Descobrindo o Tarot

junho 25, 2012

TIRAGENS CUSTOMIZADAS (+ EXEMPLO DE LEITURA)

Filed under: Disposições — Tags:, , , , , — Leonardo Dias @ 7:05 PM

Tenho experimentado bastante com arranjos posicionais customizados e orgânicos nas minhas leituras, em vez de somente reproduzir disposições tradicionais. A seguir, falo mais desses métodos, aproveito o ensejo para falar um pouco sobre como lemos as cartas e compartilho uma disposição, a título de exemplo.


Arranjos posicionais customizados e orgânicos – nome comprido. Posicionais porque são compostos por posições com função específica, que forçam mais exatidão sobre os significados das cartas que caem nelas; customizados por serem desenvolvidos exclusivamente para a questão do consulente, oque confere maior respeito às suas peculiaridades; finalmente, orgânicos¹, já que crescem de acordo com as necessidades da leitura, abrindo espaço para novos enfoques dentro de uma mesma questão. Junte tudo isso e você terá os tais arranjos posicionais customizados & orgânicos. O que esse nome carece em elegância, sobra em expressividade, ao menos.


A leitura de cartas não passa de uma sobreposição dinâmica de sistemas e estruturas que estabelecemos para impor precisão aos significados que damos às cartas, a fim de que esses possam ser arranjados em mensagens inteligíveis – legíveis, de fato. A ideia de usar cartas com significados para lançar prognósticos pede uma metodologia para dispô-las, já que sem ordem não é possível haver mensagem que componha prognóstico algum. Inseparavelmente associadas à noção de ler cartas desde seu princípio, as disposições posicionais foram naturalmente desenvolvidas como uma resposta a essa demanda; são parte essencial do aprendizado e da prática da leitura de cartas. Diferentes arranjos, compostos de posições apropriadas, são desenvolvidos para diferentes tipos de pergunta. Métodos de disposição ganham nome, função, fama, e até poder de alcance temporal; livros sobre leitura de cartas não deixam de incluir seções especiais para eles, enquanto leitores performam suas consultas com uma sucessão de várias disposições de leitura. Métodos de disposição fornecem, portanto, uma estrutura fixa à qual os significados das cartas podem ser firmemente pendurados. É uma consequência natural o fato de, com o tempo, certos arranjos adquirirem status de tradicionais.


A desvantagem dos arranjos posicionais tradicionais está justamente em sua firmeza: por consistirem sempre no mesmo conjunto de posições descrevendo sempre um mesmo aspecto de qualquer questão, eles nos obrigam a comprimir a situação do consulente em um esquema padronizado, o que caracteriza uma imposição de rótulos. O uso de arranjos sempre iguais encoraja a ideia de que todas as situações são iguais, pouco importando as variadas circunstâncias que as compõem. Podemos fazer melhor que isso, e é oque métodos posicionais customizados nos oferecem: moldando-se às particularidades de cada situação, permitem que cada questão seja contemplada pelo que tem de especial e, de quebra, tiram maior proveito da propriedade das cartas de se adaptarem a diferentes situações, revelando-as em sua integridade. Além disso, analisar uma situação com o objetivo de levantar seus pontos mais proeminentes é um exercício que nos força a considerá-la com mais objetividade.


O exemplo a seguir foi uma disposição que criei há alguns dias para analisar a situação de um casal que se separou recentemente. Na ausência de perguntas específicas, achei apropriado desenvolver um arranjo que empregasse os três potenciais básicos que uma leitura de cartas possui – o descritivo, o preditivo e o orientador. Decidi então usar as cartas para representar cinco aspectos da situação em questão: o consulente (um dos parceiros), o status da situação, suas causas, prognósticos e como o consulente deve agir. Duas das cinco posições – o status da situação e seus prognósticos – são compostas de um par de cartas, para mais detalhes. Sorteei sete cartas, que foram dispostas como na figura abaixo.

O formato da disposição foi definido sem muita consideração, apenas por me lembrar uma escada (a ideia de uma progressão de estágios). As funções de cada posição podem ser resumidas como


1 – O consulente
2 – o que acontece (2a, 2b)
3 – as causas do que acontece
4 – prognósticos (4a, 4b)
5 – como agir.


Temos aqui representados os dois aspectos principais de uma situação, isto é, a situação em si e o consulente como personagem principal da cena. Alternativamente, poderíamos adicionar uma posição extra entre a primeira e a segunda, representando seu parceiro.

O eixo 1-3-5 pode ser encarado como uma disposição à parte dentro do arranjo, indicando oque motiva (3) o consulente (1) a agir, além de orientá-lo a respeito de como (4) deve agir a fim de contextualizar suas ações mais proveitosamente à situação. A posição 3 tem relevância mais saliente no arranjo, pois pode ser vista como representante também das causas e motivações do consulente.

