Descobrindo o Tarot

julho 24, 2011

Confraria Brasileira de Tarot 2011 – videos

Filed under: Diversos, Videos — Tags:, , , , — Leonardo Dias @ 2:09 PM

 

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julho 3, 2011

Encontro pré-Confraria do Tarot

Filed under: Diversos, Videos — Tags:, , , — Leonardo Dias @ 12:47 PM

A Confraria do Tarot vai ser já na semana que vem, pessoal. Para antes do evento, a Pietra e o Edu tiveram a ideia de realizar um encontrinho pré! Achei essa ideia super legal, e resolvi divulgar aqui no blog. No video, explico melhor.

Vejo vocês lá!

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maio 18, 2011

DIA MUNDIAL DO TAROT – saiba como participar!

Filed under: Lembretes, Videos — Tags:, , , , , — Leonardo Dias @ 10:29 PM


Agora no próximo dia 25/05 é comemorado o World Tarot Day, ou Dia Mundial do Tarot. A comemoração oficial desse ano, presidida pela Tarot Professionals, será um evento interativo mundial, e você também vai poder participar – inclusive concorrendo a vários prêmios!

Aqui no Brasil, as meninas do blog Divinnare participam do evento divulgando a comemoração por aqui, e também concedendo prêmios às melhores participações!

Saiba como assistindo ao video.




LINKS

World Tarot Day – Página oficial do Evento

Blog Divinnare (info em português)

Tarot Professionals

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APOIO

Além do DOT, outros blogs e eventos suportam a causa – não deixe de visitá-los – –

Conversas Cartomânticas, do Emanuel.

Tarot: Leitura e Escrita, da Pietra di Chiaro Luna.

Tarotteando, da Lu Onofre.

Confraria de Tarot, evento de Tarot a acontecer em São Paulo, nos dias 09-10/Jul.

dezembro 17, 2010

ARTE – Jason Pitzl-Waters

Filed under: Diversos — Tags:, , — Leonardo Dias @ 12:42 AM

Gostou da arte do último post, sobre o Dez de Bastões? O autor é Jason Pitzl-Waters. Encontrei seu trabalho ao acaso, buscando por versões legais para essa carta.

Além de artista, Jason também é escritor, blogger e, como ele mesmo salienta, marido. Para conhecer mais os trabalhos de Jason, visite seu blog, Wildhunt.org.

Abaixo, dois outros trabalhos do artista, também baseados no Tarot – sua versão para a décima terceira carta, e a incrível Nossa Senhora do Três de Espadas, ambos baseados nas imagens de Pamela Smith para o Rider-Waite. Os trabalhos de pintura de Jason podem ser conferidos em seu site especialmente dedicado a isso, o EpimetheusStudio.

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"Death", Jason Pitzl-Waters.

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"Our Lady of the 3 of Swords", Jason Pitzl-Waters

dezembro 5, 2010

VIDEO – ‘LEIA AS CARTAS COM SEGURANÇA’, por JOHN BALLANTRAE

Filed under: Diversos, Videos — Tags:, , , , , — Leonardo Dias @ 9:46 PM

John Ballantrae não é novidade aqui no Descobrindo o Tarot. Já devo ter mencionado o trabalho desse tarólogo residente no Canadá umas duas vezes por aqui. Pois bem, o fato é que, há umas duas semanas, John publicou esse video incrível em seu canal no YouTube. O video fala sobre como ser mais que um iniciante no Tarot, e ir além com as cartas. Achei o video tão legal que, com a permissão do autor, decidi legendá-lo e publicá-lo aqui. O resultado está logo abaixo – espero que gostem!

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Se você entende inglês, pode checar mais sobre esse tema, pelo próprio John, num podcast que ele fez estentendo o assunto (como ele menciona no video, aliás). Clique aqui para acessar o podcast.

Você pode conhecer mais do trabalho de John Ballantrae em seu site TheTarot.ca, ou em seu blog – ambos excelentes trabalhos.

novembro 13, 2010

PERGUNTAS E RESPOSTAS – INTERPRETAÇÃO DAS CARTAS NUMERADAS

Filed under: Diversos — Tags:, , , — Leonardo Dias @ 5:05 PM

A pergunta de hoje foi feita por Franklin Couto, do CanalNeblina do YouTube, e tem a ver com a interpretação das cartas numeradas.

