus passaria a ser Bastões, ou mesmo Cetros – uma tradução mais adequada de Wands, em inglês. Em português não existe distinção entre a nomenclatura dos naipes do Tarot e do baralho comum – em inglês existe. Dá uma olhada na tabelinha – –


Isso sempre me confunde demais, de forma que, se eu vou jogar baralho com algum amigo que fala inglês, eu acabo sempre dizendo os nomes dos naipes em tarotês, e todo mundo fica olhando pra minha cara.

Bem, mas voltando ao naipe de Ouros – quer saber como que Moedas virou Pentagramas?

Tudo parece ter sido fruto de um mal-entendido que acabou se fixando – coisas do século 19, rs. De acordo com Paul Huson (Mystical Origins of the Tarot, livro incrível, compre!) Mathers é o responsável pela introdução do termo Pentacle, e isso se deve a um mal-entendido de tradução do francês para o inglês. Mathers bebeu de Lévi. Em um de seus livros, Lévi refere-se à Moeda do Tarot dizendo tratar-se de um pantacle. Pantacle é, na verdade, uma palavra inventada por Lévi, variante de pentacle, que quer dizer “pentagrama”, “estrela de cinco pontas”. Lévi criou essa diferença de grafia para designar um novo termo – é um neologismo dele, portanto. No uso que Lévi fazia da palavra, pantacle significa basicamente um talismã, um amuleto. Foi nesse sentido que ele se referiu às moedas do naipe de Ouros do Tarot como pantacles, ou seja, amuletos, talismãs. Ele quis dizer que as moedas eram símbolos vivos que sumarizavam e portavam um conceito mágico, ou uma doutrina mágica. Se a gente viajar um pouco, pode pensar no naipe de Pentagramas como o receptáculo material da força espiritual/imaterial dos ouros três naipes – daí ele ser visto como um talismã. Mathers, aparentemente, carregou essa afirmação para outro nível, e Waite, provavelmente seguindo Mathers, incluiu pentagramas nos discos dourados do seu naipe de Ouros. No Pictorial Key, Waite diz –

O signo do naipe é representado como gravado e brasonado com o pentagrama, mostrando a correspondência dos quatro elementos da natureza humana pela qual podem ser governados. Em muitos baralhos antigos de Tarot, esse naipe corresponde a moeda corrente, dinheiro, deniers. Não inventei a substituição pelos pentáculos, e não tenho motivo especial para defender a alternativa. Mas o consenso das significações divinatórias apoia alguma mudança, porque as cartas não parecem dizer respeito especialmente a questões de dinheiro.

Depois disso, o resto é história. Crowley, por sua vez, parece ter dado preferência ao termo Disk para designar esse naipe – mas isso é outra história.

Abaixo, as definições para as duas palavras na língua portuguesa – pentáculo e pentagrama – do dicionário Michaelis online

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pentáculo
pen.tá.cu.lo
sm Figura geométrica, símbolo de um ser invisível ou de uma doutrina.

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pentagrama
pen.ta.gra.ma
sm (penta+grama4) 1 Mús Conjunto de cinco linhas paralelas, sobre as quais se escrevem as notas musicais. 2 Figura simbólica ou mágica de cinco letras ou sinais. 3 Estrela de cinco pontas, símbolo do microcosmo.

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Card Counting . . . . . Não é de hoje que eu vejo essa técnica de leitura sendo citada aqui e ali. Porém, nunca me dignei muito a realmente experimentá-la. Esse fim de semana, dando uma olhada no blog do Jason, vi uns exemplos de tiragens onde ele aplica essa técnica numa leitura de Cruz Celta. Decidi experimentar um pouco com ela e, após ler alguma coisa e ver alguns videos, me arrisquei – e bam!, adorei. Card Counting, ou contagem de cartas, é uma técnica desenvolvida pela GD, destinada a ser usada em conjunto com a técnica de Elemental Dignities, ou dignidades elementais. Consiste basicamente em você contar as cartas de acordo com seu número, para extrair cartas relevantes de um grupo. É muito complicado pra explicar, mas muito fácil de entender, uma vez que você vê a técnica em ação – –

Considere a seguinte linha de cartas:


Três de Pentagramas – Oito de Pentagramas – Nove de Espadas – Quatro de Espadas – Sete de Espadas – Oito de Copas – Dois de Bastões – Sete de Bastões – Dez de Copas

A ideia é contar as cartas para verificar cartas proeminentes no processo. Existe um motivo para eu só ter incluído cartas numeradas de naipes nessa linha, e isso é porque as coisas ficam mais complicadinhas com as outras. Você pode ler essa linha normalmente – progresso feito no trabalho ou nos estudos, seguido de alguma preocupação o adoecimento que obrigam o consulente a se afastar de suas atividades por um tempo, o que o leva a reavaliar uma mudança de lugar, etc… Então, você pode aplicar a contagem de cartas. O número de cartas a serem contadas é o número da carta inicial, ou da carta onde a contagem parou pela última vez.