Sorteando sete cartas, obtive


Considerada uma das piores cartas do tarot, o Nove de Espadas representa as bases dessa situação (figura acima), indicando que o conflito entre os dois parceiros chegou a um nível de aflição que os impede de ver as coisas com clareza. Ninguém acredita em mais nenhuma possibilidade de acerto, ambos não sabem como as coisas foram chegar a esse estado. A combinação do Cavaleiro de Copas (o consulente) como Nove de Espadas indica que é o desespero que motiva o consulente a querer ficar com seu parceiro. Ele deve, no entanto, ser mais paciente, receptivo e humilde (Pajem de Pentáculos), pois a corrente situação de queda de braço, onde o primeiro que abrir a guarda admite submissão (Rainha de Bastões + Quatro de Pentáculos), dará lugar à concórdia em breve (Dez de Copas + Dois de Espadas). Ainda que essa concórdia não represente uma resolução real dos conflitos entre o casal (Dois de Espadas), ela trará felicidade e novas esperanças (Dez de Copas). Comparando as cartas de mesmo naipe (progressões de estado de um mesmo fator dentro da situação), vemos os conflitos do Nove chegando a um ponto de resolução no Dois. Os dois personagens de olhos tampados indicam que a felicidade dos que celebram o arco-íris que finaliza o fim da tempestade no Dez não é exatamente autêntica, pois advém de uma certa vista grossa aos reais problemas. Compare também o Pajem, humilde e contente com seu único disco, com o rei ganancioso do Quatro, que se apega como pode a tudo o que tem. O Quatro, aliás, combina bem com a Rainha, ambos falando de vaidade e egoísmo.


A possibilidade de enxergarmos conjuntos menores dentro de um mesmo arranjo de cartas (como o eixo 1-3-5) me faz pensar que podemos quebrar um arranjo em diversos blocos de posições ao longo da leitura. Você pode combinar as posições que compõem um arranjo de várias formas diferentes, criando vários subgrupos, podendo assim explorar diversos aspectos da questão numa mesma jogada. Para além dessa ideia, eu também posso pensar em blocos de posições livres que, como peças de lego, podem ser combinados de inúmeras formas diferentes para criar novos arranjos. É o caso da pequena cruz, um bloco de posições que eu tirei da Cruz Celta (suas posições 1 e 2) e que uso para compor ou complementar outros arranjos.


A ocasião da leitura, onde as ideias vão se combinando e se construindo conforme progride o diálogo entre consulente e leitor, é o momento ideal para o leitor usar os arranjos com mais liberdade, pois tudo está mais plástico. Métodos criados pelo próprio leitor lhe dão mais liberdade de ação para montá-los e remontá-los à sua escolha. Oque distingue o caráter de leituras orgânicas é justamente essa vivacidade que abre maior espaço à expressão individual do leitor, em contraste com um estilo de leitura que prioriza a reprodução repetitiva de modelos limitados.


Vale ressaltar que arranjos customizados não precisam antagonizar com arranjos tradicionais. Você pode enriquecer sua leitura usando as duas formas de dispor as cartas, aproveitando de cada qual oque ela oferece de melhor. A coisa toda não está exatamente nos métodos a serem usados, mas em como o leitor faz uso desses métodos. Se, por um lado, para obtermos mensagens dos significados das cartas, precisamos limitá-los, por outro, é preciso cuidar para que não consideremos os limites antes dos próprios significados. A simples possibilidade de, literalmente, construir a leitura ao mesmo tempo em que ela é feita, amplia os horizontes e ajuda a diminuir estruturas desnecessárias que acabam por prevenir nosso contato despojado, direto com as cartas.


NOTAS


1 James Ricklef fala mais sobre métodos de leitura “orgânicos” neste post de seu blog. É daí que eu tiro o termo, Ricklef sendo provavelmente seu criador. Vale a pena conferir o post, a propósito.

Anúncios

setembro 25, 2011

LEITURA: 6 CARTAS PARA UMA ESCOLHA

Filed under: Diversos, Videos — Tags:, , , — Leonardo Dias @ 1:23 PM

setembro 7, 2011

VIDEO LEITURA – OITO CARTAS PARA UMA IDEIA

Filed under: Videos — Tags:, , , — Leonardo Dias @ 11:00 PM

julho 22, 2011

Leitura para Arthur, o gato

Filed under: Diversos, Videos — Tags:, , , , — Leonardo Dias @ 2:13 AM

Já faz um tempo que eu tenho me perguntado por que meu gato sempre gosta de ficar por perto quando estou lendo as cartas – seja pra eu mesmo, seja pra outros. Contando casos similares, os vários relatos de outros leitores de cartas e amigos só me deixaram mais intrigado. Por exemplo uma consulente recentemente me contou que os gatos de uma outra cartomante com quem ela se consultou (uns cinco ou seis) costumavam se reunir todos aos pés da mesa, enquanto ela lia as cartas. Independente do que ela fazia, eles não saíam.