Qual é a sua opinião com relação à interpretação das cartas com naipe? Isso de um modo geral, saca? Existe uma diferença entre alguns baralhos – o egípcio, por exemplo, tem os 78 Arcanos figurativos, a interpretação está quase toda na simbologia da carta. Lógico que a nomenclatura da carta é importante (de extrema importância até), mas sempre ouço comentários de que esses baralhos em que se pode juntar a interpretação da figura com o nome dado àquela cena são baralhos com uma interpretação mais fácil. Já no caso do Marselha, a interpretação dos arcanos menores me parece bastante difícil, já que não existe a possibilidade de fazer esse link de nome-figura. Nesse caso a interpretação é toda instintiva? Existe uma técnica que transforme a interpretação numa “receita de bolo”, tipo, mecânica?

Eu achei essa sua pergunta interessante, pois ela toca em vários pontos muito legais. Primeiro, vamos às questões mais simples. Ao que me pareceu, o baralho egípcio que você menciona é o Egipcios Kier. Apesar de não ser especialista em Kier, posso dizer que ele é um baralho de Tarot que tem um sistema de organização interna e simbologia particulares, que se distanciam um pouco do esquema arcanos maiores + 4 naipes, 10 cartas numeradas + 4 figuras da corte, que a maioria dos baralhos exibe. Fora do planeta Kier, a gente tem, basicamente, duas vertentes de representação das cartas numeradas – representações figurativas, que envolvem cenas e símbolos, vertente essa que tem no Rider-Waite-Smith seu precursor e maior expoente (na verdade, o primeiro baralho conhecido a ter cenas nas cartas pequenas é o Sola Busca, mas isso é outra história) ; e representações numéricas, onde o símbolo de cada naipe se repete ao longo das dez cartas numeradas, indicando o número de cada carta através de sua repetição (9 taças para o Nove de Copas/Taças, por exemplo). Qualquer baralho de Tarot que você pegar vai ter ou representações de cenas em suas cartas numeradas, ou padrões numéricos repetitivos. Frequentemente, como no caso do RWS, as repetições do símbolo do naipe para demarcar a quantidade perduram, inseridas na cena em questão – as nove taças dispostas na mesa atrás do homenzinho feliz no Nove de Copas, por exemplo. Isso é feito para facilitar a identificação do naipe. O Kier é um dos casos onde nada disso acontece, pois ele é um baralho que deixa de lado o próprio conceito de naipe, então não há o que ser repetido ou indicado nas cenas.

A representação numérica baseada na repetição é um expediente bem simples, que acompanha os hoje chamados arcanos menores desde sua origem. Agora, do ponto de vista prático, e falando a grosso modo, a gente pode ver as representações figurativas como uma sofisticação, uma evolução de design, digamos, que se foca especificamente no uso divinatório do Tarot – que, originalmente, foi concebido para ser um jogo. É o Tarot divinatório saindo do armário. A ideia inicial de trocar os padrões repetitivos dos baralhos mais antigos por cenas parece ter sido justamente facilitar a identificação das ideias atribuídas a cada carta. A gente tem isso já bastante sugerido no título do livro que acompanhava o RWS quando de seu lançamento, no final de 1910 – The Pictorial Key to the Tarot, ou ‘A Chave Pictórica do Tarot’ – “chave pictórica”, ou seja, uma chave que consiste em imagens, que revela os significados através de cenas alegóricas. É hoje comumente aceito que, antes de Waite, as cartas menores expunham apenas padrões de repetição numérica, e seu significado permanecia circunscrito às escolas de iniciação – não era fácil descobrir sozinho. Ao publicar um baralho com imagens para as cartas menores, Waite exoterizou um corpo de segredos que antes fora mantido esotérico.

Quando você fala sobre nomenclatura, eu acho que, mais uma vez, você está com o Kier em mente, pois é ele que tem nomes para cada carta, com cenas relacionadas a esse nome. A maioria dos outros baralhos não possui nomes nas cartas pequenas, então o vínculo estabelecido com a carta parte basicamente da identificação da cena ou figura que ela retrata. No entanto, é legal você mencionar essa questão de títulos dados às cartas, porque dentro do sistema da Golden Dawn, cada carta numerada recebe um título – o Nove de Copas, por exemplo, é chamado de Lord of Material Happiness, ou “Senhor da Felicidade Material”. Esse título funciona como uma sintetização da força ou ideia que a carta representa no universo da GD – e, por tabela, um pouco no RWS também, já que Arthur Waite e Pamela Smith, os dois criadores do baralho RWS, fizeram parte dessa ordem hermética por algum tempo. Crowley (outro que, por muitos anos, integrou o corpo de membros da GD), carregou esse conceito de títulos para seu baralho, o Thoth, onde cada carta pequena tem um ‘nome’ – o Nove de Copas, por exemplo, é chamado simplesmente Happiness. Talvez seja daí que tenham tirado a ideia de dar títulos às cartas no Kier – e então, o círculo que você abriu, se fecha, rs.