Começando com a primeira carta (mais uma vez, nem sempre é assim, mas pro exemplo, vai ser), Três de Pentagramas, contamos então mais duas cartas seguintes, que dá no Nove de Espadas (será que esse foco no trabalho não acabou por estafar o consulente?). Daí, você olha as cartas ao redor – Oito de Pentagramas + Quatro de Espadas (ele está muito cansado, e precisa de um tempo longe de tudo). O Oito e o Quatro são elementalmente opostos, então eles se anulam mutuamente, deixando o Nove de Espadas bastante forte. Continuando, contamos então nove cartas, junto com o Nove de Espadas – o que dá no Oito de Pentagramas, mais uma vez a temática do trabalho, com as cartas circundantes mostrando muito esforço e esgotamento mental, pânico. Continuando, chegamos no Dez de Copas – isso vai trazer satisfação e realização ao consulente, no final das contas; o Sete de Bastões e o Três de Pentagramas indicam sucesso e vitória sobre as adversidades. O Sete é elementalmente oposto ao Dez, mas o Três faz a ponte, deixando a tríade forte e positiva. O Dez conta de novo a si mesmo – ou seja, sucesso confirmado. Quando a contagem cai em uma carta em que já caiu antes, a contagem cessa. A gente acaba por identificar toda uma narrativa no meio da leitura.

Muito muito legal. O mais legal é que dá para aplicar isso a leituras posicionas também. Vou continuar a experimentar com esse método, e atualizo sobre ele mais pra frente.

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Lady Gaga + Tarot . . . . .Como toda estrela que se preze, Lady Gaga coleciona boatos a seu respeito. Um dos boatos que ultimamente têm rolado na rede em torno de sua figura especula sobre um possível envolvimento da cantora com o Tarot. O motivo é o simbolismo implicado em alguns de seus videos e imagens promocionais. De fato, algumas imagens dão algum pano pra manga. O exemplo mais comentado é, sem dúvida, o video de Poker Face, um dos singles de seu algum debut, The Fame (2008). Logo no começo desse video, Lady Gaga emerge de uma piscina, ladeada por dois cães. A semelhança com a carta da Lua é no mínimo perceptível. Mais tarde, no final mesmo video, Lady Gaga troca carícias com um rapaz em um jardim com paredes de plantas, sob o sol nascente. Mais uma vez, tem sido levantada a questão de se essa não seria uma analogia à carta 19, o Sol. Os elementos na cena podem ser comparados aos das versões mais antigas dessa carta.

Claro, existe um número considerável de diversas explicações para essas similaridades, antes que a gente comece a especular a sério o uso direto de imagens do Tarot nos videos da cantora. De qualquer forma, a ideia de que Lady Gaga usa simbolismo esotérico em sua obra já foi levantada antes, não relacionada especificamente ao Tarot. Alguns vão além, e especulam sobre um possível envolvimento de Lady Gaga com manipulação simbólica da mídia, os Illuminati e mensagens subliminares – não necessariamente nessa ordem.

Independente de Lady Gaga, eu não acho loucura postular que a cultura pop usa muito do simbolismo oculto para causar esse ou aquele efeito na mente das massas. Se símbolos realmente têm poder e influência além do perceptível, vocês acham que governos e a mídia iriam perder esse recurso?


Enquanto isso, Gaga exibe um chapéu enorme, à la lemniscata, no video para Telephone

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Fica a ideia, rs.

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A função do corte. . . . .Há alguns meses eu publiquei um post curto questionando sobre as origens do hábito de cortar as cartas na hora da leitura. Não dediquei muito pensamento a respeito dessa questão de suma importância desde então (¬¬), porém a conclusão a que eu cheguei foi que nosso hábito de cortar as cartas é provavelmente importado do carteado. Entretanto, durante uma conversa esses dias, um amigo me deu a seguinte explicação – o corte simboliza a permissão que o consulente concede ao leitor para abrir suas cartas. Legal, né? Um ato simples, que sempre passa despercebido, reveste-se de uma relevância ritualística, simbólica. Interessante.

Bem, há quem discorde – sempre há quem discorde…

De qualquer forma, ninguém vai discordar de que cortar as cartas ajuda a embaralhá-las mais – o que abre mais espaço para a “Força do Acaso” agir.

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Cortes e mais cortes – Em um de seus vídeos, John Ballantrae fala de seu hábito de embaralhar o maço três vezes e cortá-lo em montes de três, repetindo o mesmo processo por três vezes. Gostei da ideia, e tenho feito assim ultimamente. Faz muito, muito tempo, li num livro que as cartas devem ser cortadas em direção ao consulente, quando este estiver presente, e na direção do leitor, quando este estiver lendo para si mesmo. Acho que isso viro automático pra mim – sempre faço assim.

Isso faz diferença? Pra você, não – pra mim, faz. É um ato que tem poder para mim, e com certeza deve agir dentro de mim.