Depois de muito pensar, me dei conta de que eu tinha todos os elementos necessários para tentar achar uma resposta: um baralho de Tarot e – por que não – um genuíno representante dos felinos domésticos, Arthur. Confiram no video abaixo em que isso deu.


outubro 18, 2010

VIDEOS – método de leitura ‘corte rápido’ + combinando pares de cartas

Filed under: Disposições, Videos — Tags:, , , , — Leonardo Dias @ 2:18 AM

Video falando um pouco sobre o quick cut, com explicações sobre o método e exemplos de leitura. Por favor, assistam em HD ou 480p, porque a qualidade está aquém do que eu considero razoável.


.

Aproveitando que eu falei do quick cut, aqui também vai um video com algumas dicas de combinação das cartas.

Uma coisa que eu não falei no video – em pares de cartas onde ambaas pertencem a um mesmo elemento, pode ser muito interessante verificar o que a ausência do elemento oposto pode querer dizer. Ausências sempre são significativas, mas em casos de excesso ou totalidade de algum elemento, a ausência do elemento oposto é tão importante quanto a profusão de um determinado elemento. É geralmente tido que os quatro elementos se opõem da seguinte forma – –

FOGO     –     ÁGUA

AR          –     TERRA

Existem diversas formas de se associarem as cartas aos elementos. Eu sigo o sistema de correspondências da Golden Dawn, que pode ser sumarizado assim – –

Bastões = Fogo

Copas = Água

Espadas = Ar

Pentáculos = Terra

Ou seja, todas as cartas de Copas pertencem ao elemento Água, todas as de Pentáculos ao elemento Terra, etc. Com os arcanos maiores a coisa fica um pouco mais complicada. Os elementos regentes de cada carta maior são definidos pelo signo/planeta ao qual a carta maior em questão corresponde. Abaixo, uma tabela simples com as correspondências, de acordo com a GD – –

No caso do video, uma ausência do elemento Ar poderia indicar falta de lógica, apego demais aos procedimentos tradicionais, falta de abertura mental, incompreensão, e coisas do tipo.

Enfim, aqui vai o video – espero que gostem – –

outubro 13, 2010

UPDATES DE SIGNIFICADO 3 – Três de Pentáculos, Quatro de Copas, Quick Cut Exemplos

Duas cartas que me chamaram a atenção em leituras recentes, e cujo significado tomou cores novas, em consequência de seu papel em tais leituras. Já digo logo no começo – podcast AQUI.

.

.

QUATRO DE COPAS………………..No RWS, essa carta fala basicamente de enfado, enjoo de uma coisa. Olhe para a imagem – o rapaz senta-se recostado na árvore, braços cruzados, expressão de descontentamento. Ele claramente não está satisfeito. Sua aparente falta de satisfação contrasta com a profusão de copas enormes logo em sua frente. Ainda que tem muito, ele não tem nada, pois é a insatisfação em pessoa. Observe também a mão mágica saindo de uma nuvenzinha, oferecendo-lhe um novo tipo de bebida – que ele, no entanto, mal parece perceber. Sobre essa carta, Waite diz –

Cansaço, desgosto, aversão, aborrecimentos imaginários, como se o vinho desse mundo só tivesse causado saciedade; outro vinho, como um presente mágico, é agora oferecido ao perdulário, mas ele vê aí consolo algum. Esta é também uma carta de prazer atenuado.

A ideia central da descrição de Waite parece ser a de repulsa por excesso – é o que ele sugere com a comparação do vinho do mundo causando saciedade. É interessante a gente checar os significados atribuídos a essa mesma carta por Etteilla – –

Cansaço, desgosto, descontentamento, repulsa, aversão, inimizade, ódio, horror, angústia, sofrimento mental, desânimo brando, aborrecimento doloroso, irritante, desagradável, desaventurado, incômodo.

Ainda que mais dramática, a ideia de Etteilla é a mesma – e fica claro aqui como que Waite se baseou em Etteilla na conceitualização dessa carta. Mesmo assim, eu não iria tão longe quanto Etteilla ao considerar os significados. A visão de Waite sobre ela parece ter girado mais em torno do enfastio e do desânimo brando. A última sentença da descrição de Waite, aliás, repete a definição da Golden Dawn, que chama essa carta de “Senhor do Prazer Atenuado” (‘Lord of the Blended Pleasure’).

Em uma leitura recente, essa carta apareceu para indicar justamente que a consulente estava cansada, enjoada de certa situação com uma pessoa, e que, por mais que ela gostasse dessa determinada pessoa, o aborrecimento geral da situação já não mais lhe palpitava. O sentimento estava já enchendo o saco.

O Quatro de Copas é basicamente a carta do saco cheio. Irritação, descontentamento e aversão – ou mesmo repulsa, dependendo da dignidade.

.