De qualquer modo, independente de qual baralho você usa para fazer leituras, o mais importante – o que vai garantir a comunicação e o entendimento leitor-cartas – é o vínculo que você trava com cada carta. Mesmo quando elas não têm figuras cênicas, como no caso do Marselha, com o tempo você acaba se acostumando com as cartas. Também, há quem diga que a disposição dos elementos nas cartas numeradas do Marselha obedece a uma certa regra, onde a forma que tais elementos são arranjados possui significado. A gente também pode encontrar essa lógica no próprio baralho da Golden Dawn, cujos arcanos menores numerados exibem uma série de sinais, diferentes arranjos e símbolos que convencionam sua interpretação. Num outro extremo, temos mesmo o Crowley-Harris-Thoth, baralho de autoria do mago Aleister Crowley e da pintora Layd Frieda Harris; os arcanos numerados do CHT não vêm com cenas, seguem o modelo repetitivo comum das cartas mais antigas e reproduzido pela GD, porém conferindo-lhe uma aparência mais moderna, exibindo variações de formas e um forte uso da cor e de símbolos adicionais para incorporar a força que cada carta é. Crowley consolidou a união do Tarot com a Magia, fazendo de seu baralho não só uma ferramenta destinada a descrever, mas também a agir sobre os fatos e a realidade. Seu baralho também é um instrumento mágico, de ação. Mais um passo transcendente, levando o Tarot a não só instrumento de especulação, mas também de ação proativa.

Por último, sua questão sobre alguma técnica ‘receita de bolo’, como você diz. Eu acredito que seja importante salientar que, visto que o Tarot (ao menos assim se sustenta) não foi desenvolvido originalmente para ser usado com fins divinatórios, a atribuição de significado para as cartas consiste na construção de um sistema essencialmente alheio às cartas em si, que é desenvolvido ao seu redor e sobre elas é imposto. Claro, com o tempo, uma coisa meio que se misturou com a outra, dando origem a algo novo. O RWS surge em um momento desse processo onde o Tarot já estava plenamente tido como um oráculo. Ele só refletiu essa mudança. Mesmo assim, é bom levar sempre em conta esse fato simples quando consideramos questões como a sua – significados dados às cartas são essencialmente estruturas artificiais. Existe mais de uma forma de atribuir significados às cartas, mais de um sistema. Na verdade, existem inúmeros, alguns mais receita-de-bolo que outros. Dependendo do sistema que você escolhe, diferentes técnicas serão usadas.

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Rant!

Geralmente, eu percebo que a maioria das pessoas que se propõem a estudar Tarot não pensa muito sobre essa questão da atribuição de significados às cartas – de onde ela veio, em que ela se baseia, quem foram seus precursores, etc. Elas simplesmente vão lendo livros, frequentando cursos e fazendo leituras, presumindo que os significados são os que elas aprendem e usam, que sempre foi e sempre será assim, e outras coisas são erradas. Acho que isso é uma das coisas que mais provocam discussões e brigas em forums e grupos de Tarot. E também acho que isso é estupidez, pois não relativiza. Não há um consenso sobre o que cada carta pretende significar. Assim, de claro, não há. Simplesmente porque um monte de gente propôs (e propõe) significações diferentes – e um monte de outra gente se propõe a seguir tais esquemas. Por mais que certo sistema de significados seja popular, ele não é unânime. Isso porque eu nem cheguei a considerar as diferentes nuances de percepção de cada pessoa dentro de um determinado sistema…

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Bem, espero ter respondido sua pergunta, Franklin. Você pode complementar a resposta com comments, se achar necessário. Brigado pelo comentário, e pela participação!

Além de seu canal no YouTube, vocês podem ver mais sobre Franklin também em seu blog recém-lançado, CanalNeblina.

outubro 5, 2010

UPDATES DE SIGNIFICADO 2 – O Mago

Filed under: Audio, Notas, Updates de Significados — Tags:, , , , — Leonardo Dias @ 1:39 AM

podcast #7 aqui!

Trocar ideias com a Cintia me fez pensar um pouco sobre o Mago. Trazendo o invisível para o visível, o Mago de fato cria o que é real, se por real temos o que existe materialmente em nossa realidade. Trazer o invisível para o visível é criar o processo de manifestação. O Mago cria. Bem, quem quiser saber mais, dá uma escutada no audio que eu subi AQUI. É curtinho, e é mais o registro de um insight, portanto não espere um tratado sobre o Mago, hehe.

O Mago é a força nas suas próprias mãos, a força de criar que todo ser humano carrega dentro de si.

