Descobrindo o Tarot

dezembro 5, 2010

QUALQUER SEMELHANÇA É MERA COINCIDÊNCIA (?)

Filed under: Diversos — Tags:, , , , — Leonardo Dias @ 2:24 AM

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Ilustração de capa do livro Diferente como Chanel (Different like Coco, 2007), de Eliabeth Mattews versus versão para a carta O Louco do baralho Rider-Waite-Smith, por Pamela Smith (1909). Impossível não comparar. Total sugerindo que a primeira é inspirada na segunda. E até que faz muito sentido – prá quem não sabe, a francesa Coco Chanel trouxe o espírito revolucionário e quebra-paradigmas do Louco para o mundo da moda, em plenos anos 10-20. Como o título do livro sugere, ela fez a diferença.

E, sim, ela é a fundadora da griffe Chanel.

novembro 21, 2010

thefoolisyou

Filed under: Citações/frases, Diversos — Tags:, , , — Leonardo Dias @ 10:21 PM

agosto 29, 2010

MUITO ‘O LOUCO’ ISSO

Filed under: Citações/frases — Tags:, , , , — Leonardo Dias @ 2:21 PM

“Vou viver como um mergulhador nas alturas, vou viver como se eu nunca fosse morrer, se eu tentar, talvez eu me sinta conectada.”

Emilíana Torrini, Easy, do album Love in the Time of Science, 1999.

agosto 23, 2010

O LOUCO DESCOBRINDO O TAROT

Filed under: Notas — Tags:, , , — Leonardo Dias @ 9:06 AM

Faz quase dez anos que eu não faço desenho nenhum, mas essa imagem eu não podia deixar passar sem registro, rs.

junho 13, 2010

NOTAS – USO DO TAROT + O LOUCO, ESSÊNCIA DA VIDA + IMPERATRIZ+CULTURA POP

Filed under: Diversos, Notas — Tags:, , , , , , — Leonardo Dias @ 7:53 PM

CITAÇÃO:

(…)[O Tarot,]se trata de uma ferramenta oracular que, antevendo fatos e situações, auxilia a orientar e aconselhar nas angústias de algum momento da nossa alma.” É assim que Arierom já começa seu post O Tarot não presta. Eu achei uma excelente definição, que ressalta um dos mais proeminentes aspectos do Tarot e da leitura de cartas – seu poder de nos fornecer uma consciência diferente de tempo, e de um dado momento em particular. É o que muitos definiriam como um uso “consciente” ou “responsável” da coisa toda de prever o futuro; a diferença entre simplesmente informar e efetivamente contextualizar o tempo na vida de alguém. É nisso que eu acho que consiste a qualidade de uma leitura, no sentido de sua solidez – caso a gente queira bandear um pouco pro puritanismo e se prestar a rotular o que é bom e o que é ruim. Mesmo assim, de uma maneira ou de outra, a utilidade da ferramenta é a mesma = sua capacidade de, trazendo o futuro para o presente, unir esses dois conceitos imaginários e abrir nossos olhos para uma talvez mais madura concepção do tempo (e, por tabela, de nossas vidas) – sua integralidade, sua esferidade, digamos.


E o consulente, mesmo quando concentrado em questões vãs, nem precisa perceber que a gente tá fazendo isso.


A FORÇA DA VIDA / A BEIRA DO MUNDO

Do livro “O Tarô Cabalístico, de Robert Wang”, pg. 42:

(…)O décimo quarto princípio cabalístico de Pico [de la Mirandola, filósofo italiano renascentista] afirmava que, ao se acrescentar a letra hebraica w (shin) ao nome divino hvhi (yod, heh, vau, heh), produzindo hvwhi Jeheshua, o nome hebraico de Jesus, tornava-se possível pronunciar o nome impronunciável de Deus. Do ponto de vista da Cabala Hermética e da Aurora Dourada [Golden Dawn, sociedade esotérica vitoriana], este fato tem um significado especial. O princípio mais importante da Cabala Hermética atual talvez seja o de que todas as coisas são quatro elementos ativados por um quinto, que é o Espírito. Yod é Fogo, Heh é a Água, Vau, o Ar, o último Heh é a Terra e Shin é o Espírito.