“O Vinho do Mundo”…………………Uma coisa em particular me chamou a atenção na descrição de Waite para o Quatro de Copas – a metáfora do vinho desse mundo versus outro vinho (wine of this world, another wine). Sabemos que Waite era um profundo conhecedor do simbolismo cristão – de fato, Waite nunca deixou de considerar-se católico. O vinho é um símbolo muito usado no texto bíblico, e recebe uma série de significados ao longo dos livros da Bíblia. Essa expressão em particular, “o vinho do mundo”, é usada até hoje.

“E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissipação, mas enchei-vos do Espírito” (Efésios 5:18)

A Bíblia fala de dois tipos de vinho – o vinho do mundo, e o vinho do Espírito. O primeiro pode ser lido como uma metáfora para as coisas do mundo, que nos “embriagam” e nos conduzem à perdição – os desejos da carne, cuja satisfação traz falsa saciedade. O segundo é a fonte da verdadeira satisfação, o vinho que nos “embriaga” com a Graça divina – o próprio sangue de Cristo, de certa forma. Assim, podemos ler o trecho acima como uma admoestação para que não nos entreguemos aos prazeres falsos da carne, mas à real satisfação da Graça do Espírito.

Na imagem, as três taças diante do personagem são uma referência a esse “vinho do mundo”, o qual ele já bebeu, pois as taças encontram-se vazias. Com efeito, na carta anterior, o Três de Copas, vemos a própria embriaguez com os prazeres da vida, em uma celebração dionisíaca. A quarta taça, saída das nuvens como que por pura mágica (muito semelhante ao próprio Ás de Copas, a propósito), pode ser vista como o vinho do Espírito, a verdadeira saciedade, a felicidade real. Essa semelhança da quarta taça com o Ás de Copas é interessante, pois esse ás exibe a pomba e a hóstia em sua carta, de modo que podemos compará-lo à própria Graça do Espírito Santo. Após ter bebido do vinho do mundo e se saciado, o personagem do Quatro de Copas não consegue ver consolo no vinho do Espíritoa fairy gift como o chama Waite, fairy, que também significa “fada”, dando assim ideia de encanto sobrenatural, divino. Perceba aqui a semelhança da temática do Quatro de Copas, à luz dessa breve análise pictórica, às temáticas do Sete e do Oito de Copas, que também tratam dessa relação do indivíduo com os prazeres da carne, e os assim chamados reais prazeres do espírito.

A imagem do Quatro de Copas parece, portanto, brincar com esse simbolismo do vinho como a saciedade, ou como o preenchimento, a satisfação que nos embriaga. Mais uma vez, o teor primariamente mnemônico do simbolismo, intenção inicial do emprego de imagens nas cartas menores do RWS, parece ter sido excedido por um caráter mais profundo nesse simbolismo, onde vemos sendo posta em discussão a própria temática da real felicidade. Trocando em miúdos – temos aí mais uma evidência de que, embora a ideia inicial fosse apenas incluir desenhos nas imagens das cartas menores para facilitar a lembrança de seu significado, Pamela parece ter inserido um simbolismo mais complexo e rico nas imagens.

Agora, compare esses dois tipos de saciedade - a do Quatro de Copas e o do Nove de Copas. Em que elas são diferentes? A postura das duas figuras é até semelhante. Interessante - para tornar-se 9, o 4 precisa do 5 😉

.

.

.

TRÊS DE PENTÁCULOS…………………Embora isso não seja muito mencionado por aí, a julgar pelo livro The Pictorial Key to the Tarot, a sequência dos Arcanos Menores do RWS não conta de forma crescente (Ás – Rei), mas decrescente (Rei-Ás). Isso significa que, se é verdade que cada naipe incorpora uma narrativa, tal narrativa é verificada quando olhamos o Dez como primeiro capítulo, e o Dois como o último (ases são outra história). Isso passa a fazer mais sentido quando consideramos as relações do RWS com a Cabala – todos os quatro Dez são relacionados à décima sephirah, Malkuth. Essa sephirah representa o nosso mundo manifestado, a nossa existência física, que na Cabala é vista como meramente o último estágio no processo de manifestação. Se Malkuth é o último estágio para Deus, é o primeiro para os homens – nossa existência material é o ponto de partida para nossa ascensão rumo justamente a Deus. Logo, a ideia por trás da sequência decrescente dos naipes seja talvez a de expressar a ascensão da consciência em cada plano. Sobre isso é interessante notar que o próprio sistema de graus da Golden Dawn consistia em uma alusão à sequência das sephirot da Árvore da Vida cabalística, de forma decrescente – o estudante iniciava sua trajetória na ordem como 0=0, depois partia para 1=10 (Malkuth), 2=9 (Yesod), e assim por diante, até atingir o grau mais alto, 10=1, Kether. Nesse sentido, no naipe de Espadas, por exemplo, o indivíduo passaria da total ruína do Dez de Espadas, para a conciliação do Dois de Espadas. O sol nascente do Dez então passa até a fazer mais sentido.