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SOM

Quatro canções figuraram a gravação de hoje – –

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The xx com a incrível Shelter, num remix por Tiga.

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Paris, da israelense Yaël Naim, direto de seu album homônimo, de 2007.

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Yulia Savicheva, com Это Судьба (E’to Sud’ba), uma das faixas de Origami, 2008.

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Zero 7 + Sia, com Destiny, uma das faixas mais proeminentes do primeiro album do duo inglês, Simple Things.

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BLOG

Se você gosta de música – eletrônica, principalmente – não deixe de checar o A Track a Day Keeps the Therapist Away. É uma música por dia, seguida de comentários – excelente blog, foi lá que eu achei o som do The xx remixado pelo Tiga.

setembro 30, 2010

NOTAS / UPDATES – – significados concretos + ouros nomes + card counting + lady gaga! + cortando + leitura relâmpago + espírito?

Alguns updates dignos de notas – ou algumas notas dignas de update – depende de como você vê, rs.

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Leituras não-posicionais + Significados concretos. . . . .Esses dias, coincidentemente ou não, eu tenho visto por aí muito essa questão de significados mais concretos para as cartas. O fato é que eu já vi mais de uma vez pessoas dizendo que as leituras podem ficar mais fáceis quando cada carta significa menos coisas – ou quando você não flexiona os significados das cartas demais. Tipo, Dois de Ouros = comércio, troca – e só. Mas eu flexiono. Bastante. Em geral, eu costumo atribuir certo conceito raiz para uma carta, que é o que eu identifico como sendo a ideia central dela, através da imagem e do que se estabeleceu como seu significado, como também através de coisas como seu lugar no sistema de correspondências da Golden Dawn. E eu trabalho com isso. Desse ponto de vista mais conceitualizador, as coisas se definem pouco. O Dois de Ouros pode indicar coisas como flexibilidade, troca, alternação, brincadeira, jogo, diversão, mobilidade, sutileza, agilidade, trocas, mensagens, etc etc. Na prática, isso pode confundir, admito. Mas, eu sempre penso isso, e quando a pessoa pergunta sobre, sei lá, amor, e cai o Dois de Ouros? Se a gente não flexiona os significados, a resposta vai ser algo como comércio, ou viagens? Agora, isso sim confunde. Eu nunca gostei muito da ideia de trabalhar com uma gama de significados reduzida por achar isso empobrecedor, porém, praticando mais com leituras não-posicionais, tenho visto que chega a ser uma necessidade. A coisa muda de figura.

Quando a gente joga com a estrutura pronta das leituras posicionais, é mais fácil flexionar os significados, fazer abstrações encima deles, porque você tem a estrutura das posições na espinha dorsal do processo, e você não se perde. Você tem um ponto de referência concreto à disposição. Assim, um Dois de Ouros pode ser mais que simplesmente transações financeiras e comércio – pode falar de flexibilidade e versatilidade, por exemplo. Isso fica mais difícil quando você não tem nada mais que as cartas para ler. Sem posições, e mesmo sem temas. Assim, de certa forma, eu to meio que descobrindo o valor de ver o naipe de Ouros só falando de dinheiro, e o de Copas só de relacionamentos. No Pictorial Key to the Tarot, Waite segue mais essa linha de pensamento, dando a cada carta significados bem concretos e simples, geralmente muito bem retratados e sumarizados em sua respectiva imagem. Mas, claro, nada deve ser gravado em pedra também. Se a gente pensar nas cartas como forças, a gente percebe que elas podem se manifestar de várias formas diferentes. Uma leitura, e especialmente uma leitura sem posições, se torna meio que um mapa das forças atuantes naquele momento. Já falei isso por aqui

De qualquer forma, fica a ideia. Significados concretos tornam a leitura mais tangível, tanto para o leitor como para o consulente. E isso não pode ser nada senão proveitoso – afinal de contas, estamos em Assiah, o mundo da ação, em não em Yetzirah, ou Briah 😉

Talvez chegou a hora de buscar um pouco mais de concretude nas minhas leituras. Mmm…

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O nome do Naipe de Terra . . . . .Eu tenho pra mim que, concernente ao nome e à identificação, o naipe do elemento Terra é o mais variado dos quatro. Tradicionalmente chamado de Moedas (Coins), ele passou a ser chamado de Pentáculos (Pentacles, em inglês, Pantacle, em francês) no século 18/19 e, posteriormente, Discos (Disks). Seu símbolo também mudou um pouco, com as moedas sendo substituídas por discos com pentagramas gravados neles. Pra quem não sabe, pentagramas são aquelas estrelas de cinco pontas que a gente encontra nos discos do naipe de Ouros do RWS, por exemplo. E, eventualmente, no pescoço desse ou daquele wiccano, no metro, na padaria, na balada…