Isso é uma das explicações para a Magia, aliás…

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Quick Cut – corte rápido, leitura relâmpago. . . . .Mais uma que eu vi no blog do Jason. Na verdade, uma amiga minha já havia me comentado sobre essa técnica há anos, ela mesma tendo aprendido de um outro amigo. Jason diz ter pegado esse método de um livro de cartomancia chamado It’s All in the Cards, por Chita Lawrence. O mundo das técnicas de leitura de cartas é assim mesmo, tudo na base do boca-a-boca, rs…

A força contundente intensa do Ás de Espadas aliada ao poder de controle da Força?? Mmm, interessante.

A força contundente intensa do Ás de Espadas aliada ao poder de controle da Força?? Mmm, interessante.

O método que Jason descreve só difere do da minha amiga por ser mais específico quanto às posições. Bem simples: embaralhe seu maço e corte-o. Você tem agora dois maços, certo? Vire o maço de cima inteiro como se estivesse abrindo uma página de livro. A carta que você vir será a carta 1 (ou seja, a última carta do primeiro maço do corte). Agora, vire o segundo maço do mesmo jeito – a última carta, novamente, será a carta 2.

A carta 1, chamada de “carta interior” (por ter estado ‘dentro’ do maço?) basicamente dá a resposta à questão; a carta 2, chamada de “carta exterior” (claro…), fornece informação adicional, complementar.

Ótima técnica para iniciantes exercitarem a cabecinha, ou mesmo para ser usada como abertura inicial de uma leitura mais detalhada. Segundo Jason, a resposta tem duração de até um mês – bastante tempo para uma leitura rápida e simples, não?

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E o espírito, onde fica?. . . . .Uma amiga taróloga, a Marcela Alves, me levantou essa questão esses dias. Quer a gente queira, quer não, a prática da leitura de cartas faz parte do campo da espiritualidade, provavelmente pelo seu caráter “transcedental”, digamos – cartas sendo usadas para ver o futuro e dar orientação. Pois é. Tradicionalmente é assim, e a tradição sobrevive – ainda que muita gente não se sinta muito confortável com esse “estigma”.

Entretanto, esse parece ser o assunto menos tratado por aí, não? Provavelmente porque falar sobre isso é andar sobre ovos – são tantas emoções, rsrs. Mesmo assim, fica a ideia ~ vou tentar abordar mais essa temática por aqui, em posts futuros. Acho mais legal tratar sobre as experiências de cada um, porque não tem muito como ser objetivo com esse tipo de coisa mística, não? Antes de querer impor a ideia de que o Tarot é espiritual ou não, de tomar partido, acho que vai ser mais legal expor as experiências do pessoal. Todo leitor de cartas tem a sua pra contar…

Talvez, muita gente se sinta ainda estranha por vivenciar isso ou aquilo, e compartilhar com outros tire um pouco dessa sensação de isolamento.

Também, acho que vai ser um pouco legal remexer na questão de o Tarot ser ou não ser algo espiritual, da participação ou não de consciências imateriais, etc.

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Mais uma ideia que fica…

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E eu vou ficando por aqui. Lembrando que participar de blogs faz muito bem prá saúde, então, não hesite – eu gosto J

setembro 14, 2010

LEITURA DE CARTAS TEMATIZADA NA DICOTOMIA DE IMAGEM X CONCEITO

podcast #3 aqui!

Como conciliar os conceitos que motivaram a criação das imagens de cada carta, com as imagens em si? Dando uma lida no blog do John Ballantrae, me deparei mais uma vez com essa questão. Dessa vez, fiz diferente, e decidi perguntar ao próprio Tarot como eu deveria proceder. Enquanto eu lia as cartas, achei que seria boa ideia gravar e postar como áudio, pra compartilhar com os leitores do blog. Procurei usar a leitura também como uma forma de ilustrar um pouco dos dois processos de leitura – o que se baseia nos significados, e o que se inspira diretamente nas imagens. A ideia central foi a de, com efeito, combinar ambas formas de ler. O resultado você pode conferir AQUI! Eu ainda não consegui incluir meus audios no player do WordPress, então, ao menos por enquanto, quem quiser escutar as gravações vai ter que acessar o Too Files, que é onde eu armazeno meus arquivos de audio.

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A trilha sonora para o áudio de hoje orbita em torno do pop negro americano do período musical que vai dos anos 50 aos 70, com blues, jazz e disco. Confira o set –

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.Etta James – At Last! e Stormy Weather

 

.Ray Charles – I Can’t Stop Loving You

 

.Stevie Wonder – My Cherie Amour

 

.Thelma Houston – Don’t Leave Me this Way…

 

.Marvin Gaye – Got to Give It Up

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Ilustração Blaze, op art por Bridget Riley, 1963. Peguei aqui (ótimo site de arte).

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Links

Minha jogada de três cartas, aqui – é o primeiro item.

Post do Descobrindo o Tarot sobre dignidades elementais, aqui e aqui.

Blog e site do John Ballantrae.

Post com a temática de imagem e conceito, aqui.

Tarô, a Sorte Pelas Cartas, tradução do The Pictorial Key to the Tarot, de Arthur E. Waite, lançado no Brasil pela Ediouro. Link para 4shared, aqui.

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