Enfim, eu começo falando de tudo isso porque a descrição de Waite para o Três de Pentáculos é uma boa evidência dessa ordem, que aliás é a ordem que as cartas são apresentadas no livro. Abaixo, um trecho da descrição – –

(…) Compare-se com o desenho que ilustra o Oito de Pentáculos. O aprendiz ou amador de lá recebeu sua recompensa e agora trabalha com empenho.

Tal afirmação é o suficiente para ligarmos essa carta ao Oito de Pentáculos, que realmente retrata o aprendiz, que agora se tornou um profissional célebre. Observe que, exceto pelas cores, as roupas dos dois personagens é idêntica – ele até aparece com a mesma mesa nas duas cartas, sentado em uma e de pé na outra. Seus discos, que antes se pareciam com objetos feitos em série para treinamento, no Três são vistos esculpidos em pedra na própria parede, parte da decoração – seu trabalho se condensou, tomou corpo definido e definitivo. Também, seu trabalho não é feito sozinho agora, mas é parte do contexto de um trabalho maior, feito em equipe, como a presença dos outros dois tipos de profissionais atesta.

Vista sob o contexto dessa narrativa, a imagem do Três de Pentáculos parece dar corpo também ao significado menos conhecido para essa carta – além de habilidade profissional e competência, essa carta também indica glória e sucesso em uma determinada atividade. Waite faz questão de salientar isso, quando menciona que, apesar de o Três de Pentáculos ser visto como “profissão e trabalho especializado“, ele é, contudo, “comumente visto como uma carta de nobreza, aristocracia, renome e glória“. Com essa ressalva, Waite mais uma vez veladamente se refere a Etteilla, que enche a folha para essa carta com elogios da mais alta categoria, tais como fama, esplendor, celebridade e magnificência.

Prá resumir – Três de Pentáculos = sucesso profissional. Dependendo das cartas, pode falar de reconhecimento, grande habilidade, destreza em nível profissonal, renome e fama decorrentes dessa habilidade.

.

.

EXEMPLOS DE QUICK CUTS………………..Faz alguns dias falei sobre esse método de tiragem muito legal que condensa, num só movimento, o corte e a disposição das cartas. Andei colocando-o em prática, e aqui vão alguns exemplos de quick cuts que fiz ultimamente – –

Tá se perguntando o que essa imagem tem a ver com o texto? NADA, nada a ver, rsrsrs.


Quick cut sobre a vida amorosa de consulente que se encontra entre uma pessoa de quem ela gosta muito, mas com quem tem um relacionamento frustrado, e outra pessoa que a aprecia muito, mas de quem ela não gosta tanto (caso clássico, rs).

Nove de Espadas + Dois de Pentáculos – apesar do estado interno de angústia e desespero, a consulente busca agir e lidar com o conflito de uma forma prática. O Dois de Pentáculos nos oferece uma ótima ilustração das duas opções, sendo equilibradas com habilidade pelo malabarista.

.

Consulente deseja saber se vai obter sucesso em sua corrente atividade.

Três de Pentáculos + Três de Copas – duas vezes o número três deve significar algo. O 3 é um número de muita abundância e sucesso, então isso em si já é um primeiro sinal de que o consulente terá seus esforços reconhecidos. A primeira carta da a resposta, a segunda fornece um complemento. O Três de Pentáculos, como eu já disse, fala justamente de reconhecimento profissional e sucesso; o Três de Copas só reforça essa ideia, e a tempera com cores alegres e leves. Em ambas as cartas temos também o elemento externo nas outras pessoas – esse sucesso não vem sem a participação de amigos e auxiliares.

.

Consulente deseja saber como foi, para a outra pessoa, a conversa que tiveram recentemente.

Nove de Espadas + Diabo – a outra pessoa não se sentiu nem um pouco confortável. A conversa foi um terror, e deixou a pessoa arrasada por dentro. Ainda assim, por fora ela manteve as aparências. O Diabo como carta externa indica uma postura de domínio, autoridade e poder. Resumindo – a pessoa se gabou até dizer chega, puxou sardinha pra si o tempo todo, se manteve soberba, mas isso tudo foi só um expediente para esconder seu total desespero e vulnerabilidade emocional.

.

.

.

.

SOM

O som pro podcast de hoje, mais uma vez, girou em torno do house e disco. Confira abaixo o set em detalhe – –

.

O podcast já abre no clima com CLEO & PATRA, badalando com Marcus Antonius on the Run, do EP On the Nile.

.

Em sequência, Untitled Love, de STILL GOING, mais uma de um EP, Spaghetti Circus/Untitled Love.

.

You’ve Got Me Runnin’ é cantada por LENNY WILLIAMS, e integra o set do album Spark of Love, de 1978. Essa faixa é a base pro remix de Marcus Antonius on the Run, que abriu o podcast.

.

A gente segue com HOT TODDY, Flotation Tank, do album super legal Late Night Boogie.

.