O que eu tenho pensado é, já que eu uso o RWS, talvez eu devesse usar aqui no blog uma nomenclatura mais fiel à terminologia empregada nesse baralho para denominar cada naipe. Na prática, Ouros passaria a ser Pentáculos ou Pentagramas, e Paus passaria a ser Bastões, ou mesmo Cetros – uma tradução mais adequada de Wands, em inglês. Em português não existe distinção entre a nomenclatura dos naipes do Tarot e do baralho comum – em inglês existe. Dá uma olhada na tabelinha – –


Isso sempre me confunde demais, de forma que, se eu vou jogar baralho com algum amigo que fala inglês, eu acabo sempre dizendo os nomes dos naipes em tarotês, e todo mundo fica olhando pra minha cara.

Bem, mas voltando ao naipe de Ouros – quer saber como que Moedas virou Pentagramas?

Tudo parece ter sido fruto de um mal-entendido que acabou se fixando – coisas do século 19, rs. De acordo com Paul Huson (Mystical Origins of the Tarot, livro incrível, compre!) Mathers é o responsável pela introdução do termo Pentacle, e isso se deve a um mal-entendido de tradução do francês para o inglês. Mathers bebeu de Lévi. Em um de seus livros, Lévi refere-se à Moeda do Tarot dizendo tratar-se de um pantacle. Pantacle é, na verdade, uma palavra inventada por Lévi, variante de pentacle, que quer dizer “pentagrama”, “estrela de cinco pontas”. Lévi criou essa diferença de grafia para designar um novo termo – é um neologismo dele, portanto. No uso que Lévi fazia da palavra, pantacle significa basicamente um talismã, um amuleto. Foi nesse sentido que ele se referiu às moedas do naipe de Ouros do Tarot como pantacles, ou seja, amuletos, talismãs. Ele quis dizer que as moedas eram símbolos vivos que sumarizavam e portavam um conceito mágico, ou uma doutrina mágica. Se a gente viajar um pouco, pode pensar no naipe de Pentagramas como o receptáculo material da força espiritual/imaterial dos ouros três naipes – daí ele ser visto como um talismã. Mathers, aparentemente, carregou essa afirmação para outro nível, e Waite, provavelmente seguindo Mathers, incluiu pentagramas nos discos dourados do seu naipe de Ouros. No Pictorial Key, Waite diz –

O signo do naipe é representado como gravado e brasonado com o pentagrama, mostrando a correspondência dos quatro elementos da natureza humana pela qual podem ser governados. Em muitos baralhos antigos de Tarot, esse naipe corresponde a moeda corrente, dinheiro, deniers. Não inventei a substituição pelos pentáculos, e não tenho motivo especial para defender a alternativa. Mas o consenso das significações divinatórias apoia alguma mudança, porque as cartas não parecem dizer respeito especialmente a questões de dinheiro.

Depois disso, o resto é história. Crowley, por sua vez, parece ter dado preferência ao termo Disk para designar esse naipe – mas isso é outra história.

Abaixo, as definições para as duas palavras na língua portuguesa – pentáculo e pentagrama – do dicionário Michaelis online

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pentáculo
pen.tá.cu.lo
sm Figura geométrica, símbolo de um ser invisível ou de uma doutrina.

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pentagrama
pen.ta.gra.ma
sm (penta+grama4) 1 Mús Conjunto de cinco linhas paralelas, sobre as quais se escrevem as notas musicais. 2 Figura simbólica ou mágica de cinco letras ou sinais. 3 Estrela de cinco pontas, símbolo do microcosmo.

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Card Counting . . . . . Não é de hoje que eu vejo essa técnica de leitura sendo citada aqui e ali. Porém, nunca me dignei muito a realmente experimentá-la. Esse fim de semana, dando uma olhada no blog do Jason, vi uns exemplos de tiragens onde ele aplica essa técnica numa leitura de Cruz Celta. Decidi experimentar um pouco com ela e, após ler alguma coisa e ver alguns videos, me arrisquei – e bam!, adorei. Card Counting, ou contagem de cartas, é uma técnica desenvolvida pela GD, destinada a ser usada em conjunto com a técnica de Elemental Dignities, ou dignidades elementais. Consiste basicamente em você contar as cartas de acordo com seu número, para extrair cartas relevantes de um grupo. É muito complicado pra explicar, mas muito fácil de entender, uma vez que você vê a técnica em ação – –