Agora, o salto – prepare-se ~

Na versão da carta do Louco de Pamela Smith para o baralho de Tarot que hoje chamamos de Rider-Waite-Smith, escondidinha na malha altamente estampada da roupa do Louco, há uma letra shin. Alguns atribuem isso a uma possível correspondência entre o símbolo do Louco e essa letra, o que estaria de acordo com o sistema de correspondências entre as 22 cartas grandes e as 22 letras hebraicas proposto por Eliphas Lévi – ainda que Waite, autor da carta, tenha diversas vezes frisado não estar “incluso entre aqueles que estão satisfeitos com uma correspondência válida entre letras hebraicas e símbolos dos Trunfos do Tarot”. E, mesmo quanto a isso, ninguém pode negar que a própria Pamela tivesse escondido a letra no desenho, sem Waite perceber; ou que ainda Waite realmente seguia um sistema de correspondências, mas preferiu manter-se em silêncio quanto a isso por “lealdade aos seus votos”.

Controvérsias à parte, temos nisso o Louco como o puro espírito, a força que anima e ativa o composite ar-fogo + água-terra (vayu-tejas + apas-prithivi, pros esotéricos) que compõe o mundo, que compõe a gente, que compõe tudo. Em outras palavras, a imagem do Louco do Tarot é uma expressão da essência da vida, a medula do universo, a beira do mundo (como diz outra louca, Estamira, e como o nosso Louco, à beira do abismo). Pra quem ainda tem dúvida, é essa a essência do Tarot.


A IMPERATRIZ EM DUAS IMAGENS DA CULTURA POP – KYLIE MINOGUE THE ONE E KELIS ACAPELLA


Ai, eu sei que eu to fugindo do assunto central do blog, mas eu não resisto – dois vídeos que eu amo, ambos exibindo um composto de imagens que me fazem pensar muito na Imperatriz do Tarot (e no arquétipo da Grande Deusa, do Feminino em geral):

Primeiro, Kylie Minogue em seu video para The One, um dos singles de seu penúltimo álbum, X. Nele, Kylie evoca toda uma imagem divinizada da feminilidade, aparecendo entronizada no centro da tela entre efeitos psicodélicos, com direito a até à rosa-lírio (tabom, semi-lírio, rs) florescendo em preto-e-branco ao fundo, em um dos takes do video. O video todo é um culto ao egocentrismo, cheio de imagens de corpos idealizados e reflexos do rosto perfeito da cantora no espelho, cantando I’m the one, love me, love me (‘eu sou a única, me ame, me ame’). Ele praticamente diz pra você se amar – leia-se, perder-se na auto-indulgência dos prazeres, no hedonismo consumista (e na compra do Ray Ban lindo que aparece no final, bem no ápice do som, coincidentemente). Mas a imagem da Imperatriz está ali, encarnada na feminilidade, no luxo, no carão – o lado mais vulgar de Venus, poderíamos dizer assim.

Depois, Kelis, com Acapella, lançado só há alguns meses e single líder do seu álbum recém-lançado Flesh Tone (dance pop/house da melhor qualidade; pra quem gosta, indico). Com inúmeras referências ao primitivo, ao corpo e – mais uma vez – à feminilidade, o video caracteriza mesmo uma volta de Kelis às suas raízes – sua recém-maternidade, considerando que Acapella é, declaradamente, um tributo ao seu primeiro filho, Knight, nascido em 2009. Podemos ver a imagem do primitivo no motivo indígena, na selva, instintiva; o corpo pulsando em vários closes; a glória dourada de Kelis, com direito até à coroa da Imperatriz, cercada de lobos (a loba, a mãe, entendeu, rs?). No refrão, Kelis repete que “before you, my whole life was acapella; now a symphony is the only song to sing” (‘antes de você, minha vida era acapella; agora uma sinfonia é a única música a ser cantada’). O clipe fecha com Kelis no deserto, como uma espécie de africana, dando as costas e exibindo seu filho nas costas. De novo, Venus, dessa vez como mãe ~ a Imperatriz, pra quem quiser ver assim.

Dois bons exemplos da Imperatriz – e de Venus – na cultura pop – o amor total a si mesmo, e o amor total ao outro, devocional. E é claro que a gente pode encontrar o Tarot na cultura pop, inclusive nesses dois vídeos super, super gay.


Particularmente, eu tenho pra mim que a mídia usa e abusa de simbolismo oculto com mensagens subliminares – mas isso é outra história. Pra quem curtiu, coloquei aqui os dois vídeos; se você gosta de dance pop, eletrônica e house, vai curtir –



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