Finalizando com They Call It Edit (LTJ Rework Edit), faixa composta por, IT’S A SMALL WORLD DISCO.

agosto 9, 2010

ENTREVISTA COM O RIDER-WAITE-SMITH!

Filed under: Audio — Tags:, , , , — Leonardo Dias @ 5:15 AM

podcast #1 aqui

Você já pensou em conversar com seu próprio baralho de Tarot? É o que propõe esse outro método de disposição, que eu achei por acaso faz alguns dias, em um site alemão. A princípio, o método é destinado a ser usado com decks novos, mas é claro que nada impede que seja usado com baralhos velhos também. É um método muito interessante para ajudar o estudante a pensar mais sobre seu objeto de estudo e sua ferramenta de trabalho. Uma coisa legal sobre esse esquema de jogada é que ele começa de baixo para cima, como uma árvore que cresce –


Nunca usei esse método, então decidi testá-lo entrevistando meu baralho preferido, o Rider-Waite-Smith. O que será que ele vai dizer?

 


.

I – Diga algo sobre si mesmo; qual a sua melhor característica? A Lua Mistério, confusão, ilusão. Parece que a melhor característica do RWS está mesmo em seu mistério convidativo, em seu simbolismo aparentemente simples, mas intrincado – e em seus detalhes que guardam tantos segredos não revelados por Waite ou Pamela. Com efeito, o RWS é um baralho que possui uma camada de simbolismo oculto não revelado completamente. A Lua, aqui, fala dos mistérios do inconsciente, e do desafio da noite – despertar no viajante seu conhecimento interior, tirando dele seu contato com o mundo exterior que é iluminado pelo Sol. A Lua aqui também adverte para enganos e embustes, armadilhas; eu já escutei, mais de uma vez, que existem várias armadilhas no simbolismo do RWS, para testar aqueles que buscam o conhecimento oculto. Coisas do ocultismo vitoriano…

II – Qual é sua força (seu ponto forte)? Rainha de Espadas inteligência precisa e sutil, percepção aguçada e senso de proporção e harmonia. Sensibilidade e delicadeza. As borboletas no trono e na coroa da Rainha de Espadas me fazem lembrar de fadas, e do dinamismo dos nossos pensamentos. O enfoque da Rainha de Espadas é interior, suas análises são introspectivas. Há também aqui o apelo ao outro, uma inteligência transpessoal compartilhada tanto por Waite como por Pamela, que talvez seja o que tenha resultado na popularidade que esse deck alcançou no século 20.

III – Qual é seu limite (até onde você vai)? Ás de Ouros o plano material é o limite do RWS; de certa forma, isso equivale a dizer que ele abrange a totalidade pois a matéria é a última fronteira da manifestação, e o Ás de Ouros é a última carta (a ordem é de cima pra baixo, como no The Pictorial Key to the Tarot). Por outro lado, aqui também temos limitações com questões relativas a coisas materiais e vida cotidiana, questões muito práticas.

IV – Sobre o que você vem falar? O que tem a me ensinar? Rainha de Copas eu venho falar sobre os mistérios do que é oculto, e venho ensinar-lhe a acessar esses segredos, a escutar o que sua voz interior lhe sussurra. A Rainha de Copas – mais uma rainha – é bastante relacionada à Grande Sacerdotisa, e aqui ecoa bastante a força da Lua também. Ela personifica o poder da Água e da Taça, mostrando que o RWS pode me ensinar a aguçar minha intuição e minha sensibilidade, bem como abrir meus canais para perceber os outros, cuidar deles e trazer-lhes a cura.

V – Qual a melhor forma de trabalharmos juntos? Dois de Paus devemos combinar nossas forças. Você deve acreditar no seu poder e focar sua vontade com firmeza. É preciso ser ousado e quebrar barreiras. Você deve ter pulso firme e afirmar seu domínio do território, e controle sobre a ação. Tenha autoridade e confie em si mesmo.

VI – Qual é o provável resultado de nossa colaboração? Rei de Ouros experiência concreta e o alcance de uma posição sólida nesse campo. Habilidade e expertise, especialização completa. Também, retorno financeiro.

.

.Falou, e falou bastante, rs. Incluo também uma gravação da minha interpretação, com mais detalhes e ideias sobre cada posição. Clique aqui para escutar a gravação. Entreviste seu deck também – e venha me contar o que ele te disse 😉


julho 23, 2010

ANALISANDO UM DILEMA NA CRUZ CELTA

Recentemente, a leitora Valentina Oliveira levantou uma questão muito interessante em um comentário para o post sobre como resolver leituras problemáticas. Achei que seria legal expor a questão aqui e respondê-la com um post. A pergunta de Valentina foi a seguinte –

(…) costumo usar o modelo de tiragem da Cruz Celta – exatamente como descreve Liz Greene e [Juliet] Sharman-Burke no Tarô Mitológico [livro lançado no Brasil pela Ed. Madras]. Fiz, certa vez, uma abertura para estudo; na posição número 6 (Influências Futuras) caiu a Oito de Copas, e na posição 10 (Resultado Final) caiu a Dez de Copas. Como interpretar essa situação? Fiquei confusa a respeito, e pra falar a verdade ainda tenho dúvidas.