Considere a seguinte linha de cartas:


Três de Pentagramas – Oito de Pentagramas – Nove de Espadas – Quatro de Espadas – Sete de Espadas – Oito de Copas – Dois de Bastões – Sete de Bastões – Dez de Copas

A ideia é contar as cartas para verificar cartas proeminentes no processo. Existe um motivo para eu só ter incluído cartas numeradas de naipes nessa linha, e isso é porque as coisas ficam mais complicadinhas com as outras. Você pode ler essa linha normalmente – progresso feito no trabalho ou nos estudos, seguido de alguma preocupação o adoecimento que obrigam o consulente a se afastar de suas atividades por um tempo, o que o leva a reavaliar uma mudança de lugar, etc… Então, você pode aplicar a contagem de cartas. O número de cartas a serem contadas é o número da carta inicial, ou da carta onde a contagem parou pela última vez.

Começando com a primeira carta (mais uma vez, nem sempre é assim, mas pro exemplo, vai ser), Três de Pentagramas, contamos então mais duas cartas seguintes, que dá no Nove de Espadas (será que esse foco no trabalho não acabou por estafar o consulente?). Daí, você olha as cartas ao redor – Oito de Pentagramas + Quatro de Espadas (ele está muito cansado, e precisa de um tempo longe de tudo). O Oito e o Quatro são elementalmente opostos, então eles se anulam mutuamente, deixando o Nove de Espadas bastante forte. Continuando, contamos então nove cartas, junto com o Nove de Espadas – o que dá no Oito de Pentagramas, mais uma vez a temática do trabalho, com as cartas circundantes mostrando muito esforço e esgotamento mental, pânico. Continuando, chegamos no Dez de Copas – isso vai trazer satisfação e realização ao consulente, no final das contas; o Sete de Bastões e o Três de Pentagramas indicam sucesso e vitória sobre as adversidades. O Sete é elementalmente oposto ao Dez, mas o Três faz a ponte, deixando a tríade forte e positiva. O Dez conta de novo a si mesmo – ou seja, sucesso confirmado. Quando a contagem cai em uma carta em que já caiu antes, a contagem cessa. A gente acaba por identificar toda uma narrativa no meio da leitura.

Muito muito legal. O mais legal é que dá para aplicar isso a leituras posicionas também. Vou continuar a experimentar com esse método, e atualizo sobre ele mais pra frente.

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Lady Gaga + Tarot . . . . .Como toda estrela que se preze, Lady Gaga coleciona boatos a seu respeito. Um dos boatos que ultimamente têm rolado na rede em torno de sua figura especula sobre um possível envolvimento da cantora com o Tarot. O motivo é o simbolismo implicado em alguns de seus videos e imagens promocionais. De fato, algumas imagens dão algum pano pra manga. O exemplo mais comentado é, sem dúvida, o video de Poker Face, um dos singles de seu algum debut, The Fame (2008). Logo no começo desse video, Lady Gaga emerge de uma piscina, ladeada por dois cães. A semelhança com a carta da Lua é no mínimo perceptível. Mais tarde, no final mesmo video, Lady Gaga troca carícias com um rapaz em um jardim com paredes de plantas, sob o sol nascente. Mais uma vez, tem sido levantada a questão de se essa não seria uma analogia à carta 19, o Sol. Os elementos na cena podem ser comparados aos das versões mais antigas dessa carta.

Claro, existe um número considerável de diversas explicações para essas similaridades, antes que a gente comece a especular a sério o uso direto de imagens do Tarot nos videos da cantora. De qualquer forma, a ideia de que Lady Gaga usa simbolismo esotérico em sua obra já foi levantada antes, não relacionada especificamente ao Tarot. Alguns vão além, e especulam sobre um possível envolvimento de Lady Gaga com manipulação simbólica da mídia, os Illuminati e mensagens subliminares – não necessariamente nessa ordem.

Independente de Lady Gaga, eu não acho loucura postular que a cultura pop usa muito do simbolismo oculto para causar esse ou aquele efeito na mente das massas. Se símbolos realmente têm poder e influência além do perceptível, vocês acham que governos e a mídia iriam perder esse recurso?


Enquanto isso, Gaga exibe um chapéu enorme, à la lemniscata, no video para Telephone

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Fica a ideia, rs.

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A função do corte. . . . .Há alguns meses eu publiquei um post curto questionando sobre as origens do hábito de cortar as cartas na hora da leitura. Não dediquei muito pensamento a respeito dessa questão de suma importância desde então (¬¬), porém a conclusão a que eu cheguei foi que nosso hábito de cortar as cartas é provavelmente importado do carteado. Entretanto, durante uma conversa esses dias, um amigo me deu a seguinte explicação – o corte simboliza a permissão que o consulente concede ao leitor para abrir suas cartas. Legal, né? Um ato simples, que sempre passa despercebido, reveste-se de uma relevância ritualística, simbólica. Interessante.

Bem, há quem discorde – sempre há quem discorde…

De qualquer forma, ninguém vai discordar de que cortar as cartas ajuda a embaralhá-las mais – o que abre mais espaço para a “Força do Acaso” agir.

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Cortes e mais cortes – Em um de seus vídeos, John Ballantrae fala de seu hábito de embaralhar o maço três vezes e cortá-lo em montes de três, repetindo o mesmo processo por três vezes. Gostei da ideia, e tenho feito assim ultimamente. Faz muito, muito tempo, li num livro que as cartas devem ser cortadas em direção ao consulente, quando este estiver presente, e na direção do leitor, quando este estiver lendo para si mesmo. Acho que isso viro automático pra mim – sempre faço assim.

Isso faz diferença? Pra você, não – pra mim, faz. É um ato que tem poder para mim, e com certeza deve agir dentro de mim.

Isso é uma das explicações para a Magia, aliás…

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Quick Cut – corte rápido, leitura relâmpago. . . . .Mais uma que eu vi no blog do Jason. Na verdade, uma amiga minha já havia me comentado sobre essa técnica há anos, ela mesma tendo aprendido de um outro amigo. Jason diz ter pegado esse método de um livro de cartomancia chamado It’s All in the Cards, por Chita Lawrence. O mundo das técnicas de leitura de cartas é assim mesmo, tudo na base do boca-a-boca, rs…

A força contundente intensa do Ás de Espadas aliada ao poder de controle da Força?? Mmm, interessante.

A força contundente intensa do Ás de Espadas aliada ao poder de controle da Força?? Mmm, interessante.

O método que Jason descreve só difere do da minha amiga por ser mais específico quanto às posições. Bem simples: embaralhe seu maço e corte-o. Você tem agora dois maços, certo? Vire o maço de cima inteiro como se estivesse abrindo uma página de livro. A carta que você vir será a carta 1 (ou seja, a última carta do primeiro maço do corte). Agora, vire o segundo maço do mesmo jeito – a última carta, novamente, será a carta 2.

A carta 1, chamada de “carta interior” (por ter estado ‘dentro’ do maço?) basicamente dá a resposta à questão; a carta 2, chamada de “carta exterior” (claro…), fornece informação adicional, complementar.

Ótima técnica para iniciantes exercitarem a cabecinha, ou mesmo para ser usada como abertura inicial de uma leitura mais detalhada. Segundo Jason, a resposta tem duração de até um mês – bastante tempo para uma leitura rápida e simples, não?

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E o espírito, onde fica?. . . . .Uma amiga taróloga, a Marcela Alves, me levantou essa questão esses dias. Quer a gente queira, quer não, a prática da leitura de cartas faz parte do campo da espiritualidade, provavelmente pelo seu caráter “transcedental”, digamos – cartas sendo usadas para ver o futuro e dar orientação. Pois é. Tradicionalmente é assim, e a tradição sobrevive – ainda que muita gente não se sinta muito confortável com esse “estigma”.

Entretanto, esse parece ser o assunto menos tratado por aí, não? Provavelmente porque falar sobre isso é andar sobre ovos – são tantas emoções, rsrs. Mesmo assim, fica a ideia ~ vou tentar abordar mais essa temática por aqui, em posts futuros. Acho mais legal tratar sobre as experiências de cada um, porque não tem muito como ser objetivo com esse tipo de coisa mística, não? Antes de querer impor a ideia de que o Tarot é espiritual ou não, de tomar partido, acho que vai ser mais legal expor as experiências do pessoal. Todo leitor de cartas tem a sua pra contar…

Talvez, muita gente se sinta ainda estranha por vivenciar isso ou aquilo, e compartilhar com outros tire um pouco dessa sensação de isolamento.

Também, acho que vai ser um pouco legal remexer na questão de o Tarot ser ou não ser algo espiritual, da participação ou não de consciências imateriais, etc.

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Mais uma ideia que fica…

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E eu vou ficando por aqui. Lembrando que participar de blogs faz muito bem prá saúde, então, não hesite – eu gosto J

setembro 7, 2010

TAROT E VIDÊNCIA

Filed under: Audio — Tags:, , , , , , — Leonardo Dias @ 10:54 PM

podcast #2 aqui!

“É preciso ser vidente pra jogar Tarot?” Essa parece ser uma das perguntas de um milhão de dólares de quem começa a estudar as cartas. Diante do número de leitores levantando essa questão, decidi fazer esse audio pra abordar o assunto. Clique aqui para acessar o arquivo de audio.

O som do audio de hoje fica por conta de Gorillaz, album Plastic Beach (2010),  faixa homônima – ultra mega bem produzido, muito bom pra quem curte hip hop alternativo e sons eletrônicos em geral.

Blogs/sites mencionados no audio – 78notes.blogspot.com, da Ginny Hunt; TheTarot.ca, de John Ballantrae. Eu descobri o trabalho do John pelo canal que ele tem no YouTube, com videos muito legais sobre Tarot. John também oferece um curso de Tarot – são cerca de 24 horas, dispostas em 94 videos em 3 dvds, mais arquivos de audio. Não fiz o curso, mas parece ser muito bom.

Agradecimentos especiais pra Aluara, que me inspirou a pensar nesse assunto e, por tabela, a tratar dele aqui no blog. A Aluara faz um trabalho muito legal com Reiki, Reprogramação Mental e Tarot, e você pode saber mais sobre isso em seu blog – www.aluara.wordpress.com.

agosto 31, 2010

SETE DE COPAS + INDIANA JONES + PICTORIAL KEY TAROT

Filed under: Diversos, Videos — Tags:, , , , , — Leonardo Dias @ 6:14 AM

Tem bem mais que sete taças nessa cena, mas a ideia não deixa de me fazer pensar no Sete de Copas – –

Temos aí uma escolha, que envolve várias taças (no caso, o Santo Graal), e a taça verdadeira está oculta entre um monte de outras taças, nos mais variados formatos e motivos decorativos. Primeiro, temos a figura do homem corrupto, ambicioso, que está em busca do Santo Graal (que aqui poderia ser visto como uma metáfora da Verdade) motivado por razões egoístas. Ele então escolhe uma taça bonita – se deixa seduzir pelas aparências – bebe da Água com ela, e se desfaz diante dos olhos de todos, pois a taça não era a certa. Ele se deixou enganar pelas aparências, e se perdeu. Então vem Indiana Jones, a figura do herói bravo e puro de coração (isso é inclusive explicitado pelo cavaleiro velho que Indiana encontra na gruta). Ele escolhe o cálice mais simples e modesto – que se mostra ser o correto e salva vidas. Da mesma forma, a figura velada pode ser vista como a coisa mais simples de todas as que saem da taça – e também a mais misteriosa.

A gente pode encontrar uma sugestão semelhante na imagem do Sete de Copas composta por Pamela Smith para o baralho de Arthur Waite – a temática da Verdade, a bênção (a figura velada) oculta entre várias tentações mentirosas.

Fica a ideia.

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O Pictorial Key Tarot, lançado em 2008 pela Lo Scarabeo, e criado por Giordano Berti e Davide Corsi, é uma versão modernizada do Rider-Waite-Smith, com imagens pendendo para o realismo, com uma “aparência levemente perfeita, plástica”, como diz os Aeclectic.net.

O Sete de Copas desse baralho me chamou especialmente a atenção, exatamente pela forma que ele interpretou o Sete de Copas de Pamela Smith, colocando a figura velada encima em posição de destaque. Podemos perceber uma semelhança entre a silhoueta do homem, embaixo, e da figura, encima, o que nos leva a automaticamente estabelecer certa ligação sutil entre as figuras. A figura velada no alto está praticamente entronizada como uma espécie de santo ou deidade. Isso não fica explicitado no RWS, mas é sugerido, quando você analisa as imagens.

As imagens de Pamela muitas vezes sugerem ir além dos significados dados no livro – como o Cinco de Ouros, por exemplo, que deixa no ar um forte questionamento sobre a nossa condição humana. Em outra versão do RWS, o Royal Fez Moroccan, temos essa mesma leitura das imagens da Pamela. Talvez o Pictorial Key Tarot tenha se baseado no Moroccan pra compor a imagem dele para essa carta. De qualquer forma, temos aí uma evidência que pende para a mesma coisa sugerida no meu post sobre o assunto.

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Similaridades entre duas versões do Sete de Copas: à esquerda, o Royal Fez Moroccan, concebido pelo ocultista Roland Berrill, nos anos cinquenta; à direita, o Pictorial Key Tarot, lançado em 2008 pela Lo Scarabeo.

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Agradecimentos a Ricardo Pereira, do blog Substractum Tarot, por ter me cedido a imagem do Pictorial Key, que eu vi pela primeira vez há alguns dias, em sua comunidade do Orkut. Agradeço também a inspiração!

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