Primeiro, Valentina, eu acredito que o aspecto mais básico do seu problema está no quão claras estão as atribuições de cada posição da Cruz Celta para você. A Cruz Celta é um método de leitura posicional – faz uso de posições com funções específicas. Métodos posicionais são, antes de qualquer coisa, estruturas; pra você tirar o melhor deles, portanto, é preciso seguir a estrutura o mais fielmente o possível. Regra básica.

Eu vou começar dizendo uma coisa que certamente já passou pela cabeça de muita gente:

Uma leitura de cartas pode ser vista como uma frase – é a afirmação, a determinação, é a descrição de um fato.

A estrutura das jogadas posicionais pode ser comparada ao mecanismo sintático de uma frase. É só lembrar-se das aulas de português – uma oração pode ser dividida em vários elementos, cada um com uma função sintática específica – sujeito, predicado, complementos, etc. O significado de cada palavra que compõe a frase é aderido ao contexto da frase, por meio de tais funções. Uma leitura de cartas posicional não funciona muito diferente – você tem as cartas, cada uma com seu significado; e você tem as posições onde elas caem, cada uma com sua função; ao combinar essas duas coisas e associá-las ao contexto da leitura, você tem a mensagem. Portanto, quanto melhor você entender a função de cada posição, mais fácil vai ser driblar aparentes inconsistências, como a que você citou. Ler Tarot é comparável a falar um idioma – o falante de uma determinada língua instintivamente domina a sua norma, e a usa para expressar-se. A ideia é habituar-se tanto com essa linguagem de funções posicionais a ponto de ela se tornar instintiva pra você. Para alcançar isso, é necessário introjetar a estrutura; e uma boa compreensão da estrutura advém da clareza. Mais uma vez, se você está usando uma estrutura, deve segui-la.

Dito isso, podemos partir para o próximo aspecto da questão, que é justamente a definição clara da função de cada posição. Em nome da objetividade, vamos nos concentrar aqui na informação que Valentina nos passou no comentário. Temos então que a posição 6 refere-se a “influências futuras”, ao passo que a posição 10 é o “resultado final”. Embora isso não fique óbvio à primeira vista, ambas as posições referem-se a coisas de naturezas bastante distintas. A diferença entre as duas é que, essencialmente, a posição 10 detém uma qualidade mais absoluta, enquanto que a posição 6 descreve fatores mais circunstanciais. A posição 6 indica o desenrolar da situação em um futuro próximo, ela é parte de uma linha do tempo. A posição 10, por outro lado, é a força maior sobre a situação – ela está acima do tempo. A posição do resultado final é, a propósito, um recurso muito empregado em vários métodos de leitura posicional. Uma de suas principais funções é a de dar um termo à leitura, amarrá-la num contexto geral e evitar que ela não se perca no ar. A posição 10 serve de referência e de balizadora para todas as outras cartas – em qualquer duvida, ela é a dona da palavra final.

Ao que me parece, a confusão de Valentina baseia-se na ideia comum de que o futuro guarda o termo para a questão – ele é o detentor da resposta, ele a determina. Pensando assim, fica mesmo fácil confundir o valor das duas posições. Já discutimos isso no post sobre o futuro e o tempo. De qualquer forma, no caso particular da posição 6 da Cruz Celta, o futuro aparece simplesmente como uma sequência ao momento presente. Tal posição não fornece nenhum decreto final sobre a situação, dando apenas um vislumbre dos próximos acontecimentos. No caso exposto por Valentina, o futuro reserva alguma situação Oito de Copas para o consulente – entretanto, a palavra final da situação pertence ao Dez.

Resumindo, o cerne da questão de Valentina está na diferença de natureza entre as duas posições. Ambas não possuem nenhum tipo de relação direta. As influências futuras são como os próximos capítulos da história. O resultado final determina mais acuradamente o termo da questão – seja ele presente, futuro, ou passado – cabendo às outras cartas da cruz Celta, inclusive a posição 6, fornecer-lhe dados complementares.

Pra finalizar, duas fontes de referência que considero completamente indispensáveis para quem gosta de praticar a Cruz Celta. Uma ótima descrição desse método pode ser encontrada no livro de Rachel Pollack 78 Graus de Sabedoria – Parte II, publicado no Brasil pela editora Nova Fronteira (a Parte I desse mesmo livro é igualmente excelente). Outra magnífica descrição da Cruz Celta pode ser encontrada aqui, e foi feita por Joan Bunning para o seu conhecido site LearnTarot.com. Cada posição é descrita com extremo detalhe, e Joan ainda sugere um passo-a-passo de como interpretar a disposição.

É isso. Obrigado a Valentina, e a todos os que participam do blog, enviando perguntas ou comentários. Se você tem alguma dúvida, pode também expor, e descobriremos juntos.


Imagem A imagem de hoje é um snapshot capturado e trabalhado de um video no YouTube chamado celtklein, que monstra a gradual criação de um nó celta desenhado. Quem nunca viu vídeos de desenhos de nós celtas deveria conferir – é muito legal.

maio 30, 2010

Como arruinar uma leitura de cartas

Filed under: Diversos — Tags:, , , , — Leonardo Dias @ 6:50 AM

(Texto original de James Ricklef, autor do blog JamesRicklef.wordpress.com. Tradução minha, com a permissão do autor)

Eu me lembro de uma leitura que fiz há muitos anos atrás, na qual o consulente não tinha uma pergunta específica; então – como costumo fazer – decidi deixar uma carta sugerir o assunto da leitura. Abri o baralho em leque, e o consulente tirou a carta da Morte. Eu vi isso como a indicação de uma transição maior em sua vida, e então lhe perguntei se ele estava lidando com alguma grande mudança ocorrida recentemente. Surpreso, o consulente sacudiu a cabeça lentamente e disse: “Não. Nada”.

Humm. Certo.

Segui em frente e lhe dei uma leitura geral, durante a qual eu descobri que o rapaz tinha sido demitido de um emprego que pagava bem, em uma empresa grande. Ele me disse que havia arrumado um novo emprego há mais ou menos seis meses, porém em uma empresa menor e menos prestigiosa, onde ele teve que aceitar uma posição de menor status e salário mais baixo. Além disso, esse novo emprego estava sendo difícil, pois a maioria das outras pessoas já estava na empresa por dez ou vinte anos, de modo que ele era o “novo no pedaço” e se sentia excluído das panelinhas.

Então… nenhuma grande mudança em sua vida para lidar, né?

O consulente não estava mentindo ou tentando me enganar quando disse que não tinha acontecido nenhuma grande mudança em sua vida recentemente. Talvez esses problemas simplesmente não ficaram registrados em sua cabeça, ou talvez sua ideia de “recente” não era a mesma que a minha.

Outro exemplo – uma vez, fiz uma leitura onde eu vi o Quatro de Paus como uma indicação de que a consulente esperava por alguma forma de volta ao lar. No entanto, quando eu lhe questionei a respeito, recebi outra dose de “não, não faço ideia do que isso pode ser”. Alguns minutos depois, acabei descobrindo que a consulente era nova na cidade e estava morando num lugar temporário, enquanto procurava por uma residência permanente. Eu chamaria isso de “volta ao lar”, mas talvez ela pensou que isso queria dizer voltar para o lar de onde ela tinha partido.

Então, o que podemos tirar desses exemplos?

Eu aprendi que, durante a leitura, é possível que o consulente não se lembre de certas coisas, ou não veja associações importantes, não atente para a importância de certos acontecimentos, ou talvez entenda mal o que lhe dizemos. É para isso que conversamos com eles e os escutamos cuidadosamente; é por isso que revisamos certas cartas da leitura quando ouvimos alguma coisa que se relaciona com elas; e é por isso que, quando alguém diz que nossa interpretação de uma carta não tem nada a ver com sua vida, não damos muita confiança e não deixamos isso incomodar.

Em tais casos, eu geralmente concordo educadamente e digo algo como “Certo. Bom, vamos continuar com a leitura e ver o que mais sai”. A significância do fato ignorado pode aparecer mais tarde na leitura, como nos dois exemplos acima. Porém, mesmo se não aparecer, ela ainda poderá voltar à mente do consulente mais tarde naquele dia, ou mesmo uma semana depois. Além do quê, às vezes o consulente está negando certas coisas, ou não tem preparo para escutar o que estamos lhe dizendo.

Lógico, existe sempre a possibilidade de estarmos errados. Mas isso também não faz mal, e nós precisamos entender que não temos que acertar o tempo todo. Ninguém espera perfeição absoluta de profissionais de outras áreas; porém, por alguma razão, se você é um leitor de Tarot e não acerta sempre, algumas pessoas começam a pensar que você é um charlatão. Mas isso não é verdade. Nós somos humanos, e humanos não são perfeitos. Se começarmos a exigir perfeição de nós mesmos, logo começaremos a empacar; vamos começar a pensar duas vezes sobre tudo o que dizemos em uma leitura, e essa a é a melhor forma de arruinar uma consulta.


James Ricklef dá palestras, lê e escreve sobre Tarot. É autor de obras como Tarot Tells the Tale e Tarot – Get the Whole Story, além de ser o criador do baralho Tarot of the Masters, que busca inspiração nas obras de mestres da pintura para compor as imagens das cartas. Você pode conhecer mais sobre o trabalho de James em seu blog, jamesricklef.wordpress.com, ou em sei website, jamesricklef.com.

%d blogueiros gostam